The God Delusion

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The God Delusion
A Desilusão de Deus (PT)
Deus, um Delírio (BR)
Autor(es) Richard Dawkins
País  Reino Unido
Assunto Crítica da religião
Editora Bantam Books
Lançamento 2 de outubro de 2006
ISBN 0-618-68000-4
Edição portuguesa
Tradução Lígia Rodrigues,
Maria João Camilo
Editora Casa das Letras
Lançamento 2007
Páginas 467
ISBN 978-972-46-1758-9
Edição brasileira
Tradução Fernanda Ravagnani
Arte de capa Fabio Uehara
Editora Companhia das Letras[1]
Lançamento 16 de agosto de 2007
Páginas 528
ISBN 9788535910704
Cronologia
The Ancestor's Tale
O Maior Espetáculo da Terra - As Evidências da Evolução

The God Delusion (Deus, um Delírio, na tradução brasileira, e A Desilusão de Deus, na tradução portuguesa) é um livro de não-ficção escrito pelo biólogo e divulgador da ciência Richard Dawkins. O livro aborda os aspectos positivos do ateísmo, defendendo que religião teria se tornado um dos principais males da atualidade.

Além de acusar várias religiões, especialmente cristianismo, judaísmo e islamismo, de terem cometido inúmeras irracionalidades, Dawkins defende a ideia que um Deus tal qual pregado pelas religiões não passa de histórias criativas para explicar tudo o que conhecemos, porém histórias irreais sem nenhuma veracidade racional ou lógica, muitas vezes se tornando inimigas da razão.

O livro ataca a ideia de um criador sobrenatural, afirmando que isso não passa de um delírio, definido como "uma falsa crendice mantida diante de fortes evidências em contrário". Dawkins simpatiza com a observação de Robert Pirsig que diz "quando uma pessoa tem um delírio, chama-se a isso 'insanidade'; quando muitas pessoas sofrem de um delírio, chama-se a isso 'religião'".[2]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Dawkins argumentou contra as explicações criacionistas sobre a origem da vida em suas obras anteriores sobre a evolução. O tema de O Relojoeiro Cego, publicado em 1986, é o de que a evolução pode explicar o "aparente projeto" da natureza. Em Deus, um Delírio ele se foca em uma abrangência maior de argumentos utilizados a favor e contra a existência de Deus (ou deuses).

Dawkins há muito tempo queria escrever um livro para abertamente criticar as religiões, mas o seu editor o aconselhara a não fazer. Por volta de 2006, o seu editor passou a simpatizar com a ideia. Dawkins atribui essa mudança de ideia a "quatro anos de Bush" ("four years of Bush").[3] Naquela época, uma certa quantidade de autores, incluindo Sam Harris e Christopher Hitchens, que juntamente com Dawkins foram rotulados de "The Unholy Trinity" ("A Trindade Profana") por Robert Weitzel, já haviam escrito livros abertamente criticando as religiões.

De acordo com o site da Amazon, o livro causou um crescimento de 50% nas vendas de livros sobre religião e espiritualidade (incluindo livros antirreligiosos como Deus, um Delírio e Deus Não É Grande) e um crescimento de 120% no número de vendas da Bíblia.[4]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O livro contém dez capítulos. Os primeiros expõem os argumentos propostos acerca da inexistência de Deus, enquanto que os outros discutem as relações entre religião e moralidade. Ao dedicar o livro ao seu amigo Douglas Adams,[5] Dawkins cita o livro de Adams O Guia do Mochileiro das Galáxias: "Não é suficiente ver que o jardim é belo sem ter que acreditar que há fadas morando nele também?" ("Isn't it enough to see that a garden is beautiful without having to believe that there are fairies at the bottom of it too?").

Dawkins escreve que Deus, um Delírio contém quatro mensagens para um aumento de "conscientização":

  1. Ateus podem ser felizes, ponderados, morais e intelectualmente realizados.
  2. A seleção natural e teorias científicas similares são superiores à "hipótese de Deus" e à ilusão do design inteligente em se tratando de explicar o mundo vivo e o cosmos.
  3. As crianças não deveriam ser rotuladas de acordo com a religião de seus pais. Termos como "criança católica" ou "criança muçulmana" deveriam fazer as pessoas sentirem-se constrangidas.
  4. Ateus deveriam ser orgulhosos, não apologéticos, pois o ateísmo é a prova de uma mente saudável e independente.[2]

A hipótese de Deus[editar | editar código-fonte]

Como existe um grande número de ideias teístas que buscam explicar a natureza de Deus(es), Dawkins define o conceito de Deus ao qual ele deseja direcionar-se no começo do livro. Ele cunha o termo "religião einsteiniana" ("Einsteinian religion"), referindo-se ao uso de Albert Einstein do termo "Deus", como uma metáfora para a natureza ou os mistérios do universo.[6] Ele faz uma distinção entre essa "religião einsteiniana" e a ideia teística geral de Deus como o criador do universo que deveria ser adorado.[7] Enquanto que Dawkins considera a "religião einsteiniana" uma hipótese respeitável, ele não pensa o mesmo sobre as religiões convencionais. Dawkins sustenta que para as religiões convencionais é dada uma imunidade privilegiada e não merecida contra críticas, citando Douglas Adams para ilustrar o seu argumento:

Dawkins passa a listar exemplos de atribuição de status privilegiados a religiões, tais como a facilidade de obter a condição de objetor de consciência, o uso de eufemismos para conflitos religiosos, imunidades tributárias, possibilidade de proselitismo em escolas, várias exceções ao cumprimento do Direito, e a polêmica das caricaturas da Jyllands-Posten sobre Maomé.

Voltando as suas atenções para a "religião einsteiniana", ele sustenta que essa ideia de Deus é uma hipótese válida, tendo efeitos no universo físico, e, como muitas outras hipóteses, pode ser testada e falsificada.[9] Isso se torna um tema importante no livro, o qual ele chama de "Hipótese de Deus" (God Hypothesis).[10]

Dawkins faz uma análise breve dos principais argumentos filosóficos a favor da existência de Deus. Das várias alegações filosóficas que ele discute, ele seleciona o argumento do design para uma consideração maior. Dawkins conclui que a evolução através da seleção natural pode explicar uma "aparente concepção" da natureza.[2]

Ele escreve que um dos grandes desafios ao intelecto humano tem sido explicar "Como surge a complexa, improvável concepção no universo" ("how the complex, improbable design in the universe arises"), e sugere que existem duas explicações que competem entre elas:

  1. Uma hipótese envolvendo um conceptor, isto é, um ser complexo para ser responsabilizado pela complexidade do que vemos.
  2. Uma hipótese, com teorias de apoio, que explica como, a partir de origens e princípios simples, algo mais complexo pode surgir.

Essa é a base de seu argumento contra a existência de Deus, o "Ultimate Boeing 747 gambit"[11] ("gambito último Boeing 747″), onde ele argumenta que a primeira tentativa é auto-refutável, e a segunda abordagem é um melhor caminho a seguir.[12]

Ao final do capítulo 4, "Por que quase com certeza Deus não existe", Dawkins resume o seu argumento e declara, sobre a teoria do Design Inteligente, que "a tentativa é falsa, porque a hipótese do conceptor (designer) imediatamente levanta um problema maior sobre quem concebeu (designed) o conceptor (designer). Todo o problema com o qual nós começamos era o problema de explicar a improbabilidade estatística. Obviamente, não é uma solução postular algo ainda mais improvável" ("The temptation is a false one, because the designer hypothesis immediately raises the larger problem of who designed the designer. The whole problem we started out with was the problem of explaining statistical improbability. It is obviously no solution to postulate something even more improbable").[13]

Dawkins não pretende dizer que Deus não existe com certeza absoluta (um Deus no sentido da "religião einsteiniana"). Em vez disso, ele sugere como um princípio geral que as explicações mais prováveis são preferíveis, em detrimento de explicações improváveis, como a de um Deus omnisciente e omnipotente. E, desse modo, ele argumenta que a teoria de um universo sem Deus é preferível a uma teoria de um universo com Deus.[14]

Religião e moralidade[editar | editar código-fonte]

A segunda metade do livro começa explorando as raízes da religião e buscando uma explicação para a sua presença nas culturas humanas. Dawkins advoga a "teoria da religião como um subproduto acidental – um "erro ao alvo" de algo útil" ("theory of religion as an accidental by-product – a misfiring of something useful"),[15] como, por exemplo, o emprego da mente na postura intencional ("intentional stance"). Dawkins sugere que a teoria dos memes, e a susceptibilidade humana a memes religiosas em específico, pode explicar como as religiões se espalharam como "viroses mentais" ("mind viruses") pelas sociedades.[16]

Ele então se volta para o assunto da moralidade, sustentando que nós não precisamos da religião para sermos bons. Em vez disso, a nossa moralidade tem uma explicação darwiniana: genes altruístas, selecionados através do processo da evolução, dão às pessoas empatia natural. Ele pergunta, "você cometeria assassinatos, estupros, ou roubos se soubesse que Deus não existe?" ("would you commit murder, rape or robbery if you knew that no God existed?"). Ele argumenta que poucas pessoas iriam responder "sim", fazendo assim uma objeção à alegação de que a religião é necessária para nós nos comportarmos moralmente. Quem diz isso são aqueles religiosos que provavelmente não iriam se comportar moralmente caso descobrissem que Deus não existe. Em apoio a sua visão, ele analisa a história da moralidade, argumentando que há um Zeitgeist moral que continuamente evolui na sociedade. Com o seu progresso, esse consenso moral influencia como os líderes religiosos interpretam as suas escrituras sagradas. Portanto, Dawkins declara, a moralidade não se origina da Bíblia, em vez disso o nosso progresso moral informa qual parte da Bíblia os cristãos aceitam e qual eles agora dispensam.[17]

Deus, um Delírio não é apenas uma defesa do ateísmo, mas é também uma crítica contra as religiões. Dawkins vê as religiões como subversoras da ciência, como fomentadoras do fanatismo, como encorajadoras da intolerância contra os homossexuais, e como influência negativa para nossa sociedade de diversas maneiras.[18] Ele fica ainda mais ultrajado pela doutrinação (lavagem cerebral) de crianças. Ele iguala a doutrinação religiosa de crianças em escolas confessionais por pais e professores a uma forma de abuso psicológico. Dawkins considera os rótulos "criança muçulmana" e "criança católica" tão mal aplicados quanto "criança marxista" ou "criança tory", tentando imaginar como uma jovem criança pode ser considerada madura o suficiente para ter tais visões sobre o cosmos e o lugar da humanidade nele.

O livro conclui com a questão sobre se a religião, apesar de seus alegados problemas, preenche um "vazio" ("gap"), dando consolo e inspiração para pessoas que dela necessitam. De acordo com Dawkins, essas necessidades são mais bem preenchidas por meios não-religiosos, tais como a filosofia, a psicologia, e a ciência. Ele sugere que uma visão de mundo (Weltanschauung) ateísta é uma afirmação da vida, de um modo que a religião, com as "respostas" insatisfatórias aos mistérios da vida, jamais poderia ser. Um apêndice dá direcionamentos àqueles "precisando de apoio para escapar da religião" ("needing support in escaping religion").[19][20][21][22][23][24][25][26][27][28][29]

Recepção[editar | editar código-fonte]

O livro provocou uma resposta imediata, tanto positiva quanto negativa, e foi publicado com elogios de cientistas, como de James D. Watson, ganhador do Prêmio Nobel e coodescobridor da estrutura do DNA,[30] do psicólogo de Harvard Steven Pinker, bem como de escritores populares de ficção e os ilusionistas Penn e Teller.[31] O Metacritic relatou que o livro teve uma pontuação média de 59 em 100 pontos.[32] O livro foi nomeado para o melhor livro nos British Book Awards, onde Richard Dawkins foi nomeado "Autor do Ano".[33]

O britânico Sir Harry Kroto, também vencedor do Prêmio Nobel, não mediu elogios ao trabalho, afirmando que trata-se de "um livro maravilhoso - uma advocacia passional e vital, que também é alegre, elegante, justa, interessante, e por vezes muito engraçada".[30] Joan Bakewell, escrevendo para o jornal inglês The Guardian, afirma que "Dawkins vai rugindo adiante, com o vigor total de seus argumentos poderosos, atingindo falácias e doutrinas falsas" e que "Dawkins está certo de estar não somente furioso, mas também alarmado.".[34]

The God Delusion teve a segunda posição na lista de novembro de 2006 dos mais vendidos da Amazon.com.[35][36] No início de dezembro de 2006, classificou-se #4 na lista New York Times Hardcover Nonfiction Best Seller depois de nove semanas na lista.[37] Em 22 de abril de 2007, classificou-se #10, depois de 29 semanas na lista.[38]

Críticas[editar | editar código-fonte]

O livro recebeu críticas variadas, tanto de comentaristas religiosos quanto de ateus.[39][40] Na London Review of Books, Terry Eagleton criticou Richard Dawkins por não ter feito uma pesquisa apropriada sobre o tema de sua obra, a religião, e estabelecer um espantalho para tornar válidos seus argumentos contra o teísmo.[41] O teólogo de Oxford Alister McGrath (autor de The Dawkins Delusion? e Dawkins' God) argumenta que Dawkins ignora a teologia cristã e, portanto, é incapaz de abordar a religião e a com inteligência.[42] Em resposta, Dawkins pergunta: "Você tem que ler sobre "leprechologia" antes de descrente em leprechauns?"[43] Dawkins teve um debate prolongado com McGrath no Festival Literário do Sunday Times em 2007.[44] O teólogo ortodoxo oriental David Bentley Hart diz que Dawkins "dedicou várias páginas de The God Delusion a uma discussão sobre os "Cinco Caminhos de Tomás de Aquino", mas nunca pensou em aproveitar os serviços de algum estudioso do pensamento antigo e medieval que poderia ter explicado os caminhos para ele ... Como resultado, ele não só confundiu as Cinco Caminhos com a declaração abrangente de Tomás sobre por que devemos acreditar em Deus, o que eles definitivamente não são, como também acabou por deturpar completamente a lógica de cada um deles, e nos níveis mais básicos."[45]

O filósofo cristão Keith Ward, em seu livro de 2006 Is Religion Dangerous?, questiona a visão de Dawkins e de outros de que a religião seja socialmente perigosa. A ética Margaret Somerville,[46] sugeriu que Dawkins "exagera o caso contra a religião", particularmente o seu papel nos conflitos humanos.[47]

Muitos dos defensores de Dawkins afirmam que os críticos geralmente entendem mal seu ponto de vista. Durante um debate sobre a Rádio 3 de Hong Kong, David Nicholls, escritor e presidente da Fundação Ateísta da Austrália, reiterou os sentimentos de Dawkins de que a religião é um aspecto "desnecessário" dos problemas globais.[48] Dawkins argumenta que "a existência de Deus é uma hipótese científica como qualquer outra".[49] Ele discorda do princípio de Stephen Jay Gould de magistérios não-interferentes. Em uma entrevista com a revista Time, Dawkins disse:

Acho que os magistérios não-interferentes de Gould foram um estratagema puramente político para conquistar pessoas religiosas para o campo da ciência. Mas é uma ideia muito vazia. Há uma abundância de lugares onde a religião não afasta o campo científico. Qualquer crença em milagres é completamente contraditória não apenas com os fatos científicos, mas para com o espírito da ciência.[50]

O astrofísico Martin Rees sugeriu que o ataque de Dawkins à religião dominante não é útil.[51] Em relação à afirmação de Rees em seu livro Our Cosmic Habitat de que "tais questões estão além da ciência, mas são do campo de filósofos e teólogos", Dawkins pergunta "que especialização podem os teólogos trazer a questões cosmológicas profundas que os cientistas não podem?"[52][53] Em outras publicações, Dawkins escreveu que "há toda a diferença do mundo entre a crença de que alguém está preparado para defender algo citando evidências e a lógica e a crença que não é apoiada por nada mais do que a tradição, a autoridade ou a revelação".[54]

O filósofo calvinista Alvin Plantinga, no seu ensaio para o site cristão "Christianity Today", denominado "The Dawkins Confusion" (A Confusão de Dawkins) afirma que, embora Dawkins procure se valer de sua condição de cientista para sustentar seus argumentos, nenhum deles pode ser considerado científico na verdade.[55] Plantinga também mencionou seu desagrado pelas alegações ofensivas de Dawkins, muito embora tenha procurado analisar mais os seus argumentos. No The Wall Street Journal, Sam Schulman também acusa Dawkins de usar uma análise simplória da religião, afirmando que é impossível ver ali algum traço das questões levantadas por homens, como Milton, Michelângelo, Newton, Espinoza, Kierkegaard, Aquino, ou mesmo Einstein. Schulman afirma ainda que o neo-ateísmo não acrescentou novos argumentos e destituiu o ateísmo do charme da época em que ateus como H. G. Wells, ou Bernard Shaw lisonjeavam a audiência com argumentos inteligentes.[56] Michael Ruse, um influente filósofo da biologia, ateu, fez a afirmação de que "Richard Dawkins em seu The God Delusion falharia em qualquer curso de filosofia introdutória ou de religião" e também afirmou que The God Delusion faz ele "envergonhado de ser ateu".[57][58] O filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, em entrevista, criticou o neo-ateísmo como "auto-ajuda", usando-se do livro de Dawkins como referência.[59]

Repercussão jurídica mundial[editar | editar código-fonte]

Na Turquia, onde o livro vendeu pelo menos 6000 cópias,[60] um promotor iniciou uma investigação para saber se Deus, um Delírio é um "ataque a valores sagrados" ("an attack on holy values") seguida de uma queixa em novembro de 2007. Caso condenado, o editor e tradutor turco, Erol Karaaslan, seria encarcerado por incitar aversão religiosa e insultar valores religiosos.[61]

Em abril de 2008, o tribunal absolveu o réu. Ao decidir sobre a necessidade de confiscar cópias do livro, o juiz relator declarou que bani-lo "iria limitar fundamentalmente a liberdade de consciência".[62] Apesar disso, a perseguição religiosa mostrou a sua face quando o site de Dawkins foi banido da Turquia naquele mesmo ano, após queixas do criacionista Adnan Oktar.[63]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Companhia das Letras. «DEUS UM DELÍRIO - Richard Dawkins». Consultado em 6 de novembro de 2012 
  2. a b c Dawkins, Richard. Preface The God Delusion.
  3. Dawkins, Richard. «Richard Dawkins explains his latest book». RichardDawkins.net. Consultado em 14 de setembro de 2007 
  4. Smith, David. «Believe it or not: the sceptics beat God in bestseller battle». The Observer. Consultado em 5 de outubro de 2007 
  5. "Douglas, eu sinto falta de você. Você é o meu mais inteligente, engraçado, mente-aberta, brilhante, alto e possivelmente único convertido. Eu espero que este livro pudesse ter feito você rir – embora não tanto quanto você me fez" ("Douglas, I miss you. You are my cleverest, funniest, most open-minded, wittiest, tallest and possibly only convert. I hope this book might have made you laugh - though not as much as you made me"). (The God Delusion, p. 117)
  6. Randerson, James (13 de maio de 2008). «Childish superstition: Einstein's letter makes view of religion relatively clear» (em inglês). The Guardian. Consultado em 14 de maio de 2008. Na carta, ele declara: "A palavra deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia uma coleção de honoráveis, mas ainda assim primitivas lendas as quais são, não obstante, bem infantis. Nenhuma interpretação, não importa o quanto arguta, pode mudar isso. ("The word god is for me nothing more than the expression and product of human weaknesses, the Bible a collection of honourable, but still primitive legends which are nevertheless pretty childish. No interpretation no matter how subtle can change this"). 
  7. The God Delusion, page 13
  8. ADAMS, Douglas. Is there an Artificial God? In: Digital Biota 2 Cambridge U.K., setembro de 1998. Acesso em 26 de novembro de 2006. Disponível em: http://www.biota.org/people/douglasadams/ Citação original: "Religion … has certain ideas at the heart of it which we call sacred or holy or whatever. What it means is, 'Here is an idea or a notion that you're not allowed to say anything bad about; you're just not. Why not? – because you're not. If someone votes for a party that you don't agree with, you're free to argue about it as much as you like; everybody will have an argument but nobody feels aggrieved by it. … But on the other hand, if somebody says 'I mustn't move a light switch on a Saturday', you say 'I respect that.'"
  9. The God Delusion, page 50.
  10. The God Delusion, page 31
  11. The God Delusion, page 114
  12. Essa interpretação do argumento está baseada em resenhas de Daniel Dennett e PZ Myers.
  13. The God Delusion, page 158
  14. The God Delusion, page 147-150
  15. "A teoria da religião como um subproduto acidental – um "erro ao alvo" de algo útil – é a que eu desejo advogar" ("The general theory of religion as an accidental by-product – a misfiring of something useful – is the one I wish to advocate"). The God Delusion, p. 188
  16. "o propósito desta seção é perguntar se a teoria do meme poderia funcionar para o caso especial da religião" ("the purpose of this section is to ask whether meme theory might work for the special case of religion") (itálico no original, referindo-se a uma das cinco seções do capítulo 5), The God Delusion, p. 191
  17. Após dar alguns exemplos da moralidade bestial do Antigo Testamento, ele escreve que "com certeza, teólogos irritados irão protestar que nós não tomamos mais o livro do Gênesis literalmente. Mas esse é exatamente o meu argumento! Nós pegamos e escolhemos quais pedaços da escritura nós acreditamos, e quais pedaços cancelamos como símbolos e alegorias" ("Of course, irritated theologians will protest that we don't take the book of Genesis literally any more. But that is my whole point! We pick and choose which bits of scripture to believe, which bits to write off as symbols and allegories"). The God Delusion, p. 238.
  18. Ele cita exemplos de casos onde leis de blasfêmia têm sido utilizadas para sentenciar pessoas à morte, e de funerais de gays ou de simpatizantes que tem sofrido piquetes. Dawkins declara que pregadores do sul dos Estados Unidos utilizavam a Bíblia para justificar a escravidão alegando que os africanos eram descendentes do filho pecador de Noé, Cam. Durante as Cruzadas, pagãos e hereges que não se convertessem ao catolicismo eram assassinados. Em um exemplo extremo da época contemporânea, ele cita o caso de Paul Jennings Hill, que, enquanto aguardava a sua execução por assassinar um médico que realizava abortos na Florida, EUA, declarou o seguinte: "Eu espero uma grande recompensa no céu… Eu estou aguardando pela glória" ("I expect a great reward in heaven… I am looking forward to glory").
  19. Description of The God Delusion no site oficial da Richard Dawkins Foundation
  20. Newsnight Book Club trechos de The God Delusion (em inglês)
  21. "The flying spaghetti monster", entrevista com Steve Paulson, Salon.com, October 13, 2006
  22. Video: Leitura de Dawkins de The God Delusion no Randolph-Macon Woman's College; incluindo a seção de perguntas posterior. Oct. 23, 2006
  23. "God vs. Science", discussão com Francis Collins, Time, November 13, 2006
  24. Richard Dawkins entrevistado por Laurie Taylor na revista New Humanist 2007-01-01
  25. "The God Delusion", entrevista com George Stroumboulopoulos, The Hour, May 5, 2007
  26. Audio: Richard Dawkins entrevistado por Brian Lehrer , April 23, 2007
  27. "God… in other words", entrevista com Ruth Gledhill, The Times, May 10, 2007
  28. Debate Dawkins x Lennox (10/03/2007)
  29. "Richard Dawkins: An Argument for Atheism", entrevista com Terry Gross, Fresh Air, March 7, 2008
  30. a b http://richarddawkins.net/godDelusionReviews
  31. «The God Delusion – Reviews». RichardDawkins.net. Consultado em 8 de abril de 2008. Cópia arquivada em 1 de abril de 2008 
  32. «The God Delusion by Richard Dawkins: Reviews». Metacritic. Consultado em 13 de março de 2008. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2008 
  33. «Winners & Shortlists 2007». Galaxy British Book Awards. Consultado em 12 de setembro de 2007. Cópia arquivada em 24 de abril de 2008 
  34. [1]
  35. Jamie Doward (29 de outubro de 2006). «Atheists top book charts by deconstructing God». The Observer. Consultado em 25 de novembro de 2006 
  36. Ruth Gledhill (14 de outubro de 2006). «What I want for Christmas is…an anti-religion rant». The Times. Consultado em 26 de novembro de 2006 
  37. «Hardcover Nonfiction - New York Times». Consultado em 2 de dezembro de 2006 
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  39. Dawkins, Richard. «I'm an atheist, BUT..». RichardDawkins.net. Consultado em 12 de setembro de 2007. Arquivado do original em 8 de julho de 2007 
  40. David Bentley Hart. «Atheist Delusions: The Christian Revolution and Its Fashionable Enemies». New Haven, CT: Yale University Press 2009. Consultado em 24 de julho de 2009 
  41. «Lunging, Flailing, Mispunching: The God Delusion by Richard Dawkins» 
  42. McGrath, Alister (2004). Dawkins' God: Genes, Memes, and the Meaning of Life. Oxford, England: Blackwell Publishing. p. 81. ISBN 1-4051-2538-1 
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  55. The Dawkins Confusion Alvin Plantinga
  56. Modern atheists have no new arguments, and they lack their forebears' charm. Sam Schulman, The Wall Street Journal
  57. Ruse, Michael (Agosto de 2009). «Why I Think the New Atheists are a Bloody Disaster». The BioLogos Foundation as a columnist of Beliefnet. Consultado em 2 de fevereiro de 2017. … Os neo-ateus fazem para o lado da ciência um grave desserviço… Essas pessoas fazem um desserviço ao conhecimento ... Richard Dawkins em seu The God Delusion falharia em qualquer curso de filosofia introdutória ou de religião. Orgulhosamente ele critica aquilo de que ele não sabe nada … a má qualidade da argumentação em Dawkins, Dennett, Hitchens, e todos os outros nesse grupo … os novos ateus estão fazendo terríveis danos políticos à causa da luta contra o Criacionismo. Os americanos são pessoas religiosas ... Eles querem ser amigos da ciência, embora seja certamente verdade que muitos têm sido seduzidos pelos criacionistas. Nós, evolucionistas, temos de falar com essas pessoas. Nós temos que mostrar a eles que o darwinismo é seu amigo, não seu inimigo Temos de colocá-los do nosso lado quando se trata de ciência na sala de aula. E criticar bons homens como Francis Collins, acusando-os de fanatismo, é simplesmente não fazer este trabalho. Nem é criticar todo mundo, como eu, que quer construir uma ponte para os crentes – não aceitando as crenças, mas disposto a respeitar alguém que as tem … The God Delusion me faz envergonhado de ser ateu … Eles são um desastre sangrento … 
  58. Dougherty, T; Gage, LP (2015). «4/ New Atheist Approaches to Religion, pp. 51-62». In: Oppy, Graham. The Routledge Handbook of Contemporary Philosophy of Religion. Oxon and New York: Routledge. p. 52–53. ISBN 9781844658312. Michael Ruse (2009) afirmou que Dawkins falharia em 'qualquer curso de filosofia introdutória ou de religião'; e por esta razão Ruse diz que The God Delusion faz ele 'envergonhado de ser ateu' 
  59. [2] "Esse livro do Dawkins é uma auto-ajuda para ateus inseguros"
  60. Tiryaki, Sylvia (3 de dezembro de 2007). «The God Delusion in Turkey». Turkish Daily News. Consultado em 18 de fevereiro de 2008 
  61. «Turkey probes atheist's 'God' book». AP, CNN. 28 de novembro de 2007. Consultado em 28 de novembro de 2007 
  62. «'Tanrı Yanılgısı' kitabı beraat etti» (em Turkish). AA. 2 de abril de 2008. Consultado em 2 de abril de 2008 
  63. «Turkey bans biologist Richard Dawkins' website - Monsters and Critics». Consultado em 27 de outubro de 2009 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Resenhas[editar | editar código-fonte]