Agnosticismo forte

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O agnosticismo forte é o estilo de agnosticismo adequado às dúvidas que não podem ser respondidas através do método científico, uma vez que a ideia de “prova” não pode ser aplicada devido à natureza da questão. A dúvida se encontra numa dimensão além da que as provas podem alcançar.[1][2][3]

Variações do agnosticismo[editar | editar código-fonte]

O agnosticismo forte (também chamado de Agnosticismo Permanente por Princípio, agnosticismo estrito, agnosticismo absoluto ou de agnosticismo convicto) é uma vertente comum do agnosticismo, posição filosófica relativa a incognoscibilidade de algo. Um exemplo de frase que ilustra o estilo APP é: “Não posso saber se uma deidade existe, e você também não”. Richard Dawkins, em seu livro “Deus, um delírio”, foi o primeiro a referir-se a este tipo de agnosticismo como “Agnosticismo Permanente por Princípio”.[1][4][5]

Críticas[editar | editar código-fonte]

O agnosticismo é criticado através de uma variedade de pontos de vista. Alguns pensadores religiosos consideram que a capacidade da mente para conhecer a realidade é limitada, o que implica, de acordo com as concepções deles, que questões cujas provas não são aplicáveis não devem ou não deveriam ser debatidas. Esta é uma linha de pensamento pouco presente e deveras refutada.

Alguns ateus criticam o uso do termo agnosticismo como funcionalmente indistinguível do ateísmo, o que resulta em críticas negativas àqueles que adotam o termo. Por exemplo, Mario Bunge escreveu: “É provável que um agnóstico seja um ateu envergonhado, que teme estar equivocado e ser acusado de dogmatismo ou ser discriminado.” [6][7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Dawkins, Richard (2007). Deus, um delírio 1ª ed. [S.l.]: Companhia das Letras. 520 páginas. ISBN 978-85-359-1070-4 
  2. «Entendendo o Agnosticismo». Ceticismo.net. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  3. «Você sabe o que é o agnosticismo?». MegaCurioso. Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  4. «Agnosticismo» (em espanhol) 
  5. Oppy, Grahan (2006). Arguing about Gods. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1-139-45889-4 
  6. «Topic: Agnosticism». Encyclopedia Britannica (em inglês). Consultado em 2 de dezembro de 2015 
  7. Smith, Donald E. (2012). The Hopeful Agnostic: What I Believe -- I Guess (em inglês). [S.l.]: AuthorHouse. ISBN 9781468544596