Falácia formal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox grammar.svg
Esta página ou secção precisa de correção ortográfico-gramatical.
Pode conter incorreções textuais, podendo ainda necessitar de melhoria em termos de vocabulário ou coesão, para atingir um nível de qualidade superior conforme o livro de estilo da Wikipédia. Se tem conhecimentos linguísticos, sinta-se à vontade para ajudar.
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde julho de 2015).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

Na lógica filosófica, uma falácia formal é um padrão de raciocínio que é inválido devido a uma falha em sua estrutura lógica, que pode perfeitamente ser expresso em um sistema padrão de lógica, por exemplo lógica proposicional.[1] Um argumento que é formalmente falacioso é sempre considerado errado. A falácia formal é diferente de uma falácia informal, que pode ter uma forma lógica válida e ainda ser inconsistente porque uma ou mais premissas são falsas.

A presença de uma falácia formal em um argumento dedutivo não implica nada sobre as premissas do argumento ou a sua conclusão. Ambos podem realmente ser verdade, ou ainda mais provável, como resultado do argumento, mas o argumento dedutivo ainda é inválido porque a conclusão não decorre das premissas da maneira descrita. Por extensão, um argumento pode conter uma falácia formal, mesmo que o argumento não seja dedutivo; por exemplo, um argumento indutivo, que aplica de forma incorreta os princípios de probabilidade ou a causalidade pode dar origem a uma falácia formal.

"Argumentos falaciosos geralmente têm a aparência enganadora de serem bons argumentos."[2] Reconhecer falácias em argumentos cotidianos pode ser difícil, pois os argumentos são muitas vezes incorporados em padrões retóricos que escondem as conexões lógicas entre afirmações. Falácias informais também podem explorar as fraquezas emocionais, intelectuais ou psicológicas do público. Ter a capacidade de reconhecer falácias na argumentação é uma forma de reduzir a probabilidade de tais ocorrências.

Uma abordagem diferente para a compreensão e classificação de falácias é fornecido pela teoria da argumentação. Nesta abordagem, um argumento é considerado como um protocolo de interação entre indivíduos que tenta resolver seus desacordos. O protocolo é regulamentado por certas regras de interação e violações dessas regras são falácias.

Tais falácias são usadas em muitas formas de comunicações modernas, onde a intenção é influenciar o comportamento e mudar as crenças. Exemplos hoje na mídia de massa incluem, mas não estão limitados a propaganda, anúncios, política, editoriais de jornais e opiniões baseadas em noticiários.

Em contraste com a falácia informal[editar | editar código-fonte]

A lógica formal não é utilizada para determinar se um argumento é verdadeiro ou não. Argumentos formais podem ser válidos ou inválidos. Um argumento válido também pode ser correto ou incorreto:

  • Um argumento válido tem uma estrutura formal correta. Um argumento válido é aquele em que se as premissas são verdadeiras, a conclusão deve ser verdadeira.
  • Um argumento correto é um argumento formalmente correto, que, além disso, contém premissas verdadeiras.

Idealmente, o melhor tipo de argumento formal é um argumento correto e válido.

Falácias formais não levam em conta a consistência de um argumento, mas sim a sua validade. Premissas na lógica formal são comumente representadas por letras (mais comumente P e Q). A falácia ocorre quando a estrutura do argumento é incorreta, apesar da veracidade das premissas.

Através dos modus ponens, o seguinte argumento não contém falácias formais:

  1. Se P então Q
  2. P
  3. Portanto Q

A falácia lógica associada a este formato do argumento é conhecida como afirmação do conseqüente, que ficaria assim:

  1. Se P então Q
  2. Q
  3. Portanto P

Isso é uma falácia, pois não leva em conta outras possibilidades. Para ilustrar isso com mais clareza, substitua as letras com premissas:

  1. Se chover, a rua ficará molhada.
  2. A rua está molhada.
  3. Portanto, choveu.

Embora seja possível que esta conclusão seja verdadeira, isso não significa necessariamente que ela deva ser verdade. A rua pode estar molhada por uma variedade de outras razões que este argumento não leva em conta. No entanto, se olharmos para a forma válida do argumento, podemos ver que a conclusão tem que ser verdadeira:

  1. Se chover, a rua ficará molhada.
  2. Choveu.
  3. Portanto, a rua está molhada.

Este argumento é válido e, se realmente choveu, ele também seria correto.

Se os enunciados 1 e 2 são verdadeiros, o seguinte enunciado 3 também é verdadeiro. No entanto, pode ainda ser o caso de que os enunciados 1 ou 2, não serem verdadeiros. Por exemplo:

  1. Se Albert Einstein faz um enunciado sobre ciência, ele é correto.
  2. Albert Einstein declara que todas a mecânica quântica é determinística.
  3. Portanto, é verdade que a mecânica quântica é determinística.

Neste caso, a declaração 1 é falsa. A falácia informal em particular que está sendo cometida nesta afirmação é o argumento de autoridade. Em contrapartida, um argumento com uma falácia formal ainda poderia conter todas as premissas verdadeiras:

  1. Se Bill Gates possui o Fort Knox, então ele é rico.
  2. Bill Gates é rico.
  3. portanto, Bill Gates possui o Fort Knox.

Embora, 1 e 2 sejam afirmações verdadeiras, 3 não as segue porque o argumento comete a falácia formal da afirmação do conseqüente.

Um argumento pode conter tanto uma falácia informal quanto uma falácia formal e ainda levar a uma conclusão que possa ser verdade, por exemplo, mais uma vez afirmar o conseqüente, agora também de uma premissa falsa:

  1. Se um cientista faz uma declaração sobre ciência, ela está correta.
  2. É verdade que a mecânica quântica é determinística.
  3. Portanto, um cientista fez uma declaração sobre isso.


Referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. Harry J. Gensler, The A to Z of Logic (2010:p74). Rowman & Littlefield, ISBN 9780810875968
  2. Damer, T. Edward (2009), «Fallacious arguments usually have...», Attacking Faulty Reasoning: A Practical Guide to Fallacy-free Arguments, ISBN 978-0-495-09506-4 6th ed. , Belmont, California: Wadsworth, p. 52, consultado em 30 de novembro de 2010  See also Wikipedia article on book 
Bibliografia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]