James Watson

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James Watson Medalha Nobel
Biologia molecular, genética, zoologia
Dados gerais
Nome de nascimento James Dewey Watson
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Nascimento 6 de abril de 1928 (88 anos)
Local Chicago, Illinois
Atividade
Campo(s) Biologia molecular, genética, zoologia
Instituições Laboratório Cold Spring Harbor, Universidade Harvard, Universidade de Cambridge, Institutos Nacionais da Saúde
Alma mater Universidade de Chicago, Universidade de Indiana
Conhecido(a) por elaborar o modelo da estrutura da molécula de DNA
Prêmio(s) Prêmio Albert Lasker de Pesquisa Médica Básica (1960), Nobel prize medal.svg Nobel de Fisiologia ou Medicina (1962), Prêmio John J. Carty (1971), Medalha Presidencial da Liberdade (1977), Medalha Copley (1993), Medalha de Ouro Lomonossov (1994), Medalha de Ouro Othmer (2005), Medalha Dupla Hélice (2008)
Assinatura
James D Watson signature.svg

James Dewey Watson (Chicago, 6 de abril de 1928) é um biólogo molecular, geneticista e zoologista americano.

É um dos autores do "modelo de dupla hélice" para a estrutura da molécula de DNA. Pelo trabalho publicado em 1953 na revista Nature foi laureado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1962, juntamente com Francis Crick e Maurice Wilkins.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1947 ingressa na Universidade de Indiana, onde trabalhava Hermann Muller.

Em maio de 1950, com 22 anos de idade, Watson completou a sua graduação em zoologia. Trabalhou juntamente com o biofísico britânico Francis Crick no Laboratório Cavendish, Universidade de Cambridge, de 1951 até 1953. Integrou a Universidade de Harvard em 1955. Foi galardoado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1962 (partilhado com Maurice Wilkins e Francis Crick) pelo seu trabalho sobre as mutações induzidas pelos raios X, a partir do trabalho com imagens em 3D iniciado por Rosalind Franklin.

Tomando como base os trabalhos realizados por Maurice Wilkins, Watson e Crick revelaram a estrutura em dupla hélice da molécula do ácido desoxirribonucleico (ADN). As investigações proporcionaram os meios para comprender como se copia a informação hereditária. Eles descobriram que a molécula de DNA é formada por compostos químicos chamados nucleotídeos. Cada nucleotídeo consta de três partes: um açúcar chamado desoxirribose, um grupo fosfórico e uma das quatro possíveis bases nitrogenadas: adenina (A), timina (T), guanina (G) e citosina (C). Posteriormente Arthur Kornberg apresentou provas experimentais da exatidão do modelo apresentado. Como reconhecimento dos seu trabalhos sobre a molécula de ADN, Watson, Crick e Wilkins receberam o Prêmio Nobel.

Em 1968 foi diretor do Laboratório de Biologia Quantitativa de Cold Spring Harbor, Nova Iorque. Escreveu The Double Helix (A Dupla Hélice, 1968), história da descoberta da estrutura do DNA. Participou no Projecto do Genoma Humano.

Em 2010 foi eleito presidente do Comité Científico da Fundação Champalimaud.[1]

A Descoberta do DNA A estrutura da molécula de DNA foi descoberta por dois cientistas - James Watson, americano, e Francis Crick, britânico; ela ocorreu em 7 de Março de 1953. Por esta descoberta, Watson e Crick receberam o Prêmio Nobel de Medicina em 1962, juntamente com Maurice Wilkins. A descoberta da estrutura do DNA, com todas as suas implicações biológicas, foi um dos maiores acontecimentos científicos do século XX. O número de pesquisas que inspirou é espantoso; provocou uma explosão que transformou a bioquímica e abriu uma grande porta para o campo da biologia molecular. Leia o que afirmou Watson. “O DNA, como Crick e eu estávamos cientes, contém a chave da natureza das coisas vivas, armazenando as informações hereditárias que são passadas de uma geração a outra e orquestrando o mundo inacreditavelmente complexo da célula. Se decifrássemos sua estrutura tridimensional, a arquitetura da molécula, teríamos o vislumbre do que Crick - entre sério e brincalhão - chamava de O Segredo da vida

James Dewey Watson James Dewey Watson nasceu em Chicago, nos Estados Unidos da América, em 1928. Quando tinha 15 anos se matriculou na Universidade de Chicago no curso de zoologia; aos 19, logo após ter se formado, foi para a Universidade de Indiana. Assim como Crick, ele também descobriu a física quântica. Em 1950, Watson ganhou uma bolsa para estudar o metabolismo bacteriano. Primeiro, ele foi para Copenhague, na Dinamarca, e depois para Nápoles, na Itália. Durante um congresso científico na Itália, ele conheceu o neozelandês Maurice Wilkins, pesquisador do King’s College, em Londres. Wilkins trabalhava para descobrir a estrutura química do DNA. Watson encontrou finalmente o que queria fazer: desvendar o segredo da vida, descobrindo a estrutura do DNA. Com esse objetivo pediu transferência para o Laboratório Cavendish, em Cambridge.

Crick & Watson Enquanto Crick descobria, entre um emaranhado de opções, sua vocação para a biologia, do outro lado do Atlântico, Watson se preparava para deixar os Estados Unidos e ir peregrinar por universidades e laboratórios na Europa com uma bolsa da Fundação Merck. Quando Crick e Watson se encontraram, eles se entenderam imediatamente. Apesar das diferenças de personalidade e idade, ambos tinham em comum o desejo de decifrar os segredos do DNA. Mesmo com os conhecimentos por eles acumulados, havia uma lacuna em química e biologia, além de pouca experiência com difração de Raios X, essencial àquela altura para estudar o DNA. Mas, usando estes conhecimentos já adquiridos por Maurice Wilkins e Rosalind Franklin do King’s College e os de Linus Pauling do California Institute of Technology (Caltech) sobre as estruturas de biomoléculas complexas (principalmente das proteínas), Crick e Watson completaram as suas idéias e concluíram que o DNA consistia de duas fitas helicoidais entrelaçadas. Em 25 de abril de 1953, a revista Nature publicou o artigo “Estrutura molecular dos ácidos nucléicos” assinado por Crick e Watson.

Declarações polêmicas[editar | editar código-fonte]

Watson concede autógrafos após uma palestra no Cold Spring Harbor Laboratory, em 30 de abril de 2007

Watson declarou, em artigo publicado no Sunday Times Magazine em 14 de outubro de 2007, que está "inerentemente pessimista quanto às perspectivas da África" porque "todas as nossas políticas sociais estão baseadas no facto de que a inteligência deles é a mesma que a nossa – enquanto que todos os testes dizem que não é assim". Ele afirma desejar que todos fossem iguais, mas argumentou que "pessoas que têm de lidar com empregados negros descobrem que isso não é verdadeiro". Ele afirmou que não se deveria discriminar com base na cor da pele, porque "existem muitas pessoas de cor que são bastante talentosas, mas que não são encorajadas quando não obtêm sucesso no nível mais elementar."[1]

"Não há nenhuma razão sólida para antecipar que as capacidades intelectuais de pessoas geograficamente separadas em sua evolução provem ter evoluído de forma idêntica", escreveu. "Nosso desejo de reservar poderes iguais de raciocínio como alguma herança universal da humanidade não será suficiente para fazer com que assim seja."[2]

Como resultante destes comentários, o Museu de Ciências de Londres cancelou uma palestra que Watson daria em 19 de outubro de 2007. O porta-voz do museu declarou: "sentimos que o dr. Watson foi além do ponto do debate aceitável e estamos, como resultado, cancelando sua palestra".[3]

Watson posteriormente desculpou-se por seus comentários, declarando: "para todos aqueles que extraíram uma inferência de minhas palavras de que a África, como continente, é de algum modo geneticamente inferior, posso somente me desculpar sem restrições. Não foi o que eu quis dizer. O mais importante, do meu ponto de vista, é que não há base científica para tal crença", e depois, "não posso entender como posso ter dito o que foi citado como eu tendo dito. Posso certamente entender por que as pessoas que leram estas palavras reagiram da forma que reagiram."[4][5]

Várias críticas lhe foram dirigidas por este motivo. Keith Vaz, deputado trabalhista lamenta que um "cientista de tamanha reputação” faça comentários "acientíficos e sem nenhuma base" e que é "um destacado biólogo molecular e não deveria entrar em temas em que não está qualificado" (Steven Rose, neurobiólogo).

No seu livro Paixão pelo DNA (primeira edição em 2000), manifestou-se a favor da eugenesia. Em outras ocasiões, como no cinquentenário do descobrimento que lhe valeu o Nobel em conjunto com Francis Crick e Maurice Wilkins, fez comentários a favor da clonagem humana e manipulação genética (El Mundo, 25-IV-2003).

Leia o que afirmou Watson. “O DNA, como Crick e eu estávamos cientes, contém a chave da natureza das coisas vivas, armazenando as informações hereditárias que são passadas de uma geração a outra e orquestrando o mundo inacreditavelmente complexo da célula. Se decifrássemos sua estrutura tridimensional, a arquitetura da molécula, teríamos o vislumbre do que Crick - entre sério e brincalhão - chamava de O Segredo da Vida”.

[6]James Watson, biólogo americano que ajudou a desvendar a estrutura do DNA, venderá a medalha que recebeu quando ganhou o Nobel de Medicina em 1962. O leilão será na quinta-feira, em Nova York. A expectativa é que a peça alcance o valor de 3,5 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de reais).

O cientista tomou a decisão como uma estratégia para voltar à vida pública depois de sua aposentadoria, em 2007, motivada por seus comentários racistas. Em entrevista ao jornal britânico The Sunday Times, o cientista afirmou que “todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles [dos negros] é igual à nossa, apesar de todos os testes dizerem que não. Pessoas que já lidaram com empregados negros não acreditam que isso [a igualdade de inteligência] seja verdade.”

Após as declarações, Watson foi afastado do instituto Cold Spring Harbor Laboratory, em Nova York, onde trabalhou por 40 anos. Em seguida, decidiu se aposentar. Na época, o cientista Craig Venter, que comandou o Projeto Genoma,enfatizou que não existe qualquer base científica para a noção de que a cor da pele esteja ligada à inteligência. Desde então, o biólogo americano não participou de nenhum evento público e foi dispensado dos cargos em empresas das quais fazia parte.[7]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Georg von Békésy
Nobel de Fisiologia ou Medicina
1962
com Francis Crick e Maurice Wilkins
Sucedido por
John Eccles, Alan Hodgkin e Andrew Huxley
Precedido por
George Porter
Medalha Copley
1993
Sucedido por
Frederick Charles Frank