Psycho

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Psycho
Psico (PT)
Psicose (BR)
Pôster de divulgação
 Estados Unidos
1960 •  p&b •  109 min 
Direção Alfred Hitchcock
Produção Alfred Hitchcock
Roteiro Joseph Stefano
Elenco Anthony Perkins
Janet Leigh
Vera Miles
John Gavin
Martin Balsam
Gênero suspense
horror
Música Bernard Herrmann
Cinematografia John L. Russell
Edição George Tomasini
Companhia(s) produtora(s) Shamley Productions
Distribuição Paramount Pictures (lançamento original)
Universal Pictures
(direitos adquiridos em 1980)
Lançamento Estados Unidos 16 de junho de 1960
Brasil 25 de agosto de 1960[1]
Idioma inglês
Orçamento US$ 800 mil
Receita US$ 60,000,000
Cronologia
Último
Psycho II (1983)
Próximo
Página no IMDb (em inglês)

Psycho (Psicose (título no Brasil) ou Psico (título em Portugal)) é um filme norte-americano de suspense/horror de 1960, dirigido por Alfred Hitchcock e estrelado por Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavin e Janet Leigh. Foi escrito por Joseph Stefano, baseado no romance de mesmo nome de Robert Bloch, vagamente inspirados nos crimes do assassino de Wisconsin, Ed Gein. Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, que deu origem ao roteiro do filme; ele pagou onze mil dólares e depois comprou todas as cópias disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, seu final não fosse revelado. Psicose custou 800 mil dólares e faturou 60 milhões de dólares nas bilheterias do mundo inteiro.

O enredo gira em torno do encontro entre a secretária, Marion Crane (Leigh), que após dar um desfalque em seu empregador, vai parar num decadente motel, dirigido por um perturbado rapaz, Norman Bates (Perkins), e suas consequências a partir do encontro.[2] Quando feito originalmente, o filme foi visto como um afastamento da produção anterior de Hitchcock , depois de ter sido filmado com um orçamento baixo, com uma equipe de televisão e em preto e branco. Psicose recebeu inicialmente críticas mistas, mas em razão da excelente bilheteria, o filme obteve uma reconsideração que levou a aclamação da crítica e quatro nomeações ao Óscar, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante para Leigh e Melhor Diretor para Hitchcock.

Hoje é considerado um dos melhores filmes de Hitchcock[3] e elogiado como uma obra de arte cinematográfica por críticos internacionais de cinema e estudiosos da área. Classificado entre os melhores filmes de todos os tempos, ele estabeleceu um novo nível de aceitabilidade para a violência, comportamento desviante e sexualidade nos filmes americanos.[4] Após a morte de Hitchcock em 1980, a Universal Studios distribuiu três sequências, um telefilme, um remake e uma série de TV.

Em Portugal e no Brasil, antes da estreia do filme, houve um rumor lançado pela Imprensa em que o filme se chamaria de "O Filho que Era a Mãe". De imediato a Inspecção dos Espectáculos desmentiu o facto em público, informando que o filme se chamaria de "Psico", com estreia imediata a 22 de Novembro de 1960. O filme estreou e foi um sucesso. Nas ruas ecoava a piada sobre o filme, sobre se chamaria de "Psico" ou "O Filho que Era a Mãe". Mais tarde, o filme, em Portugal, foi exibido na televisão portuguesa através da RTP1, à meia-noite de Sábado, dia 30 de Abril de 1988, na rubrica "Cinema da Meia Noite".

Em 1992, a Biblioteca do Congresso, considerou o filme "culturalmente, historicamente, ou esteticamente significante" e selecionou-o para preservação no National Film Registry.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Imagem do Bates Motel.
O Motel Bates

Psicose começa com a secretária, Marion Crane (Janet Leigh) dando um desfalque de 40 mil dólares na imobiliária onde trabalha. Ela deveria depositar este dinheiro e depois ir para casa, porém, leva consigo o pacote contendo o dinheiro para uma viagem até seu namorado, certa de que seu crime somente seria percebido após o final de semana. Com pouco mais de dois dias para fugir, Mary sai dirigindo sem destino pelas estradas,quando começa uma tempestade vai parar no Motel Bates, um lugar decadente, que quase fechou suas portas após o desvio da autoestrada.

Lá, é recepcionada por um simpático mas estranho e tímido rapaz, Norman Bates (Anthony Perkins), Norman convida Mary para comerem um sanduíche com leite em sua casa, sua mãe diz que não quer que ele jante com Mary, porém eles comem em uma saleta. Depois disso, Mary decide tomar um banho, mas é brutalmente esfaqueada pela mãe de Norman, no chuveiro. Preocupada com o desaparecimento da irmã, Lila Crane (Vera Miles), faz de tudo para tentar encontrar a então desaparecida Mary, junto com o namorado da mesma, Sam Loomis (John Gavin) e o detetive Arbogast (Martin Balsam). Mas, quando este tenta falar com a mãe de Norman, a própria o assassina com facadas.

Depois, Lila e Sam vão até o xerife da região, Al Chambers (John McIntire), e ficam sabendo que a mãe de Norman estava morta há mais de dez anos. Então, se a mãe de Norman Bates está morta, surge a dúvida sobre quem teria matado Marion. Lila e Sam vão até o motel, e descobrem algo impressionante: Norman Bates assassinou a mãe mas, para mante-la viva em sua mente, roubou seu cadáver,e tem dupla personalidade, fala e age como a mãe, quando se interessa por uma mulher sua personalidade de mãe fica com ciúme e mata-a.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Anthony Perkins Norman Bates
Janet Leigh Marion Crane
Vera Miles Lila Crane
John Gavin Sam Loomis
Martin Balsam Detective Milton Arbogast
John McIntire Xerife Al Chambers
Simon Oakland Dr. Fred Richmond
Vaughn Taylor George Lowery
Frank Albertson Tom Cassidy
Lurene Tuttle Eliza Chambers

Obs: Virginia Gregg , Paul Jasmin, e Jeanette Nolan na voz de Norma Bates.

Produção[editar | editar código-fonte]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Psycho foi feito com base no romance de mesmo nome de 1959 de Robert Bloch, que foi vagamente inspirado no caso de assassino condenado Wisconsin e ladrão de túmulos Ed Gein.[5] Tanto Gein, que viveu apenas 40 milhas a partir de Bloch, e o protagonista da história, Norman Bates, eram assassinos solitários em locais rurais isolados. Cada um tinham mães falecidas dominadoras, que isolavam os filhos em um quarto em sua casa como um santuário para elas, e os vestiam com roupas femininas. No entanto, ao contrário de Bates, Gein não é estritamente considerado um assassino em série, tendo sido acusado de homicídio somente duas vezes.[6]

Peggy Robertson, assistente de longa data de Hitchcock, leu a avaliação positiva de Anthony Boucher do romance Bloch e decidiu mostrar o livro a seu empregador, mesmo que os roteiristas do estúdio da Paramount Pictures tenham já rejeitado sua premissa para um filme. Hitchcock adquiriu os direitos para o romance por 9.500 dólares americanos[7] e teria ordenado Robertson a compra de cópias para preservar surpresas do romance.[8] Hitchcock, que tinha vindo a enfrentar concorrentes do gênero cujas obras foram criticamente comparados com a sua própria, estava buscando um novo material para se recuperar de dois projetos abortados com a Paramount, Flamingo Feather e No Bail for the Judge. Ele não gostava das demandas salariais das estrelas e confiava apenas em algumas pessoas para escolher o material prospectivo, incluindo Robertson.[9]

Executivos da Paramount recusaram a proposta de Hitchcock e seu orçamento habitual.[10] Em resposta, Hitchcock se ofereceu para filmar Psicose de forma rápida e barata em preto e branco usando a tripulação da sua série de televisão Alfred Hitchcock Presents. Os executivos da Paramount rejeitaram esta abordagem custo-consciente, reivindicando seus estágios sonoros que foram reservados, embora a indústria estava em uma queda. Hitchcock rebateu ele pessoalmente financiando o projeto e filmándo-lo no Universal-International usando sua equipe Shamley Productions e a Paramount ficando apenas para distribuir. Em vez de sua habitual taxa de 250 000 dólares americanos do diretor, ele propôs uma participação de 60% no filme negativo. Esta oferta combinada foi aceito e Hitchcock foi adiante apesar das advertências do produtor Herbert Coleman e o executivo Joan Harrison da Shamley Productions.[11]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Psycho tem ampla aclamação por parte da crítica especializada. Com tomatometer de 96% em base de 82 críticas, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: “Infame por sua cena do chuveiro, mas imortal por sua contribuição para o gênero horror. Porque Psicose foi filmado com tato, graça e arte, Hitchcock não apenas criou horror moderno, ele o validou”. Tem 94% de aprovação por parte da audiência, usada para calcular a recepção do público a partir de votos dos usuários do site.[4]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Janet Leigh, interpreta Marion Crane.

Oscar 1961 (EUA)

Globo de Ouro 1961 (EUA)

  • Venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante (Janet Leigh).

Prêmio Edgar 1961 (Edgar Allan Poe Awards, EUA)

  • Venceu na categoria de melhor filme.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.adorocinema.com/filmes/filme-1603/ Psicose - AdoroCinema
  2. Moore, Debi (2010-01-14). «Motion Picture Purgatory: Psycho». Dreadcentral.com. Consultado em 2014-01-26. 
  3. Psycho is the top listed Hitchcock film in The 100 Greatest Movies of All Time by Entertainment Weekly, and the highest Hitchcock film on AFI's 100 Years...100 Movies.
  4. a b «Psycho» (em inglês). Rotten Tomatoes. Consultado em 5 de abril de 2014. 
  5. Stephen Rebello (1990). Alfred Hitchcock and the Making of Psycho (em inglês) 15 de janeiro de 2013 ed. (Estados Unidos: Soft Skull Press). p. 7–14. ISBN ISBN-10: 1593765118 ISBN-13: 978-1593765118 Verifique |isbn= (Ajuda). 
  6. Gil Reavill; Jerry Heller (2007). Ruthless: A Memoir (em inglês) (Estados Unidos: Gallery). p. 228 "Com apenas duas mortes confirmadas, Ed não tecnicamente qualificar-se como um assassino em série (o requisito mínimo tradicional era três". ISBN ISBN-10: 1416917942 Verifique |isbn= (Ajuda). 
  7. Janet Leigh; Christopher Nickens (1995). Psycho: Behind the Scenes of the Classic Thriller (em inglês) (Estados Unidos: Harmony). p. 6. ISBN ISBN-10: 051770112X ISBN-13: 978-0517701126 Verifique |isbn= (Ajuda). 
  8. Alfred Hitchcock and the Making of Psycho [S.l.: s.n.] p. 19–20. 
  9. Alfred Hitchcock and the Making of Psycho [S.l.: s.n.] p. 18–19. 
  10. Alfred Hitchcock and the Making of Psycho [S.l.: s.n.] p. 23. 
  11. Alfred Hitchcock and the Making of Psycho [S.l.: s.n.] p. 26–29. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]