Vera Rubin

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Vera Rubin
Vera Rubin em 2009
Nascimento 23 de julho de 1928
Filadélfia, Pensilvânia
Morte 25 de dezembro de 2016 (88 anos)
Princeton, Nova Jérsei
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Alma mater Universidade de Georgetown
Prêmios Medalha Nacional de Ciências (1993), Prêmio Dickson de Ciências (1993), Henry Norris Russell Lectureship (1994), Medalha de Ouro da RAS (1996), Prêmio Gruber de Cosmologia (2002), Medalha Bruce (2003), Medalha James Craig Watson (2004)
Orientado(s) Sandra Faber
Campo(s) Astronomia

Vera Cooper Rubin (Filadélfia, 23 de julho de 1928Princeton, 25 de dezembro de 2016) foi uma astrônoma estadunidense, pioneira no estudo das curvas de rotação de galáxias espirais. Sua principal contribuição foi mostrar de maneira convincente que a velocidade de rotação nas regiões externas destas galáxias é muito maior que aquela que seria produzida por suas estrelas. Essa discrepância é considerada uma das principais evidências da existência de matéria escura.

Primeiros anos e educação[editar | editar código-fonte]

Vera Rubin nasceu no ano de 1928. Seu pai, Philip Cooper, foi engenheiro eletricista, nascido em Vilnius, Lituânia. Sua mãe, Rose Applebaum, nascida na Bessarabia, trabalhava na Companhia Bell de telefonia, calculando quilometragens de linhas telefônicas. Vera Rubin realizou seus estudos de graduação na Vassar College, e tentou se matricular no programa de pós-graduação de Princeton, mas nunca obteve resposta, pois esta universidade não aceitava mulheres em seu programa de pós-graduação até os anos 1975.

Começou o mestrado na Cornell University, estudando física sob orientação de Philip Morrison, Richard Feynman e Hans Bethe. Completou seus estudos em 1951, durante os quais fez a primeira observação de desvios do fluxo de Hubble no movimento de galáxias, argumentando que estas galáxias poderiam ter um movimento de rotação ao redor de centros gravitacionais desconhecidos, e não estarem se afastando apenas. A apresentação destas ideias não foi bem recebida. Vera Rubin realizou seu doutorado na Georgetown University, sob orientação de George Gamow. Em sua tese, defendida em 1954, concluiu que as galáxias se aglomeravam, ao invés de se distribuírem aleatoriamente no universo. A ideia da existência de aglomerados de galáxias não foi levada a sério por outros pesquisadores até duas décadas depois.

Trabalho científico[editar | editar código-fonte]

Após sua formação, Rubin lecionou em Montgomery County Junior College, tendo trabalhado também na Universidade de Georgetown como pesquisadora assistente, e em 1962 tornou-se professora assistente. Além disso, em 1965, ela se tornou a primeira mulher com permissão para usar os instrumentos do Observatório Palomar. Antes disso, as mulheres não eram autorizados a acessar essas instalações. Rubin foi membro sênior do DTM, Departament of Terrestrial Magnetism na Carnegie Institution of Washington, trabalhando na área de Dinâmica Galática e Extragalática.

Por volta de 1970, Vera Rubin realizou observações bastante precisas da velocidade de rotação das regiões externas da galáxia de Andrômeda e de outras. Com isso, descobriu a discrepância entre o movimento angular previsto de galáxias e o movimento observado. Esse fenômeno ficou conhecido como o problema de rotação das galáxias e seus cálculos mostraram que as galáxias devem conter uma quantidade significativa de matéria escura.

O problema da rotação das galáxias[editar | editar código-fonte]

Rubin foi pioneira no estudo das taxas de rotação das galáxias. Sua magnum opus foi a descoberta da discrepância entre o movimento angular previsto e o movimento observado nas galáxias, estudando as curvas de rotação das galáxias. Esse fenômeno ficou conhecido como o problema da rotação das galáxias. Atualmente, a teoria da matéria escura é a candidata mais popular para explicar esse fenômeno. Fritz Zwicky é o "pai" da matéria escura e cunhou o termo do original alemão "Dunkle Materie", cerca de 80 anos atrás. Dr. Zwicky não tinha nenhum tipo de afiliação profissional com a Dra. Rubin. A teoria alternativa, MOND (Dinâmica newtoniana modificada) tem pouco apoio da comunidade científica. Rubin, no entanto, apoiava a teoria MOND, afirmando "se eu pudesse escolher, eu gostaria de aprender que as leis de Newton podem ser modificadas para descrever corretamente interações gravitacionais em longas distâncias. Isso é mais atraente que um universo cheio de um novo tipo de partículas subatômicas."[1]

Religião[editar | editar código-fonte]

Rubin seguia o judaísmo, e não via conflito entre ciência e religião. Em uma entrevista, ela afirmou: "Na minha vida, ciência e religião estão separadas. Eu sou judia, então religião para mim é um tipo de código moral e história. Eu tento fazer o meu trabalho científico de uma maneira ética e acredito que, idealmente, a ciência deveria ser vista como algo que nos auxilia a entender o nosso papel no universo."[2]

Honras[editar | editar código-fonte]

Premiações

Nomeados em sua homenagem

Aclamação Pública

  • No primeiro episódio da vigésima segunda temporada dos Simpsons, Milhouse cita "Vers Rubin" (sic) como sua escolha para o prêmio Nobel de física de 2010.

Morte[editar | editar código-fonte]

Vera morreu aos 88 anos, em 25 de dezembro de 2016.[3]

Referências

  1. Brooks, Michael (19 March 2005). «13 things that do not make sense». New Scientist. Reed Business Information, Ltd. Consultado em 19 de outubro de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. Mayer, Gabriel (December 1-7, 1996). «Pontifical Science Academy Banks on Stellar Cast». National Catholic Register. Eternal Word Television Network. Consultado em 19 de outubro de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)
  3. «Astrônoma Vera Rubin morre aos 88 anos». G1. 26 de dezembro de 2016. Consultado em 26 de dezembro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
John Houghton e Rashid Sunyaev
Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society
1996
com Kenneth Creer
Sucedido por
Donald Farley e Donald Edward Osterbrock