Luzes da Cidade

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City Lights
Luzes da Cidade (PT/BR)
 Estados Unidos
1931 •  P&B •  87 min 
Direção Charlie Chaplin
Produção Charlie Chaplin
Roteiro Charlie Chaplin
Elenco Charlie Chaplin
Virginia Cherrill
Florence Lee
Harry Myers
Género comédia romântica
Música Charlie Chaplin
Cinematografia Rollie Totheroh
Gordon Pollock
Mark Marklatt
(não-creditado)
Edição Charlie Chaplin
(não-creditado)
Distribuição United Artists
Lançamento Estados Unidos 30 de janeiro, 1931
Idioma mudo
Orçamento $1,500,000 (estimado)
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

City Lights (Luzes da Cidade, em português) é um filme mudo de comédia romântica americano de 1931 estrelado, escrito e dirigido por Charlie Chaplin. O elenco também conta com a participação de Virginia Cherrill e Harry Myers. Apesar do fato de que a produção de filmes mudos tinha diminuído com o avanço do cinema "falado", City Lights tornou-se imediatamente popular e hoje é lembrado como uma das maiores realizações da prolífica carreira de Chaplin.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

O enredo gira em torno do Vagabundo, novamente sem dinheiro e sem onde morar, e de uma jovem e pobre florista cega pela qual ele se apaixona. A garota o confunde com um milionário e, para não desapontá-la, o vagabundo finge ser rico. Posteriormente, ele impede um milionário bêbado de suicidar-se e, devido ao seu ato heróico, tornam-se grandes amigos, mas sempre quando o milionário fica sóbrio ele não se lembra mais do vagabundo nem do que ocorreu enquanto estava bêbado.

O vagabundo descobre que o aluguel da garota está atrasado e que ela e sua avó correm o risco de serem despejadas de seu apartamento. Com o objetivo de conseguir dinheiro para a moça, ele começa a trabalhar como varredor de ruas e até mesmo como pugilista em uma cômica competição de boxe. Eventualmente, o milionário, novamente bêbado, dá mil dólares ao vagabundo que pagará não só o aluguel, mas também uma operação para os olhos da garota. Infelizmente, o vagabundo é injustamente acusado de roubar o dinheiro quando o milionário ficou sóbrio. O vagabundo consegue fugir com o dinheiro e, ao dá-lo para a garota, ele diz que irá embora e que se ausentará durante alguns meses. Logo depois, ele é capturado e enviado ao presídio.

Vários meses depois, o vagabundo é libertado da prisão e acaba na mesma esquina onde a moça, agora com a visão restaurada, abriu uma floricultura com sua avó; cada vez que um homem rico entra na loja, a menina fica imaginando se ele é o seu misterioso benfeitor. Quando o vagabundo vê uma flor na calçada, ele se abaixa para pegá-la e é chutado por dois garotos jornaleiros. A moça ri da situação e quando o vagabundo olha para ela e fica paralisado, ela fala ironicamente para sua avó: "Eu fiz uma conquista." Vendo a flor se despedaçando na mão do vagabundo, ela lhe oferece uma outra flor e uma moeda, e ao pegar a mão dele, ela percebe algo familiar. "Você?", diz a moça, e ele afirma balançando nervosamente a cabeça. Em seguida, ele pergunta: "Você pode ver agora?" Ela aperta a mão do vagabundo e responde: "Sim, eu posso ver agora", segurando suas lágrimas e aparentando estar confusa sobre como se sente naquele momento.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Myers personificando o milionário excêntrico em City Lights (1931).

Produção[editar | editar código-fonte]

O longa-metragem The Circus, lançado em 1928, foi o último filme mudo de Chaplin antes da indústria cinematográfica evoluir para o cinema "falado", o que causou o declínio da Era dos filmes mudos. Visto que Chaplin operava como seu próprio produtor e distribuidor (sendo um dos proprietários da United Artists), ele foi capaz de conceber City Lights como um filme mudo. No entanto, tecnicamente, o filme não era totalmente mudo. Embora o diálogo seja apresentado em letreiros, a trilha sonora do filme possuia música sincronizada, efeitos sonoros e, no começo do filme, alguns sons ininteligíveis que zombavam padrões de fala.[2]

Como cineasta, Chaplin era conhecido por ser perfeccionista; ele era famoso por gravar muito mais tomadas do que outros diretores da época. Ele chegou ao ponto de despedir Virginia Cherrill e começar a refilmar com Georgia Hale, a coadjuvante de Chaplin em The Gold Rush. Isto tornou-se muito caro, mesmo para o seu orçamento e, assim, Chaplin re-contratou Cherrill e foi capaz de concluir as filmagens de City Lights.

Recepção[editar | editar código-fonte]

O filme, além de bem recebido pela crítica e pelo público, também foi aclamado por diretores famosos, como Orson Welles, Stanley Kubrick, Federico Fellini, Woody Allen, integrando a lista dos 10 melhores filmes de alguns destes diretores, além de outros mais, e teve uma das mais brilhantes estréias do cinema.

Em Los Angeles, um dos convidados de Chaplin era Albert Einstein, enquanto em Londres, Bernard Shaw sentou ao seu lado.

Referências

  1. Harry Myers no IMDB
  2. Kerr, Walter. "The Silent Clowns". DaCapo Press, 1990. ISBN 0-306-80387-9

Ligações externas[editar | editar código-fonte]