Luis Walter Alvarez

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Luis Walter Alvarez
Nascimento 13 de junho de 1911
São Francisco
Morte 1 de setembro de 1988 (77 anos)
Berkeley
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Alma mater Universidade de Chicago

Luis Walter Alvarez (São Francisco, 13 de junho de 1911Berkeley, 1 de setembro de 1988) foi um físico e inventor estadunidense, que passou quase toda a sua longa carreira profissional no corpo docente da Universidade da Califórnia em Berkeley. O American Journal of Physics, comentou: "Luis Alvarez (1911-1988) foi um dos físicos experimentais mais brilhantes e produtivos do século XX".[1] Ele foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física em 1968, e tirou mais de 40 patentes, algumas das quais conduziram a produtos comerciais.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Alvarez é descendente de espanhóis por parte de seu avô paterno. Alvarez era filho de Walter C. Alvarez, um médico que por um tempo foi um pesquisador da Mayo Clinic, e de Harriet Smythe, e um neto de Luis F. Alvarez, um médico do Havaí que encontrou um método melhor para diagnosticar lepra macular. Sua tia, Mabel Alvarez, era um artista da Califórnia especializada em pintura a óleo. Alvarez casou-se com Geraldine Smithwick em 1936 e tiveram dois filhos, Walter e Jean. Em 28 de dezembro de 1958,[2] ele se casou com Janet L. Landis e teve mais dois filhos, Donald e Helen.

Início de carreira[editar | editar código-fonte]

Luis Walter Alvarez

Alvarez estudou na Universidade de Chicago onde recebeu o grau de bacharel em 1932, o de mestre em 1934 e doutorado (PhD) em 1936.

Alvarez recebeu o Nobel de Física em 1968, pela "descoberta de um grande número de estados de ressonância, que foi possível pelo desenvolvimento de técnica de uso da câmera de bolhas de hidrogênio e análise de dados". Especificamente, sua pesquisa tornou possível detectar e estudar as partículas criadas em aceleradores de partículas, o que permitiu que sua equipe descobrisse um grande número de estados de ressonância das partículas elementares.

Durante a Segunda Guerra Mundial participou do Projeto Manhattan, onde junto com seu estudante Lawrence Johnston projetou os detonadores usados nas bombas atômicas de Trinity e Nagasaki. Trabalhou também no desenvolvimento do radar e projetou um sistema pelo qual aviões podem aterrissar com segurança em condições de baixa visibilidade. Voou como observador científico durante o bombardeio de Hiroshima. Após a guerra participou da invenção do síncrotron.

Em 1980, junto com seu filho Walter Alvarez, um geólogo, propôs a teoria de que um impacto de asteroide explicaria a anomalia de irídio no período geológico conhecido como Extinção K-T. Dez anos depois, a descoberta da cratera de Chicxulub, uma grande cratera de impacto no México, deu força à teoria de que esse impacto estaria relacionado com a extinção dos dinossauros.

Referências

  1. Wohl, C.G. (2007). «Scientist as detective: Luis Alvarez and the pyramid burial chambers,the JFK assassination, and the end of the dinosaurs». American Journal of Physics. 75. 968 páginas. Bibcode:2007AmJPh..75..968W. doi:10.1119/1.2772290 
  2. «Alvarez, Luis Walter». Scribner Encyclopedia of American Lives, Thematic Series: The 1960s (em inglês). Highbeam Research. Consultado em 08 de janeiro de 2013  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Hans Bethe
Nobel de Física
1968
Sucedido por
Murray Gell-Mann


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