Falácia informal

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Uma falácia informal ocorre quando o conteúdo das premissas de um argumento, falham em adequadamente embasar a conclusão proposta[1]. Em contraste com uma falácia formal de dedução, o erro não é uma falha na forma do argumento. Embora a forma do argumento possa ser relevante, também é o conteúdo que está implicado no raciocínio errôneo. Assim, enquanto as falácias formais sempre garantem que o argumento resultante é inválido, um argumento que contém uma falácia informal pode empregar uma forma lógica válida, enquanto que, no entanto, permanece racionalmente pouco convincente.[2]

Um tipo especial de falácia informal é o conjunto de falácias indutivas. Aqui a questão mais importante diz respeito à força ou metodologia da indução (por exemplo, a inferência estatística). Na ausência de provas suficientes, tirar conclusões com base na indução não é garantido e é falacioso. Com o respaldo de evidências empíricas, no entanto, as conclusões podem se tornar garantidas e convincentes (no ponto em que os argumentos não são mais considerados falaciosos). Por exemplo, a falácia informal da generalização precipitada pode ser aproximadamente declarada como um erro de silogismo. A generalização precipitada, muitas vezes, segue um padrão, tal como: X é verdadeiro para A. X é verdadeiro para a B. Portanto, X é verdadeiro para C, D, etc.

Apesar de nunca ter sido um dedução lógica válida, se tal inferência for feita com base estatística, pode, contudo, ser convincente. Isto é porque com evidência empírica suficiente, a generalização não é mais precipitada.[2]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Kelly, David James (1994). The Art of Reasoning. [S.l.]: W.W. Norton & Company. ISBN 0-393-96466-3 
  2. a b A. Gomes. «ARGUMENTAÇÃO 4. falácias formais e informais». O Meu Baú. Consultado em 4 de dezembro de 2016 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]