Acidente de Seveso

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Seveso (desambiguação).

Em 10 de julho de 1976, na cidade de Seveso, na Itália, tanques de armazenagem na indústria química ICMESA romperam, liberando vários quilogramas da dioxina TCDD (2,3,7,8-tetraclorodibenzo-p-dioxina) na atmosfera e o produto espalhou-se por grande área na planície Lombarda, entre Milão e o lago de Como. Devido à contaminação, 3000 animais morreram e outros 70000 animais tiveram que ser sacrificados para evitar a entrada da dioxina na cadeia alimentar. Acredita-se que não tenha havido mortes de seres humanos diretamente vinculadas ao acidente, mas 193 pessoas nas áreas afetadas sofreram de cloracne e outros sintomas.

O acidente ocorreu durante a produção de 2,4,5-triclorofenol, um herbicida, fungicida, e produtos químicos intermediários, A ocorrência de reação química foi particularmente interessante já que ocorreu num sábado às 12h30, quando a instalação estava realmente fechada para o fim de semana e nenhum processo estava em andamento. De alguma maneira a mistura de produtos químicos que tinham sido deixados na caldeira espontaneamente reagiram gerando suficiente calor e energia para posteriormente causar uma reação plena. Não se sabe ao certo como isto chegou a ocorrer, mas tem havido questionamentos sobre por que a instalação foi paralisada com a produção no meio de um ciclo.

Este evento mais tarde veio a ser conhecido como o Desastre de Seveso ou Acidente de Seveso.

"Seveso" tornou-se símbolo de acidente ambiental industrial e incen­tivou a elaboração da Diretiva europeia publicada em 1982 (Diretiva 82/501/CEE),  conhecida como "Diretiva Seveso I'', que foi posteriormente modificada pela Diretiva 96/82/CEE, "Diretiva Seveso II". Essas Diretivas tiveram o mérito de impor exigências aos estabelecimentos industriais de potencial periculosidade ambiental, com o intuito de evitar acidentes e danos ambientais decorrentes de atividades industriais. Todas as empresas da então Comunidade Econômica Eu­ropeia passaram a adotar políticas de prevenção de acidentes.[1]

O tratamento do solo afetado foi tão completo que o nível de dioxina é agora menor que o normalmente encontrado.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. Thomé, Romeu (2015). Manual de Direito Ambiental. Salvador: JusPODIVM. pp. 39–40