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Spartacus (filme)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Este artigo é sobre o filme com Kirk Douglas. Para o filme italiano, veja Spartaco (filme).
Spartacus
'Spartacus'
Spartacus (filme)
Cartaz promocional
 Estados Unidos
1960 •  cor •  198 min 
Género drama histórico-biográfico-romântico de ação
Direção Stanley Kubrick
Produção Edward Lewis
Produção executiva Kirk Douglas
Roteiro Dalton Trumbo
Baseado em Spartacus, de Howard Fast
Narração Vic Perrin
Elenco Kirk Douglas
Laurence Olivier
Peter Ustinov
John Gavin
Jean Simmons
Charles Laughton
Tony Curtis
Música Alex North
Cinematografia Russell Metty
Direção de arte Eric Orbom
Figurino Valles
Bill Thomas
Peruzzi
William Ware Theiss (não creditado)
Edição Robert Lawrence
Companhias produtoras Bryna Productions
Universal Pictures
Distribuição Universal Pictures
Lançamento 7 de outubro de 1960
Idioma língua inglesa
Orçamento US$ 12 milhões de dólares
Receita US$ 17 milhões de dólares (inicialmente)[1]

Spartacus (prt/bra: Spartacus)[2][3][4][5] é um filme de drama histórico épico americano de 1960 dirigido por Stanley Kubrick e estrelado por Kirk Douglas no papel-título, um escravo e gladiador que lidera uma rebelião contra Roma durante os eventos da Terceira Guerra Servil. Adaptado por Dalton Trumbo do romance homônimo de Howard Fast,[6] Spartacus também é estrelado por Laurence Olivier como o general e político romano Marcus Licinius Crassus, Charles Laughton como o senador rival Sempronius Gracchus, Peter Ustinov interpretando o dono da escola de gladiadores Lentulus Batiatus e John Gavin como Júlio César. Jean Simmons interpretou a esposa fictícia de Spartacus, Varinia e Tony Curtis interpretou o escravo fictício Antoninus.

Kirk Douglas, cuja empresa Bryna Productions estava produzindo o filme, removeu o diretor original Anthony Mann após três semanas de filmagem. Kubrick, com quem Douglas havia feito Paths of Glory (1957), assumiu como diretor sendo a sua única produção onde ele não tinha controle artístico completo. O roteirista Dalton Trumbo estava na lista negra na época como um dos Dez de Hollywood e quando isto foi anunciado o presidente John F. Kennedy cruzou as linhas de piquete da Legião Nacional da Decência para assistir ao filme, ajudando a acabar com a lista negra;[7][8][9] O livro de Howard Fast também havia sido colocado na lista negra e ele teve que republicar a edição original.

Spartacus ganhou quatro Oscars (Melhor Ator Coadjuvante para Ustinov, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino) de seis indicações. Também recebeu seis indicações ao Globo de Ouro, incluindo a única indicação da carreira de Woody Strode ao Globo de Ouro (de Melhor Ator Coadjuvante), vencendo finalmente uma (Melhor Filme - Drama). Na época de seu lançamento, foi o longa-metragem de maior bilheteria da história da Universal Studios até ser superado por Aeroporto (1970).[10] Em 2017, foi selecionado para preservação no National Film Registry dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso como sendo "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo".[11]

No século I a.C., a República Romana mergulha em corrupção, com os trabalhos manuais realizados por escravos. Um deles, um trácio chamado Espártaco (Kirk Douglas), mostra-se tão insubmisso em uma mina que é condenado à morte por inanição. Por acaso, ele é exibido ao lanista (treinador e comerciante de gladiadores) Lêntulo Batiato, que, impressionado com sua ferocidade, compra Espártaco para sua escola de Cápua e ordena ao treinador Marcellus que não exagere no processo de doutrinação, acreditando que o escravo “possui qualidade”. Em meio aos abusos, Espártaco estabelece uma relação discreta com Varínia (Jean Simmons), uma serva enviada para “entreter” o escravo em sua cela, mas que ele se recusa a tocar. Ambos são forçados a suportar inúmeras humilhações por desafiar as condições da servidão.

Batiato recebe a visita do riquíssimo e poderoso senador romano Marco Licínio Crasso (Laurence Olivier), que almeja tornar-se ditador de Roma. Crasso acaba comprando Varínia e, para divertir seus convidados, organiza uma luta particular entre Espártaco e três outros gladiadores até a morte. Quando Espártaco é desarmado, seu oponente, um etíope chamado Draba, poupa-lhe a vida em um ato de desafio e solidariedade, atacando os espectadores romanos. Ele é atingido pelas costas por uma lança de um guarda e morto pessoalmente por Crasso. No dia seguinte, com o ambiente ainda tenso no ludus, Batiato envia Varínia à casa de Crasso, em Roma. Espártaco mata Marcellus, que o provocava por causa de seus sentimentos, e uma revolta irrompe. Batiato foge enquanto os gladiadores subjugam os guardas e escapam para o campo.

Espártaco é eleito líder dos fugitivos e decide conduzi-los para fora da Itália, de volta às suas terras natais. O grupo saqueia propriedades rurais pelo caminho, reunindo dinheiro suficiente para comprar transporte marítimo com os piratas da Cilícia, inimigos de Roma. Muitos escravos unem-se à rebelião, formando um exército. Entre os novos integrantes estão Varínia, que escapou antes de ser entregue a Crasso, e Antoninus (Tony Curtis), um escravo artista que também fugira do serviço de Crasso ao descobrir que o senador bissexual pretendia torná-lo seu escravo sexual. Espártaco sente-se inferior por sua falta de educação, mas revela-se um líder nato, organizando seus seguidores em uma comunidade forte e autossuficiente. Varínia, agora sua companheira, engravida.

O Senado Romano fica alarmado à medida que Espártaco derrota todos os exércitos enviados contra ele. Graco (Charles Laughton), rival político de Crasso, percebe que o adversário tentará usar a crise como justificativa para assumir o comando do exército romano. Para impedir isso, Graco concede poder militar a seu protegido, o jovem senador Júlio César (John Gavin). Embora César não compartilhe o desprezo de Crasso pelas classes baixas de Roma, confunde sua rigidez moral com o orgulho patrício. Assim, quando Graco revela ter subornado os cilícios para ajudar Espártaco a deixar a Itália e libertar Roma do exército escravo, César considera o ato indigno e alia-se a Crasso.

Crasso suborna os piratas para traírem Espártaco e ordena ao exército romano que empurre os rebeldes para o interior, em direção a Roma. Temendo que Espártaco saqueie a cidade, o Senado concede a Crasso poderes absolutos. Cercado por legiões romanas, Espártaco convence seus homens a morrer lutando. Apenas por se rebelarem e provarem ser humanos, ele diz, já golpearam o sistema da escravidão. Na batalha seguinte, a maioria dos escravos é massacrada. Os romanos tentam identificar o líder rebelde, prometendo perdão (e retorno à escravidão) a quem o denunciar. Um homem grita “Eu sou Espártaco!”, seguido por todos os outros. Crasso condena-os à morte por crucificação ao longo da Via Ápia, onde a revolta começou.

Ao capturar Varínia e o filho recém-nascido de Espártaco, Crasso leva-os como prisioneiros. Perturbado pela lealdade e amor que Espártaco inspira, ele tenta fazer com que Varínia se torne devotada a ele como fora ao marido. Quando ela o rejeita, ele identifica Espártaco e o poupa para o final, junto de Antonino. Crasso obriga-os a lutar até a morte, prometendo que o sobrevivente será crucificado. Espártaco mata Antonino para poupá-lo desse destino. O episódio deixa Crasso inquieto com a possibilidade de Espártaco viver na memória como mártir. Ele também teme o futuro crescimento do poder de César, que pressente poder eclipsá-lo.

Graco, ao ver Roma cair na tirania, comete suicídio. Antes, suborna seu amigo Batiato para resgatar a família de Espártaco das mãos de Crasso e levá-los à liberdade. Ao deixar Roma, o grupo passa sob a cruz onde Espártaco agoniza. Varínia consola-o em seus últimos momentos, mostrando-lhe o filho e prometendo que ele crescerá livre e saberá quem foi seu pai.

Produção

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Desenvolvimento

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O desenvolvimento de Spartacus foi parcialmente instigado pelo fracasso de Kirk Douglas em ganhar o papel-título em Ben-Hur (1959) de William Wyler. Douglas já havia trabalhado com Wyler antes em Detective Story (1951) e ficou desapontado quando ele escolheu Charlton Heston.[13] Pouco tempo depois, Edward Lewis, vice-presidente da produtora cinematográfica de Douglas, Bryna Productions leu o romance Spartacus de Howard Fast que tinha um tema relacionado — um indivíduo que desafia o poder do Império Romano. O ator ficou impressionado o suficiente para comprar uma opção do livro com suas próprias finanças.[14] Ele propôs o projeto a Arthur B. Krim, chefe da United Artists, que distribuiria The Vikings (1958), também estrelado pelo intérprete. Krim recusou o projeto porque Yul Brynner estava desenvolvendo seu próprio filme baseado no Espártaco, provisoriamente intitulado The Gladiators e ao saber sobre o projeto de Kirk Douglas, Martin Ritt se enfureceu.[15] Lewis então propôs a fusão dos dois projetos, com Douglas e Brynner nos papéis principais porém o segundo recusou a oferta e começou a gravar The Gladiators depois que Ritt concluiu a edição de The Sound and the Fury (1959).[16]

O empresário de Kirk Douglas, Lew Wasserman, sugeriu a ele que tentasse levar seu projeto para a Universal Studios. Com o roteiro de Dalton Trumbo sendo concluído em duas semanas, a Universal e Douglas se adiantaram ao projeto rival de Brynner,[17] que por fim, descartou a ideia devido as condições climáticas da Europa e preferiu encenar The Magnificent Seven (1960). [18]No outono de 1958, a Universal Studios finalmente concordou em financiar a produção depois que Douglas convenceu Laurence Olivier, Charles Laughton e Peter Ustinov a entrar no elenco.[19][20]

Douglas originalmente ofereceu o papel de Varinia à atriz francesa Jeanne Moreau mas ela não queria deixar o namorado sozinho na França.[21][22] A alemã Sabine Bethmann foi então escalada. O estúdio deu a ela o nome anglicizado de "Sabina Bethman" para uso na publicidade do longa-metragem, mas a intérprete foi substituída por Jean Simmons após apenas dois dias de filmagens.[23]

Howard Fast foi inicialmente contratado para adaptar seu próprio romance para um roteiro. Após 60 dias, Kirk Douglas leu o primeiro rascunho mas o descreveu como um "desastre, inutilizável".[24] Pressionado pelo tempo e competindo com o projeto rival de Brynner, Douglas recorreu a Dalton Trumbo, que havia sido colocado na lista negra como um dos "10 de Hollywood".[25] Trumbo não gostou de Fast, pois o considerava raso em suas visões esquerdistas, mas concordou em escrever um tratamento, que Douglas e Edward Lewis então deram a Fast, afirmando que essa era sua direção preferida para o roteiro. Porém o autor se recusou a seguir o tratamento de Trumbo, então o ator contratou Trumbo para escrever o roteiro final.[26] Lewis serviria como fachada para Trumbo, com este último recebendo pagamentos direcionados ao seu pseudônimo "Sam Jackson".[27]

Douglas insistiu que Trumbo recebesse crédito na tela por seu trabalho, o que ajudou a quebrar a lista negra.[28] Trumbo foi preso por desacato ao Congresso em 1950, após o que ele sobreviveu escrevendo roteiros sob nomes falsos, porém Douglas anunciou publicamente que ele era o roteirista de Spartacus.[29] Além disso, o presidente John F. Kennedy ignorou publicamente uma manifestação organizada pela Legião Americana e assistiu o filme.[7][8][30]

Em sua autobiografia, Douglas afirma que essa decisão foi motivada por uma reunião que Edward Lewis, Stanley Kubrick e ele tiveram sobre quais nomes seriam listados para o roteiro nos créditos do filme, dada a posição instável de Trumbo com os executivos de Hollywood. Uma ideia era creditar Lewis como co-roteirista ou único roteirista, mas o citado vetou ambas as sugestões. Kubrick então sugeriu que seu nome fosse usado algo que Douglas e Lewis acharam revoltante o diretor levar o total crédito pelo trabalho de Trumbo, e no dia seguinte, Douglas ligou para o portão da Universal dizendo: "Gostaria de deixar um passe para Dalton Trumbo". Douglas escreve: "Pela primeira vez em 10 anos, [Trumbo] entrou em um estúdio. Ele disse: 'Obrigado, Kirk, por me devolver meu nome'".[31]

Na realidade, o anúncio público do crédito de Trumbo como roteirista de Spartacus não veio até agosto de 1960, sete meses após o anúncio do produtor e diretor Otto Preminger em 20 de janeiro de 1960 de que ele havia contratado o contratado para adaptar o romance Exodus de Leon Uris para o cinema. Mais tarde, Kirk Douglas negou o crédito de Trumbo pelo filme Town Without Pity (1961) pois temia que sua associação contínua com o controverso roteirista prejudicasse sua carreira.[32][33]

Inicialmente David Lean foi convidado a dirigir Spartacus entretanto recusou.[24] Anthony Mann, mais conhecido por seus faroestes que incluíam Winchester '73 (1950) e The Naked Spur (1953) foi contratado.[34] As filmagens começaram em 27 de janeiro de 1959, no Vale da Morte na Califórnia, para a sequência de abertura na pedreira. Conforme as filmagens continuavam, Douglas sentiu que o diretor havia perdido o controle da produção, escrevendo em particular: "Ele parecia assustado com o escopo do filme [...] deixando Peter Ustinov dirigir suas próprias cenas, aceitando todas as sugestões de Peter. As sugestões eram boas - para Peter, mas não necessariamente para o filme".[35] Em 13 de fevereiro, Mann deixou (ou foi demitido) do projeto.[36] O cineasta não discutiu os motivos de sua saída até pouco antes de sua morte em 1967, quando declarou: "Kirk Douglas foi o produtor de Spartacus: ele queria insistir no ângulo da mensagem. Achei que a mensagem seria transmitida mais facilmente ao mostrar fisicamente todos os horrores da escravidão. Um filme deve ser visual, muito diálogo o mata... A partir daí, discordamos: eu saí".[37] Um ano depois, ele dirigiu outro épico de temática semelhante, El Cid (1961). A fotografia principal terminou em agosto de 1959, embora várias cenas de batalha tenham sido filmadas até outubro.[38][39]

Grandes partes das cenas do longa-metragem foram filmadas no Wildwood Regional Park em Thousand Oaks, Califórnia.[40][41][42] Algumas tiveram suas gravações realizadas no terreno da Universidade Luterana da Califórnia,[43][44] onde um exército pode ser visto atacando o Monte Clef Ridge.[45] Além disso, cenas ambientadas na vila de Marcus Licinius Crassus foram encenadas no Castelo Hearst.[46]

Stanley Kubrick, até então com 30 anos, foi contratado para assumir. Ele já havia dirigido quatro longas-metragens (incluindo Paths of Glory (1957), também estrelado por Douglas). Spartacus era um projeto muito maior, com um orçamento de US$ 12 milhões (equivalente a cerca de US$ 129 milhões em 2024)[47] e um elenco de 10.500, um projeto assustador para um diretor tão jovem. Paths of Glory, seu filme anterior, havia sido orçado em apenas US$ 935.000. Kubrick imediatamente demitiu Sabine Bethmann, que havia trabalhado apenas dois dias na produção. Ele e Douglas sentiram que ela não era a pessoa certa para o papel, então ela recebeu US$ 3.000 para voltar para casa.[6] Bethmann foi substituída por Jean Simmons, que estava em campanha pelo papel. Douglas havia originalmente escolhido escalar Bethmann em vez de Simmons porque imaginava Varinia tendo um sotaque notavelmente diferente dos romanos aristocráticos, que seriam interpretados principalmente por atores com sotaque britânico.[23]

Spartacus foi filmado usando o formato 35 mm Super Technirama 70 [48]e depois ampliado para filme de 70 mm. Esta foi uma mudança para Kubrick, que preferiu usar o formato esférico padrão. Este processo permitiu-lhe atingir ultra-alta definição e capturar grandes cenas panorâmicas. O diretor queria filmar o filme em Roma com extras e recursos baratos, mas Edward Muhl, presidente da Universal Pictures, queria fazer um exemplo do filme e provar que um épico de sucesso poderia ser feito em Hollywood, e "conter a onda de produtores 'fugitivos' indo para a Europa".[49] As cenas de batalha foram filmadas em uma vasta planície nos arredores de Madrid e cerca de 8.000 soldados treinados da infantaria espanhola foram usados para atuar como o exército romano. No entanto, o cineasta acabou tendo que cortar quase todas as cenas de batalha sangrentas devido às reações negativas do público nas exibições de teste.[50] Os locais de filmagem também incluíram o interior perto de Guadalajara e Iriépal.[51]

Disputas surgiram durante as filmagens. O diretor de fotografia Russell Metty que é um veterano com experiência trabalhando em clássicos como The Stranger (1946) e Touch of Evil (1958) de Orson Welles e Bringing Up Baby (1938) de Howard Hawks,[52] reclamando das instruções extremamente precisas e detalhadas de Kubrick para o trabalho de câmera e discordava do uso da luz feito por ele. Em uma ocasião, acabou por ameaçar sair da produção, ao que Kubrick lhe disse: "Você pode fazer seu trabalho sentado em sua cadeira e calado. Eu serei o diretor de fotografia".[53] Metty mais tarde ganhou o Oscar de Melhor Fotografia.[54] O cineasta queria filmar em um ritmo lento de duas configurações de câmera por dia, mas o estúdio insistiu pelo contrário.[49] Houve também discussões entre ele e Trumbo pois o diretor discordava que o herói tivesse falhas.[55]

Apesar de o longa-metragem ter sido um enorme sucesso de bilheteria, ganhando quatro Oscars e sendo considerado um dos melhores épicos históricos, Kubrick posteriormente se distanciou dele. Embora sua autoria possa ser vista durante o arco final, seu contrato não lhe deu controle total sobre as filmagens, a única ocasião em que ele não exerceu tal controle sobre um de seus filmes.[56]

Trilha sonora

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A trilha sonora original de Spartacus foi composta e conduzida pelo seis vezes indicado ao Oscar Alex North. Misturando modernismo com leitmotiv e após extensa pesquisa de música daquele período, North reuniu uma coleção de instrumentos antigos, embora não autenticamente romanos, que forneceram um forte efeito dramático. Esses instrumentos incluíam um sarrusofone, uma flauta doce israelense, um oboé chinês, alaúde, bandolim, uma flauta iugoslava, cítara, um dulcimer e gaita de fole. O instrumento premiado de North foi o ondioline, semelhante a uma versão anterior do sintetizador eletrônico, que nunca havia sido utilizado no cinema até então.[57][58]

Em 2010, a Varèse Sarabande lançou uma edição limitada de colecionador de 5.000 cópias, contendo seis CDs, um DVD e um livreto de 168 páginas. O primeiro disco continha todos os 72 minutos da trilha sonora que sobreviveram em estéreo, incluindo todas as músicas do álbum de 1960. O segundo e o terceiro continham a trilha sonora completa de Spartacus, em mono. O disco quatro continha pistas alternativas e preliminares das sessões de gravação originais. Os discos cinco e seis continham regravações do icônico tema de amor do filme, adaptado por vários compositores de filmes modernos e outros músicos. O DVD tem um documentário entrevistando esses mesmos músicos sobre o impacto da trilha sonora.[59]

Comentário político, cristianismo e recepção

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O filme traça um paralelo à história americana da década de 1950, especificamente às audiências do Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara (HUAC) e ao movimento pelos direitos civis. As audiências do HUAC, onde testemunhas eram pressionadas a "citar nomes" de comunistas e simpatizantes, espelham a cena climática quando os escravos derrotados, ordenados por Crasso a identificar seu líder na multidão, se levantam individualmente e proclamam: "Eu sou Spartacus". Howard Fast, autor do romance original, escreveu Spartacus enquanto estava na prisão por se recusar a citar nomes aos investigadores do HUAC.[60] A luta para acabar com a segregação e estender a igualdade aos afro-americanos é simbolizada na diversidade racial na escola de gladiadores, bem como no exército de Spartacus, onde todos devem lutar pela liberdade.[61] Outra alusão à situação política nos Estados Unidos é sugerida no início, quando Roma é descrita como uma república "fatalmente atingida por uma doença chamada escravidão humana", descrevendo o protagonista como um "filho orgulhoso e rebelde sonhando com a morte da escravidão, 2000 anos antes de ela finalmente morrer". Assim, uma visão ética e política se torna uma estrutura filosófica para a ação subsequente.[62]

Roma é descrita como um estado opressor que sofre com os seus próprios excessos nos anos anteriores à adopção das crenças cristãs para pôr fim à opressão e à escravatura romanas.[63]

Embora o lançamento do filme tenha recebido aplausos da grande mídia, gerou protestos de grupos de direita e anticomunistas, como a Legião Nacional da Decência, que fizeram piquetes em cinemas que exibiam o longa-metragem. A controvérsia sobre sua "legitimidade como expressão artística das aspirações nacionais" continuou até que o recém-eleito presidente dos EUA, John F. Kennedy, cruzou uma linha de piquete montada por organizadores anticomunistas para assistir Spartacus.[64]

Lançamento

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cartaz de cinema pós-Oscar por Reynold Brown (1961)

O filme foi exibido ao público em 6 de outubro de 1960, no DeMille Theatre de Nova Iorque, após quatro dias de pré-estreias exclusivas.[65] Durante seu primeiro ano, foi exibido em apenas 188 cinemas nos Estados Unidos e no Canadá, permanecendo mais de um ano em cartaz no DeMille antes de se transferir para o RKO Palace Theatre e estrear nos cinemas do circuito nova-iorquino durante o Dia de Ação de Graças de 1961.[1][66]

O filme foi relançado em 1967, sem 23 minutos que faziam parte da versão original. Para o relançamento de 1991, esses mesmos 23 minutos foram restaurados por Robert A. Harris, juntamente com outros cinco minutos que haviam sido cortados antes da estreia de 1960.

Restauração de 1991

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A ideia para a restauração surgiu quando a American Cinematheque solicitou à Universal Pictures uma cópia de Spartacus para um festival comemorativo de três dias (13 a 15 de outubro de 1989), em homenagem à The Bryna Company e às realizações de Kirk Douglas como produtor executivo.[67] A Universal informou posteriormente que os negativos originais haviam sido cortados duas vezes e que as cores estavam seriamente desbotadas.[68] Steven Spielberg apoiou o projeto e sugeriu que Stanley Kubrick fosse informado. Kubrick, que havia renegado o filme, aprovou a iniciativa e forneceu instruções detalhadas por telefone e fax de Londres.[68] A cópia pessoal de Kubrick, doada ao Museu de Arte Moderna, não pôde ser usada por razões de preservação. Foram utilizadas cópias em preto e branco de separação do estúdio, criadas em 1960, e o laboratório precisou desenvolver uma nova lente para reproduzir o formato Technirama sem perda de qualidade. A restauração custou cerca de US$ 1 milhão.[69][70]

Uma equipe de 30 arquivistas restaurou diversas sequências de batalha violentas que haviam sido removidas após reações negativas em exibições de teste. Entre as cenas recuperadas estava uma sequência de banho em que o general romano Crasso tenta seduzir seu escravo Antonino, utilizando uma analogia entre “comer ostras” e “comer caracóis” para expressar a ideia de que a preferência sexual é uma questão de gosto, não de moral. A cena de quatro minutos havia sido cortada após objeções da Legião Nacional da Decência.[71] Quando o longa-metragem foi restaurado (dois anos após a morte de Laurence Olivier), a gravação original dessa cena estava perdida e precisou ser dublada. Tony Curtis, então com 66 anos, regravou suas falas, enquanto a voz de Crasso foi interpretada por Anthony Hopkins,[71] indicado pela viúva de Olivier, Joan Plowright. Hopkins, que havia sido pupilo do falecido no Royal National Theatre, já havia interpretado Crasso no álbum musical Jeff Wayne's Musical Version of Spartacus. As falas foram gravadas separadamente.[69]

Para o relançamento teatral de 1991, a Universal Pictures fez parceria com o American Film Institute, exibindo a versão restaurada no Directors Guild of America Theater em 25 de abril. A renda foi revertida para o AFI Preservation Fund e a The Film Foundation. A estreia geral ocorreu no dia seguinte em Los Angeles, Nova Iorque e Toronto, expandindo-se para mais 31 cidades na semana seguinte.[68]

Mídia doméstica

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O filme foi lançado pela primeira vez em VHS em 1985 pela MCA Home Video,[72] em uma versão reconstruída que reintegrava a maior parte das cenas cortadas de relançamentos posteriores.[73] A versão restaurada foi lançada em VHS pela MCA/Universal em novembro de 1991,[74] e posteriormente em LaserDisc pela The Criterion Collection no ano seguinte.[75] A Criterion lançou a edição em DVD em 2001.[76]

O Blu-ray de 2010, lançado pela Universal Pictures Home Entertainment, foi amplamente criticado pela baixa qualidade de imagem e som, tornando-se um lançamento controverso e de vendas fracas.[77]

Em 2015, pelo 55º aniversário do longa-metragem, foi realizada uma extensa restauração digital em 4K, a partir de um escaneamento em 6K da reconstrução de 1991, com consultoria de Robert A. Harris.[78] A restauração de 2015 possui 12 minutos adicionais e o áudio original de seis canais foi remixado em DTS-HD Master Audio 7.1. O relançamento em Blu-ray ocorreu em 6 de outubro de 2015, com resolução 1080p e proporção de 2.20:1. Os extras incluíam um documentário sobre a restauração, uma entrevista com Kirk Douglas e conteúdos da edição da Criterion.[79]

Em 21 de julho de 2020, a Universal Pictures Home Entertainment lançou o filme em Ultra HD Blu-ray.[80]

A restauração de 2015 estava inicialmente programada para estrear no TCM Classic Film Festival em março de 2015,[81] mas foi retirada do festival[82] e de uma exibição em Chicago em julho de 2015, pois a restauração ainda não estava concluída.[83] A versão DCP da restauração foi exibida no Film Forum de Nova Iorque entre 4 e 12 de novembro de 2015.[84][85]

Recepção

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Bilheteria

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Spartacus foi um sucesso comercial em seu lançamento e tornou-se o filme de maior bilheteria de 1960. Em seu primeiro ano, exibido em 304 locais (incluindo 116 em 25 países fora dos Estados Unidos e Canadá), arrecadou cerca de 17 milhões de dólares,[1] incluindo quase 1,5 milhão de dólares provenientes de mais de meio milhão de ingressos vendidos em pouco mais de um ano no DeMille Theatre.[66] Em janeiro de 1963, o filme havia obtido aluguel teatral de 14 milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá.[86] O relançamento em 1967 elevou os lucros norte-americanos para 14,6 milhões de dólares.[87]

Recepção crítica

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Trailer do filme de 1960

A Variety declarou em sua crítica contemporânea que "Spartacus parece ter o que é necessário para satisfazer as multidões... Kubrick superou o velho mestre Cecil B. DeMille em espetáculo, sem jamais permitir que a história ou os personagens centrais se perdessem em meio à grandiosidade. Ele demonstra aqui talento técnico e compreensão dos valores humanos".[88] John L. Scott, do Los Angeles Times, elogiou o "elenco fabuloso", o "roteiro habilidoso" de Dalton Trumbo e as "impressionantes" cenas de batalha climáticas, escrevendo: "Aqui o jovem diretor Stanley Kubrick mostra que, de agora em diante, deve ser levado a sério. Seu uso da câmera e a direção de atores são muito eficazes e habilidosos."[89]

Richard L. Coe, do The Washington Post, escreveu que Spartacus "alcança o improvável triunfo de ser íntimo em grande escala, um espetáculo longo e consistentemente interessante por diferentes razões em cada cena".[90] O Harrison's Reports o classificou como "muito bom. Um espetáculo estrelado para quem pensa".[91] Brendan Gill, da The New Yorker, escreveu que os discursos do protagonista "soam muito mais como Howard Fast... falando consigo mesmo nos anos 1950 do que como um guerreiro analfabeto do primeiro século antes de Cristo. O que redime o filme são várias atuações fortes, especialmente as de Peter Ustinov e Laurence Olivier; o interesse intrínseco dos detalhes físicos (interiores romanos fielmente recriados, legiões marchando como realmente marchavam); e a segurança direcional de Kubrick, que conduz as cenas de multidão com graça extraordinária".[92] Stanley Kauffmann, escrevendo para a The New Republic, definiu Spartacus como "um espetáculo divertido, ainda que sem profundidade, com muitas cenas bem executadas, tanto íntimas quanto panorâmicas".[93]

Nem todas as críticas foram positivas. Bosley Crowther, do The New York Times, chamou o filme de "drama irregular e inconsistente" que "acaba sendo uma mistura romântica de um episódio estranho da história. As atuações são igualmente desiguais. O Sr. Douglas adota um estilo direto e rude contrastando com a precisão toga-vestida de Laughton e a elegância aristocrática de Olivier".[94] Para o The Monthly Film Bulletin Spartacus fora "decepcionante", observando que "apesar do enorme investimento, dos recursos técnicos e de uma equipe talentosa, muito de Spartacus cai nos velhos clichês e sentimentalismos". A crítica também notou que Douglas "provavelmente tem menos falas do que qualquer outro herói na história do cinema. Infelizmente, ele não compensa isso com expressividade, mantendo a mesma rigidez facial durante mais de três horas de provações".[95] Quando lançado, o longa-metragem foi atacado pela Legião Nacional da Decência e pela colunista Hedda Hopper devido à ligação com o roteirista Dalton Trumbo. Hopper afirmou: "A história foi vendida à Universal a partir de um livro escrito por um comunista, e o roteiro também foi escrito por um — portanto, não vá assistir".[96]

Roger Ebert, ao avaliar a versão restaurada de 1991, concedeu três de quatro estrelas e escreveu: "Duas coisas resistem melhor ao tempo: a força das cenas de batalha e a qualidade de certas atuações — especialmente o vigor de Olivier, a força de Douglas e a leve ironia de Laughton diante das fraquezas humanas. A atuação mais divertida do filme, sempre espirituosa, é de Ustinov, que rouba a cena (ele ganhou um Oscar)".[97]

No Rotten Tomatoes, o filme possui um índice de aprovação de 94%, baseado em 63 críticas, com nota média de 8,2/10. O consenso crítico afirma: "Apresentando atuações excelentes e ação épica, o épico de espadas e sandálias restaurado de Kubrick é um verdadeiro clássico".[98] No Metacritic, possui uma média ponderada de 87 pontos com base em 17 críticas, indicando "aclamação universal".[99]

Prêmios e indicações

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Prêmio Categoria Indicado(s) Resultado
Oscar[100] Melhor ator coadjuvante Peter Ustinov Venceu
Melhor direção de arte – Colorido Alexander Golitzen, Eric Orbom, Russell A. Gausman e Julia Heron Venceu
Melhor Cinematografia – Colorida Russell Metty Venceu
Melhor design de produção – Colorido Arlington Valles e Bill Thomas Venceu
Melhor montagem Robert Lawrence Indicado
Melhor trilha sonora: comédia ou musical Alex North Indicado
British Academy Film Awards melhor filme Stanley Kubrick Indicado
Golden Globe Awards[101] melhor filme dramático Venceu
melhor ator em filme dramático Laurence Olivier Indicado
Melhor ator coadjuvante em cinema Woody Strode Indicado
Peter Ustinov Indicado
Melhor diretor Stanley Kubrick Indicado
melhor banda sonora original Alex North Indicado
Golden Reel Awards Best Sound Editing – Feature Film Venceu
Huabiao Awards Outstanding Translated Foreign Film Venceu
International Film Music Critics Awards Best Archival Release of an Existing Score Alex North; Robert Townson, Matthew Joseph Peak and Bill Pitzonka Venceu
Laurel Awards Top Performance dramática masculina Kirk Douglas Indicado
Top Male Supporting Performance Peter Ustinov Indicado
National Film Preservation Board National Film Registry Inducted
Online Film & Television Association Awards Hall of Fame – Motion Picture Venceu
Saturn Awards Best DVD Collection Spartacus (as part of the Stanley Kubrick: The Essential Collection) Venceu
Writers Guild of America Awards Best Written American Drama Dalton Trumbo Indicado

Em junho de 2008, o American Film Institute revelou sua lista "10 Top 10" — que elencou os dez melhores filmes em dez gêneros clássicos do cinema norte-americano — após consultar mais de 1.500 membros da comunidade criativa. Spartacus foi reconhecido como o quinto melhor filme no gênero épico.[102][103] O AFI também classificou Spartacus como o 81º maior filme do cinema norte-americano em 2007.[104]

Listas do American Film Institute

Em 2025, o The Hollywood Reporter classificou Spartacus como o longa-metragem com as melhores cenas de dublês de 1960.[111]

"I'm Spartacus! I'm Spartacus!"

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A cena mais famosa do filme acontece quando os escravos recapturados são ofertados com suas vidas se identificarem Spartacus mas Antoninus se autoproclama Spartacus e o restante dos sobreviventes fazem o mesmo. O documentário Trumbo (2007), sugere que essa cena tinha como objetivo dramatizar a solidariedade daqueles acusados de serem simpatizantes comunistas durante a era McCarthy, que se recusaram a implicar outros e, portanto, foram colocados na lista negra.[112]

Esta cena é a base para uma piada interna na próxima produção de Kubrick, Lolita (1962), onde Humbert (James Mason) pergunta a Clare Quilty (Peter Sellers): "Você é Quilty?", ao que ele responde: "Não, eu sou Spartacus. Você veio para libertar os escravos ou algo assim?".[113] Muitos filmes, programas de televisão e anúncios subsequentes fizeram referência ou paródias da cena icônica. Um deles é o A Vida de Brian (1979) dos comediantes Monty Python, que inverte a situação ao retratar um grupo inteiro passando por crucificação, todos alegando ser Brian, que, como acaba de ser anunciado, é elegível para libertação ("Eu sou Brian." "Não, eu sou Brian." "Eu sou Brian e minha esposa também.").[113] Durante o episódio "Gossip" da versão americana de The Office, Michael Scott inadvertidamente revela que não entende o sentido da frase "Eu sou Spartacus!". Ele diz: "Já vi esse filme meia dúzia de vezes e ainda não sei quem é o verdadeiro Spartacus", o que, segundo ele, torna a obra um "clássico policial".[114] O áudio da cena também foi tocado no início de cada show pela banda Pink Floyd da turnê The Wall Live (2010–2013) como uma introdução à música "In the Flesh?".[115]

No longa-metragem That Thing You Do! (1996), o baterista Guy Patterson (Tom Everett Scott) usa a frase de efeito (como "Eu sou Spartacus") inúmeras vezes para se identificar. Mais tarde, ele espontaneamente nomeia seu solo de jazz característico "Eu sou Spartacus" no estúdio e então improvisa com Del Paxton (Bill Cobbs).[116]

A cena é referenciada na série de televisão Spartacus: War of the Damned (2013) da Starz, onde muitos dos tenentes de Spartacus afirmam ser ele enquanto atacam diferentes áreas do interior da Itália. No entanto, o propósito por trás da fala é diferente neste caso, pois Spartacus e seus companheiros estão tentando confundir seus adversários romanos sobre o paradeiro do líder rebelde.[117]

Em outras mídias

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Il Figlio di Spartacus é uma sequência não oficial produzida na Itália de 1962 do filme.[118]

Spartacus ganhou uma adaptação para quadrinhos na revista Four Color da Dell Comics em novembro de 1960.

Bibliografia

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Referências

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