Argumentum ad consequentiam

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

A expressão latina argumentum ad consequentiam ("argumento por consequência") é o argumento pelo qual uma premissa é verdadeira ou falsa em função das consequências desejadas ou indesejadas a que ela conduz[1]. Este raciocínio é uma variedade do apelo à emoção é uma forma de falácia lógica, uma vez que o valor de uma premissa não depende do nosso desejo. Além disso, este raciocínio possui sempre um conteúdo subjetivo.

Estrutura lógica[editar | editar código-fonte]

O argumentum ad consequentiam pode assumir duas formas distintas, a forma direta e a forma por contradição.

Forma direta[editar | editar código-fonte]

Se P, então Q vai acontecer.
Q é desejável.
Então P é verdade.

Exemplo explícito[editar | editar código-fonte]

Se Deus existe, então a natureza é bela.
Apreciamos a natureza bela.
Então Deus existe.

Exemplo implícito[editar | editar código-fonte]

Deus existe, observe como a natureza é bela.

Forma por contradição[editar | editar código-fonte]

Se P, então Q vai acontecer.
Q é indesejável.
Então P é falso.

Exemplo explícito[editar | editar código-fonte]

Quando o chefe é incompetente, há demissões
Não queremos demissões
Então o chefe é competente.

Exemplo implícito[editar | editar código-fonte]

O chefe é competente, pois caso contrário, há demissões.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Portal A Wikipédia possui o:
Portal de Filosofia


Ícone de esboço Este artigo sobre Lógica é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.