Código Hays

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Capa da edição de 1934.

O Código Hays (ou Motion Picture Production Code) é como ficou conhecido o conjunto de regras de censura adotado em 31 de março de 1930 nos Estados Unidos com o objetivo de subordinar as produções teatrais e de cinema naquele país a padrões determinados por um grupo de instituições religiosas capitaneado pelo advogado presbiteriano William H. Hays, que presidia a poderosa Motion Picture Association of America (MPAA).[1]

Após a década de 1920 apresentar uma grande liberalidade nos filmes produzidos pela indústria cinematográfica dos EUA, houve a reação conservadora da sociedade representada por Hays, amigo do então presidente Herbert Hoover, impondo um código que dizia o que poderia e o que não poderia ser exibido nas produções de Hollywood - tais como vedação de cenas de uso de drogas, adultério, suicídio, sexo, homossexualidade, etc, mostrando apenas modelos corretos para a vida de acordo com as leis de Deus, da natureza e dos homens.[1]

A fiscalização de sua aplicação passou a ser, em 1934, da Production Code Administration (PCA), sob a direção do censor Joseph Breen até 1954; vigeu sem alterações até 1956 e com ligeiras mudanças até 1968.[1]

Os filmes que se adequavam ao código recebiam um selo da MPAA como aprovados, ao passo que os reprovados eram proibidos de serem distribuídos pela entidade; os estúdios infratores recebiam uma multa de 25 mil dólares.[1]

Referências

  1. a b c d Luiz Nazário (jul–dez 2007). «O Outro Cinema». Aletria: Revista de Estudos de Literatura, v. 16, pp. 94-109 ISSN 2317-2096. Consultado em 28 de abril de 2016 

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