Tempos Modernos

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um pouco sobre o filme

Modern Times (Tempos Modernos, no Brasil e em Portugal ) é um filme de 1936 dos Estados Unidos do cineasta Charles Chaplin, em que o seu famoso personagem "O Vagabundo" (The Tramp) tenta sobreviver em meio ao mundo moderno e industrializado. É considerado uma forte crítica ao capitalismo, stalinismo, nazifascismo, fordismo e ao imperialismo, bem como uma crítica aos maus tratos que os empregados passaram a receber durante a Revolução Industrial.[1] [2]

Nesse filme Chaplin, quis passar uma mensagem social. Cada cena é trabalhada para que a mensagem chegue verdadeiramente tal qual seja. E nada parece escapar: máquina tomando o lugar dos homens, as facilidades que levam a criminalidade e a escravidão. O amor também surge, mas surge quase paternal: o de um vagabundo por uma menina de rua.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Predefinição:Início das revelações sobre o enredo Chaplim trabalha em uma fábrica, na qual tem um colapso nervoso por trabalhar de forma escrava. É levado para um hospício, e quando retorna para a “vida normal”, para o barulho da cidade, encontra a fábrica já fechada.

Enquanto isso, uma jovem, orfã de mãe, com duas irmãs pequenas e o pai desempregado, tem que realizar pequenos furtos para sobreviver (roubar um pão para comer). Após a morte do pai em uma manifestação, dois agentes do governo vão buscá-la para a adoção, mas a jovem foge.

Charles vai em busca de outro destino, mas acaba se envolvendo numa confusão: pois é tomado como o líder comunista por trás da greve que está a acontecer e acaba por ser preso. Na cadeia, sem querer, frusta uma tentativa de fuga de presos e quando é libertado depois de uma agradável estadia na prisão, decide fazer de tudo para voltar para lá e ao ver a jovem que fugiu da adoção, decide se entregar em seu lugar. Não dá certo, pois uma grã-fina tinha visto o que houve e estraga tudo. Mesmo assim, ele faz de tudo para ir preso, no entanto os dois acabam escapando e vão tentar a vida de outra maneira. A amizade que surge entre os dois é bela, porém não os alimenta. Ele tem que arrumar um emprego rapidamente.

Consegue um emprego numa outra fábrica, mas logo os operários entram em greve e ele mete-se novamente em perigo. No meio da confusão, vai preso ao jogar sem querer uma pedra na cabeça de um policial.

A jovem consegue trabalho como dançarina num salão de música e emprega seu amigo como garçon. Também não dá certo, então os dois seguem, numa estrada, rumo a mais aventuras emocionantes e divertidas para eles. o ator que faz o papel de charles chaplin não fala muito mas a sua boa atuação já fala por sí só. OBS: o nome do charlie no filme e carlitos o mesmo do o autor deste trabalho

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Produção e recepção[editar | editar código-fonte]

Lançamento do filme em 1936.

Charles Chaplin quando realizou Tempos Modernos, demorou três anos para conseguir terminá-lo (1933 - 1936), embora extremamente aclamado pela crítica quando lançado, e hoje considerado um dos melhores filmes de todos os tempos pela crítica e cinefilia, o filme não ganhou e sequer foi indicado a um Oscar, talvez pelo fato do filme criticar fortemente a sociedade americana e o american way of life, ou pelo fato de Chaplin, quando ganhou um prêmio especial da academia ter dito que iria usar a estatueta para segurar a sua porta, mostrando desprezo pelo prêmio. Tal hipótese é levantada pelo fato de que outro filme aclamado de Chaplin, Luzes da Cidade, ter acontecido o mesmo.

Ele também foi considerado o último filme mudo da história, antes do lançamento de O Artista, filme francês ganhador de 5 Oscars, apesar de Tempos Modernos ter algumas falas, como quando Chaplin canta uma música misturando italiano, francês e espanhol. Chaplin enquanto pode resistiu ao cinema falado, seu próximo filme O Grande Ditador de 1940, seria seu primeiro filme completamente falado.

O filme também foi censurado em vários países como na Alemanha Nazista, por conta de suas citações sobre o comunismo e a social-democracia. O filme foi também criticado pela sociedade americana por causa das mesmas citações comunistas e social-democratas como críticas À Revolução Industrial, principalmente pelos industriais. Outro ponto a citar, é que o filme é um tanto futurista, já que várias tecnologias existentes no filme não existiam há época. Foi o último filme em que Chaplin interpreta The Tramp, seu clássico personagem.

O filme também é ousado para a época por mostrar um traficante que durante o almoço na cadeia, onde era procurado pelos inspetores de polícia, coloca o saleiro debaixo da mesa e muda o sal por cocaína, Chaplin sem saber ingere excessivamente no prato achando que é sal.

O filme foi exibido no Festival de Cannes em 2003, fora da competição.

Com base de 4 avaliações profissionais, alcançou uma pontuação de 96% no Metacritic. Por votos dos usuários do site, atinge uma nota de 9.0, usada para avaliar a recepção do público.[3]

Elenco[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. http://www.imdb.com/title/tt0027977/
  2. Flom, Eric L. (1997). "3.Modern Times". Chaplin in the Sound Era: An Analysis of the Seven Talkies. McFarland. ISBN 9780786403257.
  3. Modern Times (em inglês) Metacritic. Visitado em 28 de setembro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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