Albert Einstein

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Einstein)
Ir para: navegação, pesquisa
Nota: Para outras acepções do nome ver Albert Einstein (desambiguação) e Einstein (desambiguação).
Albert Einstein Medalha Nobel
Física
Albert Einstein em 1921
Dados gerais
Nacionalidade Alemanha alemão (1879 — 1896, 1914 — 1933)
Flag of None.svg Apátrida (1896 — 1901)
suíça suíço (1901 — 1955)
Áustria austríaco (1911 — 1912)
Povo dos Estados Unidos norte-americano (1940 — 1955)
Residência Alemanha, Itália, Suíça, Estados Unidos
Nascimento 14 de março de 1879
Local Ulm, Baden-Württemberg
Império Alemão
Morte 18 de abril de 1955 (76 anos)
Local Princeton, Nova Jérsei
Causa Aneurisma
Progenitores
Mãe Pauline Koch
Pai Hermann Einstein
Casamento 8 de agosto de 1876
Atividade
Campo(s) Física
Instituições Instituto Federal Suíço de Propriedade Intelectual,
Universidade de Zurique,
Universidade Carolina,
Academia de Ciências da Prússia,
Instituto Kaiser Guilherme,
Universidade de Leiden,
Instituto de Estudos Avançados de Princeton
Alma mater Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, Universidade de Zurique
Tese Eine neue Bestimmung der Moleküldimensionen (1905)
Orientador(es) Alfred Kleiner
Orientado(s) Ernst Gabor Straus
Conhecido(a) por Relatividade geral
Relatividade restrita
Movimento browniano
Efeito fotoeléctrico
Equivalência massa-energia
Equações de campo de Einstein
Estatística de Bose-Einstein
Paradoxo EPR
Prêmio(s) Medalha do prêmio Nobel Nobel de Física (1921),
Medalha Matteucci (1921),
Medalha Copley (1925),
Medalha de Ouro da RAS (1926),
Medalha Max Planck (1929),
Gibbs Lecture (1934),
Medalha Franklin (1935)
Assinatura
Albert Einstein signature.svg

Albert Einstein (Ulm, 14 de março de 1879Princeton, 18 de abril de 1955) foi um físico teórico alemão. Entre seus principais trabalhos desenvolveu a teoria da relatividade geral, ao lado da mecânica quântica um dos dois pilares da física moderna. Embora mais conhecido por sua fórmula de equivalência massa-energia, E=mc² — que foi chamada de "a equação mais famosa do mundo" —, foi laureado com o Prêmio Nobel de Física de 1921 "por suas contribuições à física teórica" e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico, que foi fundamental no estabelecimento da teoria quântica.

Nascido em uma família de judeus alemães, mudou-se para a Suíça ainda jovem e iniciou seus estudos na Escola Politécnica de Zurique. Após dois anos procurando emprego, obteve um cargo no escritório de patentes suíço enquanto ingressava no curso de doutorado da Universidade de Zurique. Em 1905 publicou uma série de artigos acadêmicos revolucionários. Uma de suas obras era o desenvolvimento da teoria da relatividade especial. Percebeu, no entanto, que o princípio da relatividade também poderia ser estendido para campos gravitacionais, e com a sua posterior teoria da gravitação, de 1916, publicou um artigo sobre a teoria da relatividade geral. Enquanto acumulava cargos em universidades e instituições, continuou a lidar com problemas da mecânica estatística e teoria quântica, o que levou às suas explicações sobre a teoria das partículas e o movimento browniano. Também investigou as propriedades térmicas da luz, o que lançou as bases da teoria dos fótons. Em 1917, aplicou a teoria da relatividade geral para modelar a estrutura do universo como um todo. Suas obras renderam-lhe o status de celebridade mundial enquanto tornava-se uma nova figura na história da humanidade, recebendo prêmios internacionais e sendo convidado de chefes de estado e autoridades.

Estava nos Estados Unidos quando Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha, em 1933, e não voltou para o seu país de origem, onde tinha sido professor da Academia de Ciências de Berlim. Estabeleceu-se então no país, onde naturalizou-se em 1940. Na véspera da Segunda Guerra Mundial, ajudou a alertar o presidente Franklin Delano Roosevelt que a Alemanha poderia estar desenvolvendo uma arma atômica, recomendando aos norte-americanos a começar uma pesquisa semelhante, o que levou ao que se tornaria o Projeto Manhattan. Apoiou as forças aliadas, denunciando no entanto a utilização da fissão nuclear como uma arma. Mais tarde, com o filósofo britânico Bertrand Russell, assinou o Manifesto Russell-Einstein, que destacou o perigo das armas nucleares. Foi afiliado ao Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde trabalhou até sua morte em 1955.

Realizou diversas viagens ao redor do mundo, deu palestras públicas em conceituadas universidades e conheceu personalidades célebres de sua época, tanto na ciência quanto fora do mundo acadêmico. Publicou mais de 300 trabalhos científicos, juntamente com mais de 150 obras não científicas. Suas grandes conquistas intelectuais e originalidade fizeram da palavra "Einstein" sinônimo de gênio. Em 1999 foi eleito por 100 físicos renomados o mais memorável físico de todos os tempos. No mesmo ano a revista TIME, em uma compilação com as pessoas mais importantes e influentes, o classificou a pessoa do século XX.

Biografia

Primeiros anos e educação

Ver artigo principal: Família Einstein
Monumento no local onde Einstein nasceu, em Ulm.

Albert Einstein nasceu em Ulm, no Reino de Württemberg, Império Alemão (atual Baden-Württemberg, Alemanha), em 14 de março de 1879.[1] Seus pais eram Hermann Einstein, um vendedor e engenheiro, e Pauline Einstein (nascida Koch). Os Einstein eram judeus asquenazes não praticantes. Em 1880 a família mudou-se para Munique, onde seu pai e tio fundaram a Elektrotechnische Fabrik J. Einstein & Cie, empresa que fabricava equipamentos elétricos acionados por corrente contínua. Um ano mais tarde seus pais deram à luz a uma menina, Maria "Maja" Einstein, sua irmã mais nova.[2][3] Com cinco anos de idade o jovem Albert estudou em uma escola elementar católica durante três anos.[4] Aos oito foi transferido para o Ginásio Luitpold, hoje conhecido como Ginásio Albert Einstein, onde recebeu educação escolar primária e secundária, até deixar a Alemanha sete anos depois.[5] Seu tio Jacob, um engenheiro, e Max Talmey, um jovem estudante pobre de medicina que jantava na casa da família uma vez por semana entre 1889 e 1894, foram grandes influências durante seus anos de formação. Eles incentivaram sua curiosidade inerente e insaciável sobre tudo. Talmey trouxe livros populares de ciência, incluindo Crítica da Razão Pura de Immanuel Kant, que Einstein começou a ler.[6][7]

Einstein com cerca de 14 anos, 1894.

Em 1894, a empresa de seu pai faliu: a corrente direta perdeu a Guerra das Correntes para a corrente alternada. Em busca de negócios, a família de Einstein mudou-se para a Itália, primeiro para Milão e, alguns meses mais tarde, para Pavia.[8] Quando a família se mudou para a cidade italiana, Einstein ficou em Munique para terminar seus estudos no Ginásio Luitpold. Seu pai queria que seguisse a engenharia elétrica, mas o jovem entrou em choque com as autoridades e ressentiu-se com o regime da escola e o método de ensino. Escreveu mais tarde que o espírito do conhecimento e o pensamento criativo foram perdidos na esteira da aprendizagem mecânica. No final de dezembro de 1894, viajou para a Itália para se juntar à sua família em Pavia, convencendo a escola a deixá-lo ir usando um atestado médico.[9] Foi durante seu tempo na Itália que escreveu um pequeno ensaio com o título "Sobre a Investigação do Estado do Éter num Campo Magnético".[10][11]

No final do verão de 1895, com dezesseis anos de idade, dois antes da idade padrão, realizou os exames de admissão para a Escola Politécnica Federal Suíça (hoje a ETH-Zurique). Ele não conseguiu alcançar o padrão exigido em várias disciplinas, mas obteve notas excepcionais em física e matemática.[12] Seguindo o conselho do diretor da Politécnica, frequentou a Escola Cantonal em Aarau, Suíça, entre 1895 e 1896 para completar o ensino secundário. Enquanto se hospedava com a família do professor Jost Winteler, apaixonou-se por sua filha, Marie Winteler (mais tarde sua irmã Maja casou-se com o filho dos Wintelers, Paul).[13] Em janeiro de 1896, com a aprovação de seu pai, renunciou à sua cidadania no Reino de Württemberg, para evitar o serviço militar.[14] Em setembro do mesmo ano, passou nos estudos suíços em sua maior parte com boas notas, incluindo uma pontuação de 6 em física e matemática, em uma escala de 1-6.[nota 1] Embora tivesse apenas 17 anos, um a menos que os demais alunos, matriculou-se no curso de quatro anos para obter o diploma de professor de física da ETH-Zurique. Marie Winteler mudou-se para Olsberg, Suíça, onde obteve um cargo como professora.[17]

A futura esposa de Einstein, Mileva Marić, também se matriculou na Escola Politécnica no mesmo ano, e era a única mulher entre os seis estudantes de matemática e física nas aulas do curso. Com o passar dos anos, sua amizade com Marić se desenvolveu em romance, e juntos liam livros extra-curriculares de física onde Einstein estava mostrando um interesse crescente. Em 1900, Einstein foi agraciado com o diploma de ensino da Politécnica de Zurique, mas Marić foi reprovada no exame com uma nota baixa em um componente da matemática, a teoria das funções.[18] Houve alegações de que Marić colaborou com Einstein em seus célebres trabalhos de 1905,[19][20] mas os historiadores da física que estudaram a questão não encontraram nenhuma evidência de que ela tenha feito quaisquer contribuições substanciais.[21][22][23]

Família e início de carreira

Mileva Marić e Albert Einstein, 1912.

Einstein e Marić casaram-se em 6 de janeiro de 1903, em Berna.[24] Em maio de 1904 nasceu o primeiro filho do casal, Hans Albert Einstein, na capital suíça. Seu segundo filho, Eduard, nasceu em Zurique, em julho de 1910. Seu casamento não parece ter sido muito feliz. Em cartas reveladas em 2015, escreveu ao seu antigo amor, Marie Winteler, sobre seu casamento e seus ainda fortes sentimentos por ela. Em 1910, escreveu "penso em você do fundo do coração em cada minuto livre de que disponho, e estou tão infeliz como só um homem pode estar", enquanto sua mulher estava grávida do seu segundo filho. Falou sobre um "amor mal orientado" e uma "vida desperdiçada" em relação aos seus sentimentos por Marie.[25] Em 1914 mudou-se para Berlim, enquanto sua esposa ficou em Zurique com seus filhos. Eles se divorciaram em 14 de fevereiro de 1919, após terem vivido separados por cinco anos. Existem rumores de que ele era um "mulherengo devasso e teve muitos casos". No entanto, essas histórias não seriam fundamentadas. Depois de se tornar famoso, muitas mulheres, jovens e velhas, aproximaram-se dele com o pretexto de tentar entender sua teoria. Mileva não toleraria esse comportamento e se tornou briguenta, e este foi um dos motivos de seu divórcio.[26][27] Ela viveu em Zurique como uma viúva. Pela maioria dos relatos seu estado mental se acalmou, e ela cuidou de seus dois filhos. Einstein visitou sua ex-esposa e seu filho Eduard, que era esquizofrênico e vivia em uma instituição mental, pela última vez às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Marić morreu tranquilamente em um hospital em agosto de 1948.[28]

A descoberta e publicação em 1987 de uma correspondência inicial entre Einstein e sua esposa revelou que eles tiveram uma filha, "Lieserl", nascida em Novi Sad, onde Marić estava com seus pais. Marić voltou à Suíça sem a criança, cujo nome verdadeiro e destino são desconhecidos. Einstein provavelmente nunca viu sua filha. Seu destino é desconhecido, mas o conteúdo de uma carta que escreveu a Marić em setembro de 1903 sugere que a criança foi adotada ou morreu de escarlatina na infância.[29][30] Posteriormente, casou-se com Elsa Löwenthal em 2 de junho de 1919, após ter tido um relacionamento com ela desde 1912. Elsa era sua prima materna em primeiro grau e paterna em segundo grau. Em 1933, eles emigraram para os Estados Unidos. Em 1935 Elsa Einstein foi diagnosticada com problemas cardíacos e renais e morreu em dezembro de 1936.[31] De seus filhos com Marić, Hans Einstein foi o único a gerar descendência, tendo um menino, Bernhard Caesar, nascido em 1930; o único neto conhecido de Einstein.[32]

Da esquerda para a direita: Conrad Habicht, Maurice Solovine e Einstein, fundadores da Academia Olímpia.

Depois de formado, Einstein passou quase dois anos frustrantes procurando um cargo de professor. Adquiriu a nacionalidade suíça em 21 de fevereiro de 1901, mas não foi convocado para a conscrição por razões médicas. O pai de Marcel Grossmann o ajudou a conseguir um emprego em Berna, no Instituto Federal Suíço de Propriedade Intelectual, o escritório de patentes da Suíça, onde começou a trabalhar em 16 de junho de 1902 como examinador assistente.[33] Dentre outras atividades avaliou pedidos de patentes de dispositivos eletromagnéticos. Em 1903 seu posto no escritório de patentes tornou-se permanente, embora tenha sido preterido para promoção até que "dominasse totalmente a tecnologia da máquina".[34] Muito de seu trabalho no escritório de patentes relacionava-se a questões sobre a transmissão de sinais elétricos e sincronização eletromecânica do tempo, dois problemas técnicos que aparecem visivelmente nos experimentos mentais que o levaram a suas conclusões radicais sobre a natureza da luz e da conexão fundamental sobre o espaço e tempo.[34] Com alguns amigos que conheceu em Berna, começou um pequeno grupo de discussão, auto-denominado Academia Olímpia, que se reunia regularmente para discutir ciência e filosofia. As leituras do grupo incluíam trabalhos de Henri Poincaré, Ernst Mach e David Hume, que influenciaram sua visão científica e filosófica.[35]

Carreira acadêmica

Einstein em 1905, o Ano Miraculoso.

Em fevereiro de 1901, Einstein adquiriu a nacionalidade suíça.[36] Poucos meses depois, no início do mesmo ano, seu artigo "Conclusões Retiradas dos Fenômenos da Capilaridade" ("Folgerungen aus den Capillaritätserscheinungen") foi publicado no prestigiado periódico acadêmico Annalen der Physik. Foi seu primeiro artigo científico a ser publicado, os editores ficaram impressionados e publicaram o trabalho do jovem cientista desconhecido em março, quando tinha completado apenas 22 anos.[37][38] Estimulado pelo seu sucesso inicial, poucos meses depois, em setembro, o jovem futuro pai iniciou seu doutoramento pela Universidade de Zurique com o professor de física experimental Alfred Kleiner como orientador, com a tese "Uma Nova Determinação das Dimensões Moleculares" ("Eine neue Bestimmung der Moleküldimensionen"), um artigo sobre as forças moleculares em gases na qual esperava que lhe conferisse o grau acadêmico de doutor.[39][40] Ainda no verão de 1901, trabalhou como professor substituto numa escola técnica em Winterthur e como tutor numa escola particular em Schaffhausen.[41] Einstein concluiu sua tese em 30 de abril de 1905.[42][39] Neste mesmo ano, que tem sido chamado de o Ano Miraculoso, publicou quatro trabalhos revolucionários sobre o efeito fotoelétrico, o movimento browniano, a relatividade especial e a equivalência entre massa e energia, que o levariam ao conhecimento do mundo acadêmico.[43] Em 1906, enquanto era promovido no escritório de patentes, recebeu formalmente o título de doutor e conheceu Max Planck, que começou a discutir algumas implicações da teoria da relatividade especial. No final desse ano terminou um artigo fundamental sobre calor específico, além de escrever resenhas de livros para o Annalen der Physik. No final de 1907, fez seus primeiros passos importantes em direção à teoria da relatividade geral tentando reconciliar a gravidade newtoniana com a relatividade especial, além de tentar usar o princípio da equivalência para a construção de uma nova teoria da gravidade.[44][45]

Retrato oficial de Einstein em 1921 depois de receber o Prêmio Nobel de Física.

Em fevereiro de 1908 já era reconhecido como um importante cientista e foi nomeado Privatdozent (professor) na Universidade de Berna.[46] No ano seguinte, deixou o escritório de patentes e o cargo de professor e começou a dar aulas de eletrodinâmica na Universidade de Zurique, Alfred Kleiner recomendou-lhe à faculdade um recém-criado cargo de professor em física teórica.[47] Foi nomeado professor adjunto em 1909. Tornou-se professor catedrático na Universidade Carolina em Praga, em 1911, aceitando a cidadania austríaca no Império Austro-Húngaro para fazer isso.[48] Em 1912, entretanto, retornou à sua alma mater, em Zurique. De 1912 até 1914 foi professor de física teórica no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), onde lecionou mecânica analítica e termodinâmica. Também estudou mecânica do contínuo, a teoria molecular do calor, e o problema da gravitação, no qual trabalhou com o matemático Marcel Grossmann. Em 1914, retornou à Alemanha depois de ser nomeado diretor do Instituto Kaiser Guilherme de Física (1914- 1932)[49] e professor da Universidade Humboldt de Berlim, com uma cláusula especial em seu contrato que o liberou da maioria das obrigações dos docentes. Ele se tornou um membro da Academia Prussiana de Ciências. Em 1916, Einstein foi nomeado presidente da Sociedade Alemã de Física, cargo que ocuparia até 1918.[50]

Em novembro de 1911 foi convidado a participar da primeira Conferência de Solvay em Bruxelas, que reunia alguns dos maiores cientistas de todos os tempos, junto de Max Planck e Marie Curie.[51] No mesmo ano, calculou que, com base em sua nova teoria da relatividade geral, a luz de uma estrela seria curvada pela gravidade do Sol. Essa previsão foi dada como confirmada em observações feitas por uma expedição britânica liderada por Sir Arthur Stanley Eddington, durante o eclipse solar de 29 de maio de 1919. Notícias da mídia internacional fizeram Einstein famoso no mundo inteiro. Em 7 de novembro, The Times, o maior jornal britânico, publicou uma manchete que dizia: "Revolução na Ciência – Nova Teoria do Universo – Ideias de Newton derrubadas".[52] Usando sua imagem na capa, a revista semanal alemã Berliner Illustrirte Zeitung publicou uma manchete intitulada "Nova figura na história do mundo".[53] Muito mais tarde, foram levantadas questões se os cálculos foram precisos o suficiente para apoiar a teoria. Em 1980, os historiadores John Earman e Clark Glymour publicaram uma análise sugerindo que Eddington tinha suprimido resultados desfavoráveis.[54] A seleção dos dados de Eddington parece válida e sua equipe realmente fez medições astronômicas verificando a teoria.[55] Posteriormente, em 1979 o Observatório Real de Greenwich fez uma reanalise moderna dos dados, apoiando a medição original de 1919.[55] Em 10 de novembro de 1922, Einstein foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física de 1921 "por suas contribuições à física teórica e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico". A relatividade não era bem compreendida. Posteriormente também recebeu a Medalha Copley da Royal Society em 1925 e a Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society em 1926.[56][57]

Viagens para o exterior

Einstein em Nova Iorque, sua primeira visita aos Estados Unidos, em 1921.

Einstein visitou Nova Iorque pela primeira vez em 2 de abril de 1921, onde recebeu uma recepção oficial por parte do prefeito John Francis Hylan, seguido de três semanas de palestras e recepções. Apresentou diversas conferências na Universidade Columbia e na Universidade de Princeton, e em Washington acompanhou representantes da Academia Nacional de Ciências em uma visita à Casa Branca. Em seu retorno à Europa, foi convidado do estadista e filósofo britânico Visconde de Haldane, em Londres, onde se encontrou com várias figuras científicas, intelectuais e políticas de renome e apresentou uma palestra na King's College de Londres.[58][59] Em 1922, viajou por toda a Ásia e depois à Palestina, como parte de uma excursão de seis meses apresentando palestras.[60] Suas viagens incluíram Singapura, Ceilão e Japão, onde deu uma série de palestras para milhares de japoneses. Sua primeira palestra em Tóquio durou quatro horas e após a apresentação encontrou-se com o imperador e imperatriz no Palácio Imperial, onde milhares vieram assisti-lo. Em uma carta para seus filhos, descreveu sua impressão sobre os japoneses como modestos, inteligentes, atenciosos e tendo sensibilidade para a arte.[61] Em sua viagem de volta também visitou a Palestina durante 12 dias, no que viria a ser sua única visita naquela região. Ao chegar na casa do alto comissário britânico Sir Herbert Louis Samuel com uma saudação com tiro de canhão, foi recebido como se fosse um chefe de Estado, em vez de um físico. Durante uma recepção, o edifício foi invadido por pessoas que queriam ver e ouvi-lo. Na palestra para a audiência, expressou sua felicidade de que o povo judeu estava começando a ser reconhecido como uma força no mundo.[62]

Carlos Chagas e a equipe do Instituto Oswaldo Cruz, em recepção a Einstein.

Einstein fez uma viagem à América do Sul, em 1925, visitando países como Argentina, Uruguai e também o Brasil.[63] Além de fazer conferências científicas, visitou universidades e instituições de pesquisas. Em 21 de março passou pelo Rio de Janeiro, onde foi recebido por jornalistas, cientistas e membros da comunidade judaica. Visitou o Jardim Botânico e fez o seguinte comentário, por escrito, para o jornalista Assis Chateaubriand: "O problema que minha mente formulou foi respondido pelo luminoso céu do Brasil."[64] Tal afirmação dizia respeito a uma observação do eclipse solar registrada na cidade cearense de Sobral por uma equipe de cientistas britânicos, liderada por Sir Arthur Stanley Eddington, que buscava vestígios que pudessem comprovar a teoria da relatividade, até então mera especulação. Em 24 de abril de 1925, Einstein deixou Buenos Aires e alcançou Montevidéu. Fez ali três conferências e, tal como na Argentina, participou de várias recepções e visitou o presidente do Uruguai. Einstein permaneceu no Uruguai por uma semana, de onde saiu no primeiro dia de maio, em direção ao Rio de Janeiro, no navio Valdívia. Desembarcou novamente no Rio de Janeiro em 4 de maio. Nos dias seguintes percorreria vários pontos turísticos da cidade, incluindo o Pão de Açúcar, o Corcovado e a Floresta da Tijuca. As anotações de seu diário ilustram bem suas percepções quanto à natureza tropical do local. No dia 6 de maio, visitou o então presidente da república, Artur Bernardes, além de alguns ministros.[64]

Seu programa turístico-científico no Brasil incluiu diversas visitas a instituições, como o Museu Nacional do Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Ciências e o Instituto Oswaldo Cruz,[64] e duas conferências: uma no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, em 6 de maio, e a outra na Escola Politécnica do Largo de São Francisco, atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dois dias depois.[64] Através de ondas da rádio Sociedade, criada em 1923, Einstein proferiu em alemão uma mensagem à população, que foi traduzida pelo químico Mário Saraiva.[63] Nesta mensagem, o cientista destacou a importância dos meios radiofônicos para a difusão da cultura e do aprendizado científico, desde que sejam utilizados e preservados por profissionais qualificados.[63] Einstein deixaria o Rio no dia 12 de maio. Essa sua visita foi amplamente divulgada pela imprensa e influenciou na luta pelo estabelecimento de pesquisa básica e para a difusão das ideias da física moderna no Brasil.[63] Deixando o Rio, o já famoso físico alemão enviou, do navio, uma carta ao Comitê Nobel. Nesta carta, sugeria o nome do marechal Cândido Rondon para o Nobel da Paz. Einstein teria se impressionado com o que se informou sobre as atividades de Rondon em relação à integração de tribos indígenas ao homem civilizado, sem o uso de armas ou algo do tipo.[64]

Charlie Chaplin e Einstein em Hollywood na estreia de Luzes da Cidade, em janeiro de 1931.

Em março de 1928, durante uma viagem a Davos, Suíça, entrou em colapso com uma condição cardíaca grave. Confinado à cama por quatro meses, levou um ano para se recuperar totalmente.[65] Em dezembro de 1930, visitou os Estados Unidos pela segunda vez, originalmente concebida como uma visita de trabalho de dois meses como pesquisador no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Após a atenção nacional que recebeu durante sua primeira viagem ao país, ele e seus coordenadores tinham o objetivo de proteger sua privacidade. Embora inundado com telegramas e convites para receber prêmios ou falar em público, recusou todos eles.[66] Depois de chegar em Nova Iorque, foi levado para vários lugares e eventos, incluindo Chinatown, um almoço com os editores do New York Times, e uma performance de Carmen no Metropolitan Opera, onde foi aplaudido pelo público em sua chegada. Durante os dias seguintes, recebeu as chaves da cidade pelo prefeito Jimmy Walker e conheceu o presidente da Universidade Columbia, que o descreveu como "o monarca da mente." Harry Emerson Fosdick, pastor da Igreja de Riverside, lhe deu uma excursão pela igreja e o apresentou a uma estátua em tamanho real do físico, de pé na entrada. Além disso, durante sua estadia em Nova Iorque, Einstein se juntou a uma multidão de 15 mil pessoas no Madison Square Garden durante uma festa de Chanucá.[67] Em seguida viajou para a Califórnia, onde se encontrou com o presidente da Caltech e Prêmio Nobel, Robert Andrews Millikan. Sua amizade com ele era "estranha", já que Millikan "tinha uma propensão ao militarismo patriótico", onde Einstein era um pacifista pronunciado. Durante um discurso aos alunos da instituição, observou que a ciência era muitas vezes disposta a fazer mais mal do que bem.[68]

Esta aversão à guerra também o levou a fazer amizade com o autor Upton Sinclair e a estrela de cinema Charlie Chaplin, ambos conhecidos por seu pacifismo. Carl Laemmle, chefe da Universal Studios, deu ao físico um passeio em seu estúdio e o apresentou a Chaplin. Tiveram uma comunicação instantânea, com Chaplin o convidando junto de sua esposa, Elsa, a sua casa para jantar. Chaplin disse que a personalidade exterior de Einstein, calma e gentil, parecia esconder um "temperamento altamente emocional", a partir do qual chegou a sua "energia intelectual extraordinária."[69] Chaplin também lembrou que Elsa lhe contou sobre a época em que concebeu a teoria da relatividade. Durante o café da manhã, parecia perdido em pensamentos e ignorou sua comida. Ela lhe perguntou se algo o incomodava. Ele se sentou em seu piano e começou a tocar. Continuou tocando e escrevendo notas durante meia hora, em seguida, subiu para seus estudos, onde permaneceu por duas semanas, com Elsa trazendo sua comida. No final das duas semanas, desceu as escadas com duas folhas de papel que ostentavam sua teoria.[70] Seu filme, Luzes da Cidade, teve lançamento alguns dias mais tarde, em Hollywood, e Chaplin os convidou a juntarem-se a ele como seus convidados especiais, descrito por Isaacson como "uma das cenas mais memoráveis da nova era das celebridades." Ambos chegaram juntos, em gravata preta, com Elsa se juntando a eles, "radiante". O público aplaudiu quando eles entraram no teatro.[71] Chaplin visitou Einstein em sua casa em uma viagem mais tarde a Berlim, e recordou o seu "pequeno apartamento modesto" e o piano em que tinha começado a escrever sua teoria. Chaplin especulou que era "usado possivelmente como graveto pelos nazistas."[72]

Instituto de Estudos Avançados

Caricatura representando Einstein junto a um sinal intitulado "Paz Mundial" e despojado de suas asas de "pacifismo". Ele arregaça suas mangas e segura uma espada intitulada "Prevenção" (cerca de 1933).

Em fevereiro de 1933, durante uma visita aos Estados Unidos, Einstein decidiu não voltar para a Alemanha devido à ascensão do partido nazista ao poder com seu novo chanceler Adolf Hitler.[73][74] Enquanto em universidades norte-americanas no início daquele ano, realizou sua terceira visita de dois meses como professor na Caltech, em Pasadena. Junto de sua esposa Elsa, voltou de navio para a Bélgica no final de março. Durante a viagem, foram informados de que sua casa havia sido invadida pelos nazistas e seu veleiro pessoal confiscado. Após o desembarque em Antuérpia em 28 de março, foi imediatamente ao consulado alemão onde apresentou seu passaporte e formalmente renunciou à cidadania alemã. No início de abril, soube que o novo governo alemão tinha instituído leis que proibiam os judeus de ocupar cargos oficiais, incluindo lecionar em universidades.[75] O historiador Gerald Holton descreveu que "praticamente nenhum protesto sonoro foi levantado por seus colegas", milhares de cientistas judeus foram subitamente forçados a desistir de seus cargos universitários e seus nomes foram retirados das listas de instituições em que eram empregados.[76] Um mês depois, as obras de Einstein estavam entre os alvos da queima de livros dos nazistas, e o Ministério da Propaganda Joseph Goebbels proclamou: "o intelectualismo judaico está morto".[75] Einstein também tomou conhecimento de que seu nome estava em uma lista de alvos de assassinato, com uma "recompensa de 5 mil dólares por sua cabeça".[75] Uma revista alemã o incluiu em uma lista de inimigos do regime com a frase "ainda não enforcado".[75] Residiu temporariamente em Coq sur Mer, na costa da Bélgica, onde junto de sua esposa tiveram guardas designados pelo governo para protegê-los.[77][78] Em julho foi para Inglaterra por cerca de seis semanas, a convite pessoal do oficial da marinha britânica Comandante Oliver Locker-Lampson, que havia se tornado seu amigo nos anos anteriores. Para protege-lo, Locker-Lampson secretamente tinha dois assistentes o vigiando em sua casa de campo isolada fora de Londres, com a imprensa publicando uma foto deles protegendo Einstein.[79][80][81] Em uma carta para o seu amigo, o físico Max Born, que também emigrou da Alemanha e vivia na Inglaterra, Einstein escreveu que "o grau de brutalidade e covardia deles chegou como uma surpresa".[75]

Retrato tirado em Princeton, em 1935.

Locker-Lampson o levou para conhecer Winston Churchill em sua casa e, mais tarde, Austen Chamberlain e o ex-Primeiro-Ministro David Lloyd George. Einstein pediu-lhes para ajudar a trazer cientistas judeus da Alemanha. Nos dias seguintes, o Comandante introduziu um projeto de lei no Parlamento para "ampliar as oportunidades de cidadania aos judeus".[82] Em 17 de outubro voltou para os Estados Unidos, assumindo um cargo no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, o que exigia sua presença durante seis meses por ano.[83][84] Ainda estava indeciso sobre o seu futuro, tinha ofertas de universidades europeias, incluindo Oxford, mas em 1935 chegou à decisão de permanecer permanentemente nos Estados Unidos e requerer a cidadania norte-americana. No mesmo ano comprou uma casa em Princeton, na 112 Mercer Street.[85][86][87] Sua afiliação com o Instituto de Estudos Avançados duraria até sua morte, em 1955.[87] Outros cientistas também fugiram para a América. Entre eles estavam vencedores do prêmio Nobel e professores de física teórica. Com tantos outros cientistas judeus forçados pelas circunstâncias a viver na América, muitas vezes trabalhando lado a lado, Einstein escreveu a um amigo: "Para mim a coisa mais bonita é estar em contato com bons judeus — alguns milênios de um passado civilizado significam alguma coisa, afinal". Em outra carta, ele escreve: "Em toda a minha vida eu nunca me senti tão judeu como agora".[75]

Em 1937 completou a versão final de um artigo sobre ondas gravitacionais. Um ano mais tarde, escreveu em parceria com seu amigo e físico Leopold Infeld A Evolução da Física, um livro popular de ciência publicado para ajudá-lo financeiramente. Einstein e Infeld se conheceram em Berlim, na época em que este era um estudante. Entre 1936 e 1937 foi membro do Instituto de Estudos Avançados, onde colaboraram juntos em três artigos sobre o problema no movimento na relatividade geral. Infeld foi professor da Universidade de Toronto de 1938 até 1950, e da Universidade de Varsóvia de 1950 até sua morte em 1968.[88]

Projeto Manhattan e a cidadania norte-americana

Em 1939, um grupo de cientistas húngaros que incluía o físico emigrante Leó Szilárd tentou alertar Washington de pesquisas nazistas em andamento sobre a bomba atômica. Os avisos do grupo foram ignorados.[89] Einstein e Szilárd, junto com outros refugiados, como Edward Teller e Eugene Wigner, "consideravam como sua responsabilidade alertar os americanos para a possibilidade de que cientistas alemães pudessem ganhar a corrida para construir uma bomba atômica, e por avisar que Hitler estaria mais do que disposto a recorrer a tal arma".[90][91] Em 12 de julho de 1939, poucos meses antes do início da Segunda Guerra Mundial na Europa, Szilárd e Wigner visitaram Einstein e explicaram sobre a possibilidade de bombas atômicas, na qual o pacifista respondeu: "Nisto eu nunca havia pensado".[92] Foi convencido a emprestar seu prestígio, escrevendo uma carta com Szilárd ao presidente Franklin Delano Roosevelt para alertá-lo sobre essa possibilidade. A carta também recomendou que o governo dos Estados Unidos prestasse atenção e se envolvesse diretamente na pesquisa de urânio e de pesquisas associadas à reação em cadeia.[93][94] Para Sarah Diehl e James Clay Moltz, a carta é "provavelmente o estímulo fundamental para a adoção pelos Estados Unidos de investigações sérias em armas nucleares na véspera da entrada do país na Segunda Guerra Mundial".[95]

O presidente nomeou um comitê para avaliar a carta, cujo grupo foi expandido para coordenar a investigação nuclear entre universidades americanas. Entre os membros estavam Szilárd, Teller e Wigner. Roosevelt seguiu a sugestão da carta. Einstein foi convidado a integrar o grupo, mas recusou. Entre 1940 e 1941, pesquisas preliminares confirmam a viabilidade de uma bomba atômica. Em 7 de dezembro, um ataque japonês surpresa na base naval de Pearl Harbor forçou os Estados Unidos a entrar na guerra. Pouco tempo depois, a Alemanha também declarou guerra contra o país devido um tratado de defesa com o Japão. Isto aumentou a urgência de pesquisa atômica. No ano seguinte, o governo americano autorizou um esforço maior para produzir bombas atômicas. A fim de manter este projeto secreto e evitar mencioná-lo, foi colocado sob o Distrito Manhattan do Corpo de Engenheiros do Exército. Foi chamado de Projeto Manhattan.[96] Para Einstein, "a guerra era uma doença, e ele sempre apelou para a resistência contra a guerra." Ao assinar a carta a Roosevelt, agiu contrariamente aos seus princípios pacifistas.[97] Em 1954, um ano antes do seu falecimento, disse ao seu velho amigo Linus Pauling, "Eu cometi um grande erro na minha vida — quando assinei a carta ao presidente Roosevelt recomendando a construção da bomba atômica; mas nesse tempo havia uma justificativa — o perigo de que os alemães a construíssem."[98]

Einstein aceitando a cidadania americana, em 1940.

Einstein tornou-se um cidadão norte-americano em 1° de outubro de 1940.[99] Não muito tempo depois de iniciar sua carreira na Universidade de Princeton, expressou o seu apreço pela "meritocracia" da cultura americana, quando comparada com a Europa. De acordo com Isaacson, ele reconheceu o "direito dos indivíduos a dizer e pensar o que quisessem", sem barreiras sociais e, como consequência, o indivíduo era "incentivado" a ser mais criativo, uma característica que valorizava desde sua própria educação inicial.[100] Após o fim da Segunda Guerra Mundial e as memórias e imagens de Hiroshima e Nagasaki ainda frescas na mente das pessoas, cientistas pediram-lhe para participar de um apelo à comunidade científica para que recusassem a trabalhar no desenvolvimento de energia nuclear por causa de seus possíveis usos para o mal. Apesar de relutante a fazê-lo devido as respostas negativas a questões críticas, Einstein posteriormente assinou a carta de proposta. Estava mais disposto a unir seu nome e participar de atividades coletivas com outros cientistas. Por insistência de Szilárd, em maio de 1946, concordou em ser o presidente do Comitê Emergencial de Cientistas Atômicos, cuja missão era promover o uso pacífico da energia nuclear, difundir o conhecimento e informação sobre energia atômica e promover a compreensão geral de suas consequências.[101]

Einstein em 1947.

Como membro da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), em Princeton, que fazia campanha pelos direitos civis dos afro-americanos, Einstein se correspondia com o ativista dos direitos dos negros W.E.B. Du Bois, e, em 1946, chamou o racismo de "a pior doença da América".[102] Mais tarde, ele afirmou que "o preconceito de raça infelizmente se tornou uma tradição americana que é acriticamente transmitida de uma geração para a outra [...] Os únicos remédios são a iluminação e a educação".[103] Einstein fez ainda uma palestra na Universidade Lincoln em Pensilvânia, a primeira universidade historicamente negra dos Estados Unidos, onde recebeu um título honoris causa do presidente Horace Mann Bond, em maio de 1946. Em outubro do mesmo ano recebeu os membros da mesma universidade para uma confraternização em sua casa em Princeton.[104] Depois da morte do primeiro presidente de Israel, Chaim Weizmann, em novembro de 1952, o primeiro-ministro David Ben-Gurion lhe ofereceu a posição, um cargo principalmente cerimonial em um sistema que investia mais poder no primeiro-ministro e o gabinete. A oferta foi apresentada pelo embaixador de Israel em Washington, Abba Eban, que explicou que ela "encarna o mais profundo respeito que o povo judeu pode repousar em qualquer um de seus filhos".[105] No entanto, recusou e escreveu em sua resposta que estava "profundamente comovido" e "a uma vez triste e envergonhado", pois não poderia aceitá-la:

"Toda a minha vida eu tenho lidado com questões objetivas, daí me falta tanto a aptidão natural e a experiência para lidar corretamente com as pessoas e para o exercício da função oficial. Eu estou muto triste com essas circunstâncias, porque a minha relação com o povo judeu se tornou o meu laço humano mais forte, uma vez que eu consegui compreender a clareza sobre a nossa posição precária entre as nações do mundo".[106]

Últimos anos e morte

No verão de 1950, seus médicos descobriram que um aneurisma — um vaso sanguíneo fraco — em sua aorta abdominal estava ficando maior. Quando foi encontrado, os médicos tinham poucas opções de tratamento e envolveram o vaso sanguíneo inflamado com papel celofane na esperança de evitar uma hemorragia. Einstein parecia ter recebido bem a notícia, assim como recusou quaisquer tentativas cirúrgicas adicionais para corrigir o problema.[107] Recusou a cirurgia dizendo: "Quero ir quando eu quiser. É de mau gosto ficar prolongando a vida artificialmente. Fiz a minha parte, é hora de ir embora e eu vou fazê-lo com elegância".[108] Em 18 de março de 1950, assinou seu testamento. Nomeou sua secretária, Helen Dukas, e amigo Otto Nathan como seus executores literários; deixou todos os seus manuscritos para a Universidade Hebraica de Jerusalém, a escola que ajudou a fundar em Israel; e legou seu violino para seu primeiro neto, Bernhard Caesar Einstein.[109]

Em seus últimos anos (provavelmente 1950)

Einstein também organizou seus assuntos funerários. Queria uma cerimônia simples e sem lápide. Escolheu não ser enterrado já que não queria ter um túmulo que poderia ser transformado em um local turístico, e, ao contrário da tradição judaica, pediu para ser cremado. Seus últimos dias foram relativamente pacíficos. Morreu na manhã de segunda-feira em 18 de abril de 1955, no Hospital de Princeton às 1h15 da manhã, com 76 anos de idade, tendo continuado a trabalhar até quase o fim de sua vida. Suas últimas palavras pronunciadas em alemão não puderam ser entendidas pela enfermeira.[109]

Durante a autópsia, o patologista de plantão do Hospital de Princeton, Thomas Stoltz Harvey, removeu o cérebro de Einstein para preservação. Harvey dissecou o órgão em cerca de 240 seções, vedou algumas das partes em parafina para preservá-las e outras foram deixadas flutuando livremente em formol. Conforme as pesquisas em seu cérebro continuaram, logo tornou-se público o ocorrido e o patologista realizou uma conferência de imprensa, dizendo que pretendia estudar o órgão para a ciência. Por não ser um neuropatologista, especialistas do campo questionaram sua capacidade de estudar o cérebro, e tentaram persuadi-lo a entregá-lo. Mas Harvey recusou.[110] Seus restos mortais foram cremados e suas cinzas espalhadas muito provavelmente ao longo do rio Delaware, perto de Princeton, por seus amigos.[111][112] Em sua palestra no memorial de Einstein, o físico nuclear Robert Oppenheimer resumiu sua impressão sobre ele como pessoa: "Era quase totalmente sem sofisticação e totalmente sem mundanismo [...] Havia sempre com ele uma pureza maravilhosa ao mesmo tempo infantil e profundamente teimosa".[113]

Após uma colaboração de longa data com o escritor, pacifista e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura Bertrand Russell, Einstein junto com um grupo de cientistas proeminentes assinou o Manifesto Russell-Einstein, em 11 de fevereiro de 1955. O manifesto declarava suas preocupações com o uso de armas nucleares na corrida armamentista entre os Estados Unidos e a União Soviética. Além de Einstein e Russell, os outros oito signatários do manifesto foram Max Born, Percy Williams Bridgman, Leopold Infeld, Frédéric Joliot-Curie, Hermann Muller, Linus Pauling, Cecil F. Powell e Józef Rotblat. Foi publicado em 9 de julho de 1955, em Londres, alguns meses após a morte de Einstein. Foi sua última declaração política.[114]

Contribuições científicas

Ao longo de sua vida, Einstein publicou centenas de livros e artigos. Além do trabalho individual, também colaborou com outros cientistas em outros projetos, incluindo a estatística de Bose-Einstein, o refrigerador de Einstein e outros.[115] Publicou mais de 300 trabalhos científicos, juntamente com mais de 150 obras não científicas.[116][nota 2]

Artigos do Ano Miraculoso

Os artigos do Ano Miraculoso são quatro trabalhos referentes ao efeito fotoelétrico (que deu origem à teoria quântica), o movimento browniano, a teoria da relatividade especial, e E=mc², que Albert Einstein publicou na revista científica Annalen der Physik em 1905. Estas quatro obras contribuíram substancialmente para a fundação da física moderna e mudaram as visões sobre espaço, tempo e matéria.[carece de fontes?] Os quatro artigos são:

  • Sobre um ponto de vista heurístico relativo à produção e transformação da luz. Artigo científico que possui como foco o efeito fotoelétrico, foi recebido pelo periódico em 18 de março e publicado em 9 de junho. Resolveu um quebra-cabeça sem solução, sugerindo que a energia é trocada apenas em quantidades discretas (quanta).[117] Esta ideia foi fundamental para o desenvolvimento inicial da teoria quântica.[118]
  • Sobre o movimento de pequenas partículas em suspensão dentro de líquidos em repouso, tal como exigido pela teoria cinético-molecular do calor. Artigo focado no movimento browniano, foi recebido em 11 de maio e publicado em 18 de julho. Explicou evidência empírica para a teoria atômica, apoiando a aplicação da física estatística.[carece de fontes?]
  • Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento. Com foco na relatividade restrita, foi apresentado em 30 de junho e publicado em 26 de setembro. Reconciliou as equações de eletricidade e de magnetismo de Maxwell com as leis da mecânica, introduzindo alterações importantes na mecânica perto da velocidade da luz, que resultam da análise com base na evidência empírica de que a velocidade da luz é independente do movimento do observador.[119] Desacreditou o conceito de um "éter luminoso".[120]
  • A inércia de um corpo depende do seu conteúdo energético?. Artigo investigando a equivalência massa-energia, foi apresentado ao periódico em 27 de setembro e publicado em 21 de novembro. É apresentada a equivalência de matéria e energia, E=mc² (e, por consequência, a capacidade da gravidade em "curvar" a luz), a existência da "energia de repouso" e a base da energia nuclear (a conversão de matéria em energia por seres humanos e no cosmos).[carece de fontes?]

Outros cientistas, especialmente Henri Poincaré e Hendrik Lorentz, tinham teorizado partes da relatividade especial. No entanto, Einstein foi o primeiro a reunir toda a teoria em conjunto e perceber o que era uma lei universal da natureza, não uma invenção de movimento no éter, como Poincaré e Lorentz tinham pensado. Originalmente, a comunidade científica ignorou os artigos do Ano Miraculoso. Isso começou a mudar depois que recebeu a atenção de Max Planck, o fundador da teoria quântica, um dos físicos mais influentes de sua geração e o único físico que notou os trabalhos. Ambos viriam a se conhecer em uma palestra internacional na Conferencia de Solvay, após Planck gradualmente confirmar sua teoria.[carece de fontes?]

Flutuações termodinâmicas e física estatística

O primeiro trabalho de Einstein, publicado em 1900 no Annalen der Physik, versou sobre a atração capilar.[121] Foi publicado em 1901 com o título "Folgerungen aus den Kapillarität Erscheinungen", que se traduz como "Conclusões sobre os fenômenos de capilaridade". Dois artigos que publicou entre 1902 e 1903 (termodinâmica) tentaram interpretar fenômenos atômicos a partir de um ponto de vista estatístico. Estas publicações foram a base para o artigo de 1905 sobre o movimento browniano, que mostrou que pode ser interpretado como evidência sólida da existência das moléculas. Sua pesquisa em 1903 e 1904 estava centrada principalmente sobre o efeito do tamanho atômico finito em fenômenos de difusão.[121]

Relatividade, E=mc² e o princípio da equivalência

Articulou o princípio da relatividade.[122] Isto foi entendido por Hermann Minkowski como uma generalização da invariância rotacional, do espaço para o espaço-tempo. Outros princípios postulados por Einstein e mais tarde provados são o princípio da equivalência e o princípio da invariância adiabática do número quântico.

Fotografia de Arthur Stanley Eddington do eclipse solar de 1919.

A relatividade geral é uma teoria da gravitação que foi desenvolvida por Einstein entre 1907 e 1915. De acordo com a relatividade geral, a atração gravitacional observada entre massas resulta da curvatura do espaço e do tempo por essas massas. A relatividade geral tornou-se uma ferramenta essencial na astrofísica moderna. Ela fornece a base para o entendimento atual de buracos negros, regiões do espaço onde a atração gravitacional é tão forte que nem mesmo a luz pode escapar.

Como disse mais tarde, a razão para o desenvolvimento da relatividade geral foi a de que a preferência de movimentos inerciais dentro da relatividade especial não foi satisfatória, enquanto uma teoria que, desde o início, não prefere nenhum estado de movimento (mesmo os mais acelerados) deve parecer mais satisfatória.[123] Consequentemente, em 1907, publicou um artigo sobre a aceleração no âmbito da relatividade especial. Nesse artigo intitulado "Sobre o Princípio da Relatividade e as Conclusões Tiradas Dela", argumentou que a queda livre é um movimento inercial, e que para um observador em queda livre as regras da relatividade especial devem se aplicar. Este argumento é chamado de princípio da equivalência. No mesmo artigo, Einstein previu também o fenômeno da dilatação do tempo gravitacional, desvio gravitacional para o vermelho e deflexão da luz.[124][125]

Seu artigo "Sobre a Eletrodinâmica dos Corpos em Movimento" ("Zur Elektrodynamik bewegter Körper") foi recebido em 30 de junho de 1905 e publicado em 26 de setembro daquele mesmo ano.[126] Concilia as equações de Maxwell para a eletricidade e o magnetismo com as leis da mecânica, através da introdução de grandes mudanças para a mecânica perto da velocidade da luz. Isto mais tarde se tornou conhecido como a teoria da relatividade especial de Einstein. As consequências disto incluem o intervalo de espaço-tempo de um corpo em movimento, que parece reduzir de velocidade e se contrair (na direção do movimento), quando medido no plano do observador. Este documento também argumentou que a ideia de um éter luminífero — uma das entidades teóricas líderes da física na época — era supérflua.[126] Em seu artigo sobre equivalência massa-energia, Einstein concebeu E=mc² de sua equação da relatividade especial.[127] Seu trabalho de 1905 sobre a relatividade permaneceu controverso por muitos anos, mas foi aceito pelos principais físicos, começando com Max Planck.[nota 3][128]

Ilustração da curvatura do Espaço-tempo.

A teoria da relatividade geral tem uma lei fundamental — as equações de Einstein que descrevem como o espaço se curva, a equação geodésica que descreve como as partículas que se movem podem ser derivadas a partir das equações de Einstein. Uma vez que as equações da relatividade geral são não-lineares, um pedaço de energia feita de campos gravitacionais puros, como um buraco negro, se moveria em uma trajetória que é determinada pelas equações de Einstein, e não por uma nova lei. Assim, Einstein propôs que o caminho de uma solução singular, como um buraco negro, seria determinado como uma geodésica da própria relatividade geral. Isto foi estabelecido por Einstein, Infeld e Hoffmann para objetos pontuais sem movimento angular, e por Roy Kerr para objetos em rotação.

Einstein colaborou com outros cientistas para produzir um modelo de um buraco de minhoca.[129] Sua motivação foi modelar partículas elementares com carga como uma solução de equações do campo gravitacional, em linha com o programa descrito no documento "Campos gravitacionais desempenham um papel importante na constituição das partículas elementares?". Estas soluções recortadas e coladas em buracos negros de Schwarzschild para fazer uma ponte entre dois caminhos. Se uma extremidade de um buraco de minhoca fosse carregado positivamente, o outro extremo seria carregado negativamente. Estas propriedades conduziram Einstein a acreditar que os pares de partículas e antipartículas poderiam ser descritos desta maneira.

Fótons, átomo e quantum de energia

Ver artigo principal: Fótons
O efeito fotoelétrico. Fótons chegando à esquerda se chocam com uma placa de metal e ejetam elétrons, mostrados como partindo à direita.

Em seu artigo "Sobre um ponto de vista heurístico relativo à produção e transformação da luz" ("Über einen die Erzeugung und Verwandlung des Lichtes betreffenden heuristischen Gesichtspunkt"), Einstein postulou que a luz em si consiste de partículas localizadas (quanta). Os quanta de luz de Einstein foram quase universalmente rejeitados por todos os físicos, incluindo Max Planck e Niels Bohr. Essa ideia só se tornou universalmente aceita em 1919, com os experimentos detalhados de Robert Millikan sobre o efeito fotoelétrico, e com a medida de espalhamento Compton. Einstein concluiu que cada onda de frequência f é associada com um conjunto de fótons com uma energia hf cada, em que h é a constante de Planck. Ele não diz muito mais, porque não tinha certeza de como as partículas estão relacionadas com a onda. Mas ele sugere que essa ideia poderia explicar alguns resultados experimentais, especialmente o efeito fotoelétrico.[130]

Em 1907, propôs um modelo de matéria em que cada átomo de uma estrutura de rede é um oscilador harmônico independente. No modelo de Einstein, cada átomo oscila de forma independente — uma série de estados quantizados igualmente espaçados para cada oscilador. Einstein estava consciente de que obter a frequência das oscilações reais seria diferente, mas ele propôs esta teoria porque era uma demonstração particularmente clara de que a mecânica quântica poderia resolver o problema do calor específico na mecânica clássica. Peter Debye aprimorou este modelo.[131]

Mecânica quântica e relacionados

Einstein durante sua visita aos Estados Unidos em 1921.

Ao longo da década de 1910, a mecânica quântica expandiu em escopo para cobrir muitos sistemas diferentes. Depois de Ernest Rutherford descobrir o núcleo e propor que os elétrons orbitam como planetas, Niels Bohr foi capaz de mostrar que os mesmos postulados da mecânica quântica introduzidos por Planck e desenvolvidos por Einstein explicaria o movimento discreto dos elétrons nos átomos e a tabela periódica de elementos.

Einstein contribuiu para estes desenvolvimentos, ligando-os com os argumentos que Wilhelm Wien tinha apresentado em 1898. Wien tinha mostrado que a hipótese de invariância adiabática de um estado de equilíbrio térmico permite que todas as curvas de um corpo negro a temperaturas diferentes sejam derivadas uma a partir da outra por um processo simples de deslocamento.[132] Einstein observou em 1911 que o mesmo princípio adiabático mostra que a quantidade que é quantizada em qualquer movimento mecânico deve ser um invariante adiabático. Arnold Sommerfeld identificou esta invariante adiabática como a variável de ação da mecânica clássica.[133]

Embora o escritório de patentes o tenha promovido para técnico examinador de segunda classe em 1906, Einstein não tinha desistido da carreira acadêmica. Em 1908 tornou-se privatdozent na Universidade de Berna.[134] Em "Sobre o desenvolvimento de nossa visão sobre a natureza e constituição da radiação" ("Über die Entwicklung unserer Anschauungen über das Wesen und die Konstitution der Strahlung"), sobre a quantização da luz, e antes em um artigo de 1909, Einstein mostrou que os quanta de energia de Max Planck devem ter momentos bem definidos e agir, em alguns aspectos, como partículas pontuais independentes. Este artigo introduziu o conceito de fóton (embora o nome fóton tenha sido introduzido mais tarde por Gilbert Newton Lewis em 1926) e inspirou a noção de dualidade onda-partícula na mecânica quântica.

Manchete de jornal em 4 de maio de 1935.

Einstein estava descontente com a teoria e mecânica quântica, apesar da sua aceitação por outros físicos, afirmando que "Deus não joga com dados". Quando faleceu, aos 76 anos de idade, ainda não aceitava a teoria quântica. Em 1917, no auge de seu trabalho sobre a relatividade, Einstein publicou um artigo no Physikalische Zeitschrift que propôs a possibilidade da emissão estimulada, o processo físico que torna possíveis o maser e o laser.[135] Este artigo mostra que as estatísticas de absorção e emissão de luz só seriam consistentes com a lei de distribuição de Planck se a emissão de luz em uma moda estatística com ‘’’n’’’ fótons fosse aumentada estatisticamente em comparação com a emissão de luz em uma moda vazia. Este artigo foi enormemente influente no desenvolvimento posterior da mecânica quântica, porque foi o primeiro trabalho a mostrar que as estatísticas de transições atômicas tinham leis simples. Einstein descobriu os trabalhos de Louis de Broglie e apoiou as suas ideias, que foram recebidas com ceticismo no início. Em outro grande artigo nessa mesma época, Einstein proveu uma equação de onda para as ondas de Broglie, que sugeriu como a equação de Hamilton-Jacobi da mecânica. Este trabalho iria inspirar o trabalho de Schrödinger de 1926.

A intuição física de Einstein o levou a notar que as energias do oscilador de Planck tinham um ponto zero incorreto.[136] Ele modificou a hipótese de Planck, definindo que o estado de menor energia de um oscilador é igual a 12 hf, a metade do espaçamento de energia entre os níveis.[137] Este argumento, que foi feito em 1913 em colaboração com Otto Stern,[137] foi baseado na termodinâmica de uma molécula diatômica que pode se separar em dois átomos livres.[137]

Teoria da opalescência crítica

Ver artigo principal: Opalescência crítica

Einstein voltou para o problema das flutuações termodinâmicas, dando um tratamento das variações de densidade de um fluido no seu ponto crítico. Normalmente as flutuações de densidade são controladas pela segunda derivada da energia livre em relação à densidade. No ponto crítico, esta derivada é zero, levando a grandes flutuações. O efeito da flutuação da densidade é que a luz de todos os comprimentos de onda é dispersada, fazendo com que o fluido pareça branco leitoso. Einstein relaciona isso com a dispersão de Rayleigh, que é o que acontece quando o tamanho da flutuação é muito menor do que o comprimento de onda, e que explica por que o céu é azul.[138] Einstein quantitativamente derivou a opalescência crítica de um tratamento de flutuações de densidade, e demonstrou como tanto o efeito quanto a dispersão de Rayleigh se originam a partir da constituição atomística da matéria.

Argumento do buraco e teoria Entwurf

Ao desenvolver a relatividade geral, Einstein ficou confuso sobre a invariância de gauge na teoria. Formulou um argumento que o levou a concluir que uma teoria geral do campo relativístico é impossível. Desistiu de procurar equações tensoriais covariantes completamente gerais e procurou por equações que seriam invariantes apenas sob transformações lineares gerais. Em junho de 1913, a teoria Entwurf (do alemão "rascunho") foi o resultado dessas investigações. Como o próprio nome sugere, era um esboço de teoria, com as equações de movimento complementadas por condições adicionais de fixação de calibre. Ao mesmo tempo menos elegante e mais difícil do que a relatividade geral, após mais de dois anos de intenso trabalho, Einstein abandonou a teoria em novembro de 1915, depois de perceber que o argumento do buraco estava errado.[139]

Teoria do campo unificado e cosmologia

Einstein em seu escritório na Universidade de Berlim.

Depois de sua pesquisa sobre a relatividade geral, Einstein entrou em uma série de tentativas de generalizar sua teoria geométrica da gravitação para incluir eletromagnetismo como outro aspecto de uma única entidade. Em 1950, ele descreveu sua "teoria do campo unificado" em um artigo da Scientific American, intitulado "Sobre a Teoria da Gravitação Generalizada".[140] Embora continuasse a ser elogiado por seu trabalho, tornou-se cada vez mais isolado em sua pesquisa, e seus esforços foram infrutíferos. Em sua busca por uma unificação das forças fundamentais, Einstein ignorou alguns desenvolvimentos da física corrente, principalmente as forças nucleares forte e fraca, que não foram muito compreendidas até muitos anos após sua morte. A física corrente, por sua vez, em grande parte ignorou suas abordagens à unificação. O sonho de Einstein de unificar as outras leis da física com a gravidade motivam missões modernas para uma teoria de tudo e em particular a teoria das cordas, onde os campos geométricos surgem em um ambiente da mecânica quântica unificada.

Em 1917, aplicou a teoria da relatividade geral para modelar a estrutura do universo como um todo.[116] Ele queria que o universo fosse eterno e imutável, mas este tipo de universo não é consistente com a relatividade. Para corrigir isso, modificou a teoria geral através da introdução de uma nova noção, a constante cosmológica. Com uma constante cosmológica positiva, o universo poderia ser uma esfera eterna estática.[141]

Einstein acreditava que um universo esférico estático é filosoficamente preferido, porque obedeceria ao princípio de Mach. Ele havia mostrado que a relatividade geral incorpora o princípio de Mach, até um certo ponto, no arraste de planos por campos gravitomagnéticos, mas ele sabia que a ideia de Mach não funcionaria se o espaço continuasse para sempre. Em um universo fechado, ele acreditava que o princípio de Mach se manteria. O princípio de Mach tem gerado muita controvérsia ao longo dos anos.

Pseudotensor de momento de energia

A relatividade geral inclui um espaço-tempo dinâmico, por isso é difícil identificar a energia e momento conservados.[142] O teorema de Noether permite que essas quantidades sejam determinadas a partir da função de Lagrange com invariância de translação, mas a covariância geral transforma a invariância de translação em uma espécie de simetria de calibre.[143] A energia e o momento derivados pela relatividade geral pelas prescrições de Noether não fazem um tensor real por este motivo.

Einstein argumentou que isso é verdade por motivos fundamentais, pois o campo gravitacional poderia ser levado ao desaparecimento por uma escolha de coordenadas. Ele sustentou que o pseudotensor não-covariante de momento de energia era de fato a melhor descrição da distribuição de momento de energia em um campo gravitacional. Esta abordagem tem sido ecoada por Lev Landau e Evgeny Lifshitz,[143] dentre outros, e tornou-se padrão. O uso de objetos não-covariantes como pseudotensores foi duramente criticado em 1917 por Erwin Schrödinger e outros.

Colaboração com outros cientistas

A Conferência de Solvay de 1927, em Bruxelas, uma reunião dos principais físicos do mundo. Einstein no centro.

Além de colaboradores de longa data como Leopold Infeld, Nathan Rosen, Peter Bergmann e outros, também teve algumas colaborações pontuais com vários cientistas, como Banesh Hoffmann.[144] Einstein e Wander de Haas demonstraram que a magnetização é devida ao movimento de elétrons, o que hoje em dia é conhecido como a rotação. Para mostrar isto, inverteram a magnetização em uma barra de ferro suspensa em um pêndulo de torção. Confirmaram que isso leva a barra a rodar, devido a mudanças no momento angular do elétron com as mudanças de magnetização. Esta experiência precisava ser sensível, porque o momento angular associado com os elétrons é pequeno, mas estabeleceu definitivamente que o movimento de elétrons é responsável pela magnetização.

Sugeriu a Erwin Schrödinger que seria capaz de reproduzir as estatísticas de um gás de Bose-Einstein ao considerar uma caixa. Então, para cada possível movimento quântico de uma partícula em uma caixa, associar um oscilador harmônico independente. Quantizando estes osciladores, cada nível terá um número inteiro de ocupação, que será o número de partículas na mesma. Essa formulação é uma forma de segunda quantização, mas é anterior à moderna mecânica quântica. Schrödinger a aplicou para derivar as propriedades termodinâmicas de um gás ideal semiclássico. Schrödinger pediu que adicionasse seu nome como co-autor, mas Einstein recusou o convite.[145]

Einstein e Niels Bohr, em 1925

Os debates entre Bohr e Einstein foram uma série de disputas públicas sobre a mecânica quântica entre Einstein e Niels Bohr, que foram dois dos seus fundadores. Seus debates são lembrados por causa de sua importância para a filosofia da ciência.[146][147]

Em 1924, recebeu uma descrição de um modelo estatístico do físico indiano Satyendra Nath Bose, com base num método de contagem onde se assume que a luz pode ser entendida como um gás de partículas indistinguíveis. Einstein notou que as estatísticas de Bose aplicavam-se a alguns átomos, bem como para as partículas de luz propostas, e submeteu a sua tradução do artigo de Bose ao Zeitschrift fur Physik. Einstein também publicou seus próprios artigos descrevendo o modelo e suas implicações, entre elas a do fenômeno de Bose-Einstein, em que algumas partículas aparecem em temperaturas muito baixas.[148] Somente em 1995 o primeiro condensado foi produzido experimentalmente por Eric Allin Cornell e Carl Wieman usando equipamentos de ultra-resfriamento construídos no laboratório do Instituto Nacional de Padrões e TecnologiaInstituto Conjunto do Laboratório de Astrofísica da Universidade do Colorado em Boulder.[149] Hoje, as estatísticas de Bose-Einstein são usadas para descrever o comportamento de qualquer conjunto de bósons. Os esboços de Einstein para este projeto podem ser vistos no Einstein Archive na biblioteca da Universidade de Leiden.[115]

Entre os anos de 1926 e 1930, Einstein e seu amigo Leó Szilárd trabalharam juntos e desenvolveram um refrigerador notável por não ter partes móveis.[carece de fontes?] Em 11 de novembro de 1930, a Patente 1.781.541 dos Estados Unidos foi atribuída a ambos pelo frigorífico. Sua invenção não foi imediatamente colocada em produção comercial, uma vez que a mais promissora de suas patentes foi rapidamente comprada pela empresa sueca Electrolux para proteger sua tecnologia de refrigeração da competição.[nota 4]

Em 1935, Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen produziram um famoso argumento para mostrar que a interpretação da mecânica quântica defendida por Bohr e sua escola em Copenhague era incompleta se certas suposições razoáveis fossem feitas a respeito de "realidade" e "localidade" contra o qual não havia um pouco de evidência empírica naqueles dias. Bohr escreveu um desmentido e foi declarado o vencedor. O debate persistiu em um nível filosófico até 1964, quando John Stewart Bell produziu sua famosa desigualdade baseada no realismo local (ou seja, a localidade mais realidade, tal como definido por Einstein, Podolsky e Rosen) na qual a mecânica quântica viola. Por fim, a questão foi trazida a baixo de sua altura filosófica ao nível empírico. Mas teve que esperar até 1982 para um verdadeiro veredito experimental. Os experimentos engenhosos realizados pela Aspect e seus colegas com fótons correlacionados mais uma vez pareciam vindicar a mecânica quântica. Após o aparecimento do argumento EPR e a resposta de Bohr, a escola de Copenhague teve que mudar sua postura. Tiveram que abandonar a ideia de que toda medida causava uma "perturbação" inevitável do sistema de medida. De fato, Bohr admitiu que, em uma causa como a correlatada no paradoxo EPR, "não havia dúvida de uma perturbação mecânica do sistema sob investigação".[151]

Também trabalhou na Teoria de Einstein-Cartan. A fim de incorporar partículas pontuais em rotação na relatividade geral, é necessário generalizar a conexão afim para incluir uma parte antissimétrica, chamada torção. Esta modificação foi feita por Einstein e Élie Cartan na década de 1920.[152]

Vida pessoal

Política e religião

Albert Einstein, visto aqui com sua esposa Elsa Einstein e líderes sionistas, incluindo o futuro presidente de Israel Chaim Weizmann, sua esposa Vera Weizmann, Menahem Ussishkin, e Ben-Zion Mossinson na chegada em Nova Iorque, em 1921.

Com seis anos de idade, no final de 1885, Einstein entrou na escola primária católica de seu bairro, provavelmente a partir do segundo grau. Era a única criança judia na classe. Instrução religiosa fazia parte do currículo escolar, assim ele se familiarizou com as histórias da Bíblia e dos santos.[4]

Sua visão política era a favor do socialismo e contra o capitalismo, que ele detalhou em seu ensaio Por que o socialismo?.[153][154] Suas opiniões políticas surgiram publicamente em meados do século XX, devido à sua fama e reputação de gênio. Einstein ofereceu-se e foi chamado a opinar em questões muitas vezes não relacionadas à física teórica e matemática.[155]

Seus pontos de vista sobre a crença religiosa foram coletados a partir de entrevistas e escritos originais. Dizia que acreditava no Deus "panteísta" de Baruch Espinoza, mas não em um Deus pessoal, crença que ele criticava. Nesta visão, deus e a natureza são uma mesma entidade. Chamava-se de agnóstico, ao mesmo tempo que se dissociava do rótulo de ateu quando vinculado ao ateísmo forte (ateísmo não cético).[156] Em uma carta manuscrita no período final de sua vida ele desdenha da religião judaica, indicando que era ateu um ano antes de sua morte.[157][158] No livro The God Delusion, o cientista britânico Richard Dawkins apresenta trechos de cartas de pessoas religiosas atacando Einstein por causa de sua descrença. Dawkins se baseia no livro Einstein e Religião, escrito por um de seus colegas em Princeton, Max Jammer.[159]

Amor pela música

"O que tenho a dizer sobre a obra de Bach? Ouvir, tocar, amar, adorar ... ficar calado!"

— Albert Einstein em resposta a um inquérito da revista alemã Illustrierten Wochenschrift, 1928.[160]

Einstein desenvolveu um gosto pela música em uma idade precoce. Sua mãe tocava piano razoavelmente bem e queria que seu filho aprendesse a tocar violino, não só para incutir nele o amor pela música, mas também para ajudá-lo a assimilar a cultura alemã. De acordo com o maestro Leon Botstein, Einstein disse ter começado a tocar quando tinha cinco anos, mas não o apreciava nessa idade.[161] Quando completou treze anos, no entanto, ele descobriu as sonatas para violino de Mozart. "Einstein se apaixonou" com a música de Mozart, nota Botstein, e aprendeu a tocar a música com mais vontade. De acordo com Einstein, ele aprendeu sozinho a tocar sem "nunca praticar sistematicamente", acrescentando que "o amor é um professor melhor do que um sentido de dever".[162] Aos dezessete anos, ele foi ouvido por um examinador de sua escola em Aarau quando ele tocava sonatas de Beethoven no violino, tendo o examinador afirmado depois que seu toque era "notável e revelador de uma grande visão.” O que impressionou o examinador, escreve Botstein, era que Einstein "exibiu um amor profundo pela música, uma qualidade que foi e continua a ser escassa. A música possuía um significado incomum para esse estudante."[162]

"Se eu não fosse um físico, provavelmente seria músico. Eu penso sobre música frequentemente. Eu sonho acordado com música. Eu vejo minha vida em termos de música ... obtenho mais alegria na vida através da música."

— Einstein[163]

A música assumiu um papel fundamental e permanente em sua vida a partir desse período. Embora a ideia de se tornar um profissional não estivesse em sua mente em nenhum momento, entre aqueles com os quais Einstein tocou a música de câmara estavam alguns profissionais, e ele se apresentou para os amigos e o público privado. A música de câmara também se tornou uma parte regular de sua vida social, enquanto vivia em Berna, Zurique e Berlim, onde tocou com Max Planck e seu filho, entre outros.[164] Em 1931, quando estava envolvido em pesquisa no Instituto de Tecnologia da Califórnia, ele visitou o Conservatório da família Zoellner em Los Angeles e tocou algumas das obras de Beethoven e Mozart com os membros do Quarteto Zoellner, que tinha se retirado recentemente após duas décadas de turnês aclamado em todos os Estados Unidos; Einstein mais tarde presenteou o patriarca da família com uma fotografia autografada como uma lembrança.[165][166] Perto do fim de sua vida, em 1952, quando o Quarteto de Cordas Juilliard (da Juilliard School, de Nova Iorque) visitou-o em Princeton,[167] ele tocou seu violino com eles; ainda que diminuísse o ritmo para acomodar suas habilidades técnicas menores, Botstein observa que o quarteto ficou "impressionado com o nível de coordenação e entonação de Einstein."[162]

Legado

Quando em viagem, Einstein escrevia diariamente para sua esposa Elsa e as enteadas Margot e Ilse. As cartas foram incluídas nos documentos legados à Universidade Hebraica de Jerusalém. Margot Einstein permitiu que as cartas pessoais fossem disponibilizadas ao público, solicitando que fossem esperados vinte anos após sua morte para a publicação, o que ocorreu em 1986. Barbara Wolff, dos Albert Einstein Archives da Universidade Hebraica de Jerusalém, disse à BBC que há cerca de 3,500 páginas de correspondência privada, escritas entre 1912 e 1955.

Einstein doou os royalties do uso de sua imagem para a Universidade Hebraica de Jerusalém. Corbis, sucessor da The Roger Richman Agency, licencia o uso de seu nome e imagens associadas, como agente para a universidade. Suas grandes conquistas intelectuais e originalidade fizeram da palavra "Einstein" sinônimo de gênio. Sua fórmula de equivalência massa-energia (descrita como E=mc²) foi chamada por Karen C. Fox e Aries Keck de "a equação mais famosa do mundo".[168][169] Ao lado da mecânica quântica, sua teoria da relatividade geral foi considerada um dos pilares da física moderna.[170][171]

No período anterior à Segunda Guerra Mundial, era tão conhecido nos Estados Unidos a ponto de ser indagado na rua por pessoas que solicitavam que ele explicasse "aquela teoria". Einstein finalmente descobriu uma maneira de lidar com as perguntas incessantes. Ele passou a responder a elas com o bordão "Perdão, sinto muito! Sou sempre confundido com o Professor Einstein." Foi o assunto ou inspiração para muitas novelas, filmes, peças de teatro e obras de música.[172] É o modelo favorito para representações de cientistas loucos e professores distraídos, seu rosto expressivo e penteado característico têm sido amplamente copiado e exagerado. Em 1999, a revista Time publicou a compilação Time 100: The Most Important People of the Century, no qual classificava as pessoas mais influêntes do século XX. Einstein ficou em primeiro lugar como a pessoa mais importante do século, acrescentando que "foi o cientista preeminente em um século dominado pela ciência. As pedras fundamentais da época — a bomba, o Big Bang, física quântica e eletrônicos — todas trazem sua marca". Frederic Golden escrevendo para a mesma revista disse na publicação que Einstein era "o sonho realizado de um cartunista". Também em 1999, 100 físicos renomados elegeram-no o mais memorável físico de todos os tempos.[173][174]

Prêmios e honrarias

Ver também

Publicações

Notas

  1. Conforme relatado por Karl Kruszelnicki, em Os Grandes Mitos da Ciência, no último ano de Einstein na escola em Aargau, o sistema de notas, que pontuava entre 1 e 6, foi invertido: se em anos anteriores a 1896 a nota 1 era a maior e a nota 6 a pior, a partir desse ano a nota 6 passou a ser a melhor. Como a nota de Einstein outrora estivera próxima de 1 em um sistema que ia de 1 a 6, surgiu o boato de que fora mal aluno na escola. Na verdade, a nota de Einstein próxima a 1 corresponderia, no novo padrão, a uma nota global de 4,91 em 6; uma nota, ao fim, em nada ruim. Einstein nunca fora mau aluno na escola, ao contrário do que rezam os boatos.[15][16]
  2. Paul Arthur Schilpp, editor. (1951). "Albert Einstein: Philosopher-Scientist, Volume II" (em inglês): 730–746. Nova Iorque: Harper and Brothers Publishers (edição da Harper Torchbook). Seus trabalhos não científicos incluem: About Zionism: Speeches and Lectures by Professor Albert Einstein (1930), "Why War?" (1933, co-autoria de Sigmund Freud),The World As I See It (1934), Out of My Later Years (1950), e um livro sobre ciência para leitura geral, The Evolution of Physics (1938, co-autoria de Leopold Infeld).
  3. Para uma discussão sobre a recepção da teoria da relatividade em todo o mundo, e as diferentes controvérsias que encontramos, veja os artigos de Thomas F. Glick, ed., The Comparative Reception of Relativity (Kluwer Academic Publishers, 1987), ISBN 90-277-2498-9.
  4. Em setembro de 2008, foi relatado que Malcolm McCulloch, da Universidade de Oxford, estava dirigindo um projeto de três anos para desenvolver aparelhos mais robustos que poderiam ser usados em locais com falta de eletricidade, e que sua equipe tinha completado um protótipo da geladeira de Einstein. Ele teria dito que a melhoria do projeto e alteração dos tipos de gases utilizados pode permitir que a eficiência do projeto seja quadruplicada.[150]

Referências

  1. Stern 2001, p. 89.
  2. Isaacson 2007, p. 22.
  3. Brian 1996, p. 1.
  4. a b Calaprice & Lipscombe 2005, p. 4.
  5. Stachel 2002, p. 59-61.
  6. Stern 2001, p. 91.
  7. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 6-8.
  8. Isaacson 2007, p. 23.
  9. Fölsing 1997, p. 30-31.
  10. Isaacson 2007, p. 53.
  11. Stachel 2008, vol. 1 (1987), doc. 5.
  12. Fölsing 1997, p. 36-37.
  13. Highfield & Carter 1993, pp. 21, 31, 56–57.
  14. Fölsing 1997, p. 40.
  15. Stachel 2008, vol. 1, docs. 21-27.
  16. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 7.
  17. Stachel 2008 (1987), p. 29.
  18. Stachel 2008, vol. 1 (1987), doc. 67.
  19. Troemel-Ploetz 1990, p. 415–432.
  20. Stachel 2001, p. 209.
  21. Paris 1994, p. 1–29; Holton 1996, p. 177–193.
  22. Stachel 2002, p. 26–38, 39–55.
  23. Martinez 2005, p. 49–56.
  24. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 21.
  25. Wüthrich, Urs (11 de abril de 2015). «Die Liebesbriefe des untreuen Einstein» (em alemão). BZ Berner Zeitung. Consultado em 20 de maio de 2015. 
  26. Calaprice & Lipscombe 2005, p. xix.
  27. Mih 2000, p. 12.
  28. Fox & Keck 2004, p. 99.
  29. Renn & Schulmann 1992, p. 73-74, 78.
  30. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 22-23.
  31. Highfield & Carter 1993, p. 216.
  32. Fox & Keck 2004, p. 51.
  33. Stern 2001, p. 98; Isaacson 2007, p. 63.
  34. a b Galison 2000, p. 355–389.
  35. Isaacson 2007, p. 85.
  36. Fölsing 1997, p. 82.
  37. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 39.
  38. Fox & Keck 2004, p. vi.
  39. a b Calaprice & Lipscombe 2005, p. 30.
  40. Stachel 2001, p. 35.
  41. Calaprice & Lipscombe 2005, p. xvi, 19.
  42. Shillady 2011, p. 35.
  43. Fox & Keck 2004, p. 174.
  44. Pais 1982, p. 48-150.
  45. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 68.
  46. Calaprice & Lipscombe 2005, p. xviii.
  47. Stern 2001, p. 101.
  48. Isaacson 2007, p. 164.
  49. Calaprice & Lipscombe 2005, p. xix.
  50. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 58.
  51. Fox & Keck 2004, p. 265.
  52. Andrzej 2003, p. 236.
  53. Pais 1982, p. 308.
  54. Earman & Glymour 1980, p. 49–85.
  55. a b Kennefick 2009, p. 37–42.
  56. Goldsmith & Bartusiak 2008, p. 19.
  57. Shillady 2011, p. 223.
  58. Hoffmann & Dukas 1972, p. 145–148.
  59. Fölsing 1997, p. 499–508.
  60. Rowe & Schulmann 2013, p. 194.
  61. Isaacson 2007, p. 307-308.
  62. Isaacson 2007, p. 308.
  63. a b c d Moreira & Passos Videira 1995
  64. a b c d e Tolmasquim 1996, p. 1-7.
  65. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 93.
  66. Isaacson 2007, p. 368.
  67. Isaacson 2007, p. 370.
  68. Isaacson 2007, p. 374.
  69. Chaplin 1964, p. 346–347.
  70. Chaplin 1964, p. 320.
  71. Chaplin 1964, p. 374.
  72. Chaplin 1964, p. 322.
  73. Fölsing 1997, p. 659.
  74. Isaacson 2007, p. 404.
  75. a b c d e f Isaacson 2007, p. 407–410.
  76. Holton 1984, p. 18–24.
  77. Calaprice & Lipscombe 2005, p. xxi.
  78. Fox & Keck 2004, p. 187.
  79. Isaacson 2007, p. 422.
  80. Hoffmann & Dukas 1972, p. 165–171.
  81. Fölsing 1997, p. 666–677.
  82. Isaacson 2007, p. 419–420.
  83. Clark 1971, p. 619.
  84. Fölsing 1997, p. 649, 678.
  85. Clark 1971, p. 642.
  86. Fölsing 1997, p. 686-687.
  87. a b Calaprice & Lipscombe 2005, p. 111.
  88. Pais 1982, p. 495.
  89. Evans-Pritchard, Ambrose. «Obama could kill fossil fuels overnight with a nuclear dash for thorium» (em inglês). The Daily Telegraph. Consultado em 02 de março de 2013. 
  90. Isaacson 2007, p. 630.
  91. Pais 1982, p. 490.
  92. Lanouette & Silard 1992, p. 199.
  93. Lanouette & Silard 1992, p. 198–200.
  94. Margulies & Squassoni 2009, p. 4.
  95. Diehl & Moltz 2008, p. 218.
  96. Mih 2000, p. 51.
  97. Goldsmith & Bartusiak 2008, p. 110.
  98. Clark 1971, p. 752.
  99. Brian 1996, p. 321.
  100. Isaacson 2007, p. 432.
  101. Schweber 2008, p. 87-88.
  102. Jerome & Taylor 2006, p. x.
  103. Jerome & Taylor 2006, p. 118-148.
  104. Jerome & Taylor 2006, p. 52.
  105. Isaacson 2007, p. 521-522.
  106. Isaacson 2007, p. 522.
  107. Fox & Keck 2004, p. 70.
  108. Cohen 1995, p. 455–8.
  109. a b Fox & Keck 2004, p. 70-71.
  110. Fox & Keck 2004, p. 37-38.
  111. Brian 1996, p. 437.
  112. Calaprice & Lipscombe 2005, p. 151.
  113. Goldsmith & Bartusiak 2008, p. 97–118.
  114. Fox & Keck 2004, p. 260.
  115. a b «Einstein papers» (em inglês). Instituut-Lorentz. 2005. Consultado em 08 de março de 2013. 
  116. a b «Scientific Background on the Nobel Prize in Physics 2011. The accelerating universe» (PDF). Fundação Nobel (em inglês). Página Oficial do Prêmio Nobel. 04 de outubro de 2011. Consultado em 02 de setembro de 2014. 
  117. Ashok 2003, p. 59.
  118. Spielberg & Anderson 1995, p. 263.
  119. Fouad G. 2007, p. 142.
  120. Lindsay & Henry 1981, p. 330.
  121. a b Hans-Josef Kuepper. «List of Scientific Publications of Albert Einstein» (em inglês). Einstein-website.de. Consultado em 12 de março de 2013. 
  122. Talita Alves Dos Anjos. «O princípio da relatividade». Terra. Mundo Educação. Consultado em 13 de março de 2013. 
  123. «Fundamental Ideas and Problems of the Theory of Relativity». Les Prix Nobel (em inglês). Página Oficial do Prêmio Nobel. Consultado em 03 de abril de 2013. 
  124. Pais 1982, p. 179-183.
  125. Stachel 2008, vol. 2: pp. 273-274.
  126. a b Einstein 1905d, p. 891–921.
  127. Stachel 2001, p. vi, 15, 90, 131, 215.
  128. Paris 1982, p. 382–386.
  129. Scientific American 2008
  130. Einstein 1905a, p. 132–148.
  131. «Celebrating Einstein "Solid Cold"» (em inglês). Office of Scientific and Technical Information. 2011. Consultado em 19 de março de 2013. 
  132. «Wilhelm Wien - Biography». The Nobel Foundation (em inglês). Página Oficial do Prêmio Nobel. Consultado em 24 de março de 2013. 
  133. Sommerfeld 1919
  134. Pais 1982, p. 522.
  135. Einstein 1917b, p. 121–128.
  136. Einstein & Stern 1913, p. 551.
  137. a b c Laidler 2001, p. 324.
  138. Thomas Levenson (2005). «Einstein: Genius Among Geniuses». Public Broadcasting Service. NOVA. Consultado em 28 de março de 2013. 
  139. Van Dongen 2010, p. 23.
  140. Einstein 1950, p. 13–17.
  141. Einstein 1917a
  142. Einstein 1918, p. 448–459.
  143. a b Davidovich & Lifshitz 1951, capítulo: 11
  144. van Dongen 2010, p. 130.
  145. Moore 1989
  146. Einstein 1969
  147. Einstein 1935, p. 777–780.
  148. Einstein 1924, p. 261–267.
  149. Leroy 2003, p. 226.
  150. Alok, Jha (21 de setembro de 2008). «Einstein fridge design can help global cooling» (em inglês). The Guardian. Arquivado desde o original em 24 de janeiro de 2011. Consultado em 26 de maio de 2013. 
  151. Ghose 2006, p. xi.
  152. Lämmerzahl, Everitt & Hehl 2001, p. 442.
  153. Einstein, Albert. (maio 1949). "Why Socialism?" (em inglês). Monthly Review 1 (1). Visitado em 30 de maio de 2013.
  154. Rowe, David E.; Schulmann, Robert. (08 de junho de 2007). "What Were Einstein's Politics?". History News Network da Universidade George Mason. Universidade George Mason. Visitado em 30 de maio de 2013.
  155. Clark 1971
  156. Isaacson 2007, p. 390.
  157. «Em carta inédita, Albert Einstein ataca Deus». Folha de S.Paulo. 25 de maio de 2008. Consultado em 08 de setembro de 2013. 
  158. «Carta que revela desdém de Einstein por religião vai a leilão». BBC. 13 de maio de 2008. Consultado em 08 de setembro de 2013. 
  159. Dawkins 2007, p. 29-34.
  160. Steiner 2005, p. 204.
  161. Galison, Holton & Schweber 2008, p. 161
  162. a b c Galison, Holton & Schweber 2008, p. 161–164.
  163. Brian 1996, p. 187.
  164. Galison, Holton & Schweber 2008, p. 162.
  165. Cariaga, Daniel (22 de dezembro de 1985). «Not Taking It With You: A Tale Of Two Estates». Tribune Company (em inglês). Los Angeles Times. Consultado em 30 de maio de 2013. 
  166. «Relaxed Einstein signs for a fellow violinist before sailing to Germany for the last time» (em inglês). RR Auction. 13 de outubro de 2010. Consultado em 30 de maio de 2013. 
  167. Arthur I. Miller (31 de janeiro de 2006). «A Genius finds Inspiration in the Music of Another» (em inglês). NY Times. Consultado em 30 de setembro de 2013. 
  168. Fox & Keck 2004, p. 76.
  169. WordNet for Einstein. (em inglês) Página visitada em 2 de janeiro de 2013.
  170. Zahar 2001, p. 41.
  171. Whittaker 1955, p. 37-67.
  172. McTee, Cindy. «Einstein's Dream for orchestra» (em inglês). Cindymctee.com. Consultado em 01 de junho de 2013. 
  173. Golden, Frederic (03 de janeiro de 2000). «Person of the Century: Albert Einstein» (em inglês). Time. Arquivado desde o original em 21 de fevereiro de 2006. Consultado em 01 de junho de 2013. 
  174. «Einstein the greatest». BBC (em inglês). News.bbc.co.uk. 19 de novembro de 1999. Consultado em 18 de fevereiro de 2013. 

Bibliografia

Fontes primárias

  • Brian, Denis (1996). Einstein: A Life (em inglês) (Nova Iorque: John Wiley). ISBN 0471114596. 
  • Calaprice, Alice; Trevor Lipscombe (2005). Albert Einstein: A Biography (Santa Bárbara, Califórnia: Greenwood Publishing Group). ISBN 0-313-33080-8. 
  • Clark, Ronald W. (1971). Einstein: The Life and Times (Nova Iorque: Avon). ISBN 0-380-44123-3. 
  • Cohen, J.R.; Graver, L.M.. (Novembro de 1995). "The ruptured abdominal aortic aneurysm of Albert Einstein". Surgery, Gynecology & Obstetrics 170 (5). PMID 2183375.
  • Earman, John; Glymour, Clark. (1980). "Relativity and Eclipses: The British Eclipse Expeditions of 1919 and Their Predecessors" (em inglês). Historical Studies in the Natural Sciences 11 (1). Berkeley, CA: University of California Press. ISSN 0890-9997.
  • Fölsing, Albrecht (1997). Albert Einstein: A Biography (Nova Iorque: Penguin Viking). ISBN 978-0-670-85545-2. 
  • Fox, Karen C.; Keck, Aries (2004). Einstein A to Z (em inglês) (Nova Iorque: John Wiley & Sons). ISBN 0471667579. 
  • Galison, Peter L.. (2000). "Einstein's Clocks: The Question of Time". Critical Inquiry 26 (2 Winter). Chicago: University of Chicago Press.
  • Galison, Peter L.; Holton, Gerald; Schweber, Silvan S. (2008). Einstein for the 21st century: His Legacy in Science, Art, and Modern Culture (em inglês) (Princeton, NJ: Princeton University Press). ISBN 0691135207. 
  • Highfield, Roger; Carter, Paul (1993). The Private Lives of Albert Einstein (Londres: Faber and Faber). ISBN 978-0-571-16744-9. 
  • Hoffmann, Banesh; Dukas, Helen (1972). Albert Einstein: Creator and Rebel (em inglês) (Londres: Hart-Davis, MacGibbon Ltd.). ISBN 978-0-670-11181-7. 
  • Holton, G. (1996). Einstein, History, and Other Passions (Cambridge, MA: Harvard University Press). 
  • Isaacson, Walter (2007). Einstein: His Life and Universe (Nova Iorque: Simon & Schuster Paperbacks). ISBN 978-0-7432-6473-0. 
  • Jerome, Fred; Taylor, Rodger (2006). Einstein on Race and Racism (Nova Brunswick, Nova Jérsei: Rutgers University Press). p. 206. ISBN 0813539528. 
  • Martinez, A. A.. (Março de 2005). "Handling evidence in history: the case of Einstein's Wife" (PDF) (em en). School Science Review 86 (316). Harvard University Press. Visitado em 17 de fevereiro de 2013.
  • Mih, Walter C. (2000). The Fascinating Life and Theory of Albert Einstein (em inglês) (Hauppauge, NI: Nova Publishers). ISBN 1560727861. 
  • Moreira, Ildeu de Castro; Passos Videira, Antônio Augusto (1995). Einstein e o Brasil (Rio de Janeiro, RJ: Editora UFRJ). 
  • Pais, Abraham (1982). Subtle is the Lord: The science and the life of Albert Einstein (em inglês) (Oxford: Oxford University Press). ISBN 978-0-19-853907-0. 
  • Pais, Abraham (1994). Einstein Lived Here (Oxford: Oxford University Press). ISBN 0-19-280672-6. 
  • Renn, J.; Schulmann, R. (1992). Albert Einstein/Mileva Marić: The Love Letters (em inglês) (Princeton: Princeton University Press). 
  • Rowe, David E.; Schulmann, Robert (2013). Einstein on Politics: His Private Thoughts and Public Stands on Nationalism, Zionism, War, Peace, and the Bomb (Princeton, NJ: Princeton University Press). ISBN 978-0-691-12094-2. 
  • Schweber, Sylvan S. (2008). Einstein and Oppenheimer: The Meaning of Genius (Cambridge, MA: Harvard University Press). ISBN 978-0-674-02828-9. 
  • Stachel, John J. (2001). Einstein from "B" to "Z". Einstein Studies, Vol. 9 (Universidade de Boston: Springer-Verlag New York, LLC). p. 556. ISBN 978-0-8176-4143-6. 
  • Stachel, John J. (2002). Einstein from "B" to "Z" Springer [S.l.] ISBN 978-0-8176-4143-6. 
  • Steiner, Frank (2005). Albert Einstein (em alemão) (Berlim: Springer-Verlag). ISBN 3540305955. 
  • Goldsmith, Donald; Bartusiak, Marcia (2008). E = Einstein: His Life, His Thought, and His Influence on Our Culture (Nova Iorque: Sterling Publishing). ISBN 978-1-4027-6319-9. 
  • Stern, Fritz (2001). Einstein's German World (em inglês) (Princeton, NJ: Princeton University Press). ISBN 0691074585. 
  • Tolmasquim, Alfredo Tiomno; Moreira, Ildeu de Castro. (Setembro/Outubro de 1996). "Um manuscrito de Einstein no Brasil" (PDF). Revista Ciência Hoje da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência 21 (124).
  • Troemel-Ploetz, D.. (1990). "Mileva Einstein-Marić: The Woman Who Did Einstein's Mathematics". Women's Studies Int. Forum 13 (5).
  • Van Dongen, Jeroen (2010). Einstein's Unification (Cambridge: Cambridge University Press). 
  • Whittaker, Edmund. (1° de novembro de 1955). "Albert Einstein" (PDF) (em en). Biographical Memoirs of Fellow of The Royal Society 1955 (1). DOI:10.1098/rsbm.1955.0005. Visitado em 31 de janeiro de 2013.

Fontes secundárias

  • Andrzej, Stasiak. (2003). "Myths in science" (em inglês). EMBO Reports 4 (3). DOI:10.1038/sj.embor.embor779. Visitado em 21 de fevereiro de 2013.
  • Ashok, Das (2003). Lectures on quantum mechanics (Gurgaon: Hindustan Book Agency). p. 528. ISBN 81-85931-41-0. 
  • Chaplin, Charles (1964). Charles Chaplin: My Autobiography (em inglês) (Nova Iorque: Simon and Schuster). 
  • Dawkins, Richard (2007). Deus, um delírio (São Paulo: Companhia das Letras). p. 520. ISBN 978-85-359-1070-4. 
  • Davidovich, Lev; Lifshitz, Evgeny Mikhailovich (1951). The Classical Theory of Fields (Oxford: Pergamon Press). ISBN 7-5062-4256-7. 
  • Diehl, Sarah J.; Moltz, James Clay (2008). Nuclear Weapons and Nonproliferation: a Reference Handbook (Londres: ABC-CLIO). ISBN 1598840711. 
  • Fouad G., Major (2007). The quantum beat: principles and applications of atomic clocks (em inglês) 2° ed. Springer [S.l.] p. 479. ISBN 0-387-69533-8. 
  • Ghose, Partha (2006). Testing Quantum Mechanics on New Ground (em inglês) (Cambridge: Cambridge University Press). ISBN 0521026598. 
  • Holton, Gerald. (Abril de 1984). "The migration of physicists to the United States" (em inglês). Bulletin of the Atomic Scientists 40 (4). Chicago: Educational Foundation for Nuclear Science, Inc.. ISSN 0096-3402.
  • Kennefick, Daniel. (Março de 2009). "Testing relativity from the 1919 eclipse— a question of bias" (em inglês). Physics Today 62. College Park, MD: American Institute of Physics. ISSN 0031-9228.
  • Laidler, K. J. (2001). The World of Physical Chemistry (Oxford, RU: Oxford University Press). ISBN 0-19-855919-4. 
  • Lämmerzahl, C; Everitt, C.W.F.; Hehl, F.W. (2001). Gyros, Clocks, Interferometers...: Testing Relativistic Gravity in Space (em inglês) (Berlim: Springer Science & Business Media). ISBN 3540412360. 
  • Lanouette, William; Silard, Bela (1992). Genius in the Shadows: A Biography of Leo Szilárd: The Man Behind The Bomb (em inglês) (Nova Iorque: Charles Scribner's Sons). ISBN 0-684-19011-7. 
  • Leroy, Francis (2003). A Century of Nobel Prize Recipients: Chemistry, Physics, and Medicine (Boca Raton, FL: CRC Press). ISBN 0203014189. 
  • Margulies, Phillip; Squassoni, Sharon (2009). Nuclear Nonproliferation (em inglês) comentada ed. (Nova Iorque: Infobase Publishing). ISBN 1438109024. 
  • Moore, Walter (1989). Schrödinger: Life and Thought (em inglês) (Cambridge: Cambridge University Press). ISBN 0-521-43767-9. 
  • Spielberg, Nathan; Anderson, Bryon D. (1995). Seven ideas that shook the universe (em inglês) 2° ed. (Nova Iorque: John Wiley & Sons). p. 355. ISBN 0-471-30606-1. 
  • Lindsay, Robert Bruce; Henry, Margenau (1981). Foundations of physics (em inglês) (Woodbridge, CT: Ox Bow Press). p. 542. ISBN 0-918024-17-X. 
  • Scientific American; Rosen Publishing Group (2008). Extreme Physics (em inglês) (Nova Iorque: The Rosen Publishing Group). ISBN 1404214062. 
  • Shillady, Don (2011). Essentials of Physical Chemistry (em inglês) (Boca Raton: CRC Press). ISBN 1439840970. 
  • Sommerfeld, Arnold (1919). Atombau und Spektrallinien (em alemão) (Braunschweig: Friedrich Vieweg und Sohn). ISBN 3-87144-484-7. 
  • Zahar, Élie (2001). «2». Poincaré's Philosophy. From Conventionalism to Phenomenology (em inglês) (Chicago: Carus Publishing Company). p. 264. ISBN 0-8126-9435-X. 

Ligações externas

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Wikisource Textos originais no Wikisource
Commons Imagens e media no Commons
Precedido por
Max Planck
Presidente da Deutsche Physikalische Gesellschaft
1916 — 1918
Sucedido por
Max Wien
Precedido por
Charles Edouard Guillaume
Nobel de Física
1921
Sucedido por
Niels Bohr
Precedido por
Henry Moseley
Medalha Matteucci
1921
Sucedido por
Niels Bohr
Precedido por
Edward Albert Sharpey-Schafer
Medalha Copley
1925
Sucedido por
Frederick Gowland Hopkins
Precedido por
Frank Dyson
Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society
1926
Sucedido por
Frank Schlesinger
Precedido por
Medalha Max Planck
1929
com Max Planck
Sucedido por
Niels Bohr
Precedido por
Irving Langmuir e Henry Norris Russell
Medalha Franklin
1935
com John Ambrose Fleming
Sucedido por
Frank Baldwin Jewett e Charles Kettering