Argumentum ad nauseam

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Argumentum ad nauseam (em português, "argumentação até provocar náusea")[1] refere-se à argumentação por repetição, ou seja, a mesma afirmação é repetida insistentemente até o ponto de causar "náusea" ou aversão ao interlocutor objetor, fazendo-o desistir da discussão, mesmo que não esteja persuadido ou não concorde com a afirmação do seu oponente. Se a afirmação não encontra objeção (ou não é falseável), então ela é verdadeira - mesmo sem prova ou ainda que logicamente inconsistente -, o que, evidentemente, é uma falácia.

Nesse sentido o argumentum ad nauseam assemelha-se ao argumentum ad infinitum, que é a argumentação constituída de infinitos passos lógicos, ou seja, uma argumentação sem fim - lembrando que, em termos aristotélicos, uma série conceitual infinita não é inteligível.[2] A falácia do argumentum ad infinitum, assim como a do argumentum ad nauseam, consiste no pressuposto incorreto de que, se ninguém rebate uma afirmação, ela está correto.

O argumentum ad nauseam pode ser sintetizado na famosa frase, atribuída a Goebbels - "uma mentira repetida mil vezes se transforma em verdade". Independentemente de se tratar de proposição verdadeira ou falsa, o martelar constante de determinadas afirmações pode ser eficaz para produzir crenças, que gradativamente se consolidam no indivíduo e na sociedade, convertendo-se em "verdades" incontestáveis.[3]

Referências

  1. "ad nauseam" definição no Dictionary.com
  2. "El infinito domado. Hacia una nueva logica operativa", por Celina Lértora Mendoza. In De Boni, Luis A. (org.). Lógica e linguagem na Idade Média.
  3. Paralogismos y sofismas del discurso político español. La falacia en un corpus de debates parlamentarios. Por Francisco José Sánchez.

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