Falácia do espantalho

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A falácia do espantalho (também conhecida como falácia do homem de palha) é um argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate e a substitui por uma versão distorcida, que representa de forma errada esta posição.[1][2] A falácia se produz por distorção proposital, com o objetivo de tornar o argumento mais facilmente refutável, ou por distorsão acidental, quando o debatedor que a produz não entendeu o argumento que pretende refutar.[2]

Nessa falácia, a refutação é feita contra um argumento criado por quem está atacando o argumento original; não é uma refutação do próprio argumento original.[2] Para alguém que não esteja familiarizado com o argumento original, a refutação pode parecer válida, como refutação daquele argumento.[2]

Formato[editar | editar código-fonte]

Uma das formas desta falácia tem a seguinte forma:[1]

  1. Pessoa A defende o argumento X
  2. Pessoa B ataca o argumento Y como se ele fosse o argumento X, quando na verdade ele é uma versão distorcida de X

Exemplo[editar | editar código-fonte]

"O Cardeal William Levada, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano, declarou que Richard Dawkins e outros argumentaram que a Teoria da Evolução prova que Deus não existe; um argumento que é absurdo."

Esta, porém, é uma falácia do espantalho, porque a posição de Dawkins é que a Teoria da Evolução torna o ateísmo uma ideia intelectualmente respeitável, ou seja:

Se existe evolução, então uma visão naturalista do mundo é logicamente aceitável.[2]

Referências

  1. a b Nizkor, Fallacy: Straw Man
  2. a b c d e Skepdic, Critical Thinking mini-lesson 9 [em linha]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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