Finding Nemo

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Finding Nemo
À Procura de Nemo (PT)
Procurando Nemo (BR)
Pôster original do filme.
 Estados Unidos
2003 •  cor •  100 min 
Direção Andrew Stanton
Codireção Lee Unkrich
Produção Graham Walters
Produção executiva John Lasseter
Roteiro
História Andrew Stanton
Elenco
Gênero Animação, Aventura, Comédia
Música Thomas Newman
Cinematografia
  • Sharon Calahan
  • Jeremy Lasky
Edição David Ian Salter
Companhia(s) produtora(s) Pixar Animation Studios
Distribuição Walt Disney Studios Motion Pictures
Lançamento
  • Estados Unidos 30 de Maio de 2003
  • Brasil 4 de Julho de 2003
  • Portugal 5 de Dezembro de 2003
Idioma Inglês
Orçamento US$ 94 milhões[1]
Receita US$ 940 335 536[1]
Cronologia
Finding Dory (2016)
Página no IMDb (em inglês)
Finding Nemo logo.svg

Finding Nemo (Procurando Nemo (título no Brasil) ou À Procura de Nemo (título em Portugal)) é um filme estadunidense de 2003 de animação computadorizada, o quinto filme produzido pela parceria entre os estúdios Disney e a Pixar, vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação, e indicado aos prêmios de Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora Original, e Melhor Edição de Som.

A animação, completamente em 3D, traz também as tradicionais referências dos filmes anteriores da Pixar, como um mundo onde peixes e outros seres marinhos vivem numa sociedade semelhante à de seres humanos. As primeiras pesquisas para a produção do filme começaram em 1997, seis anos antes, portanto, de sua finalização. A história de Nemo e Marlin recebeu grande inspiração dos relacionamentos dos diretores com seus próprios filhos. A narrativa era ambientada na Grande Barreira de Coral, na Austrália; para dar maior realidade e autenticidade, as vozes originais dos dubladores eram de atores australianos e que tinham pelo menos uma característica semelhante a do personagem.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Marlin, um Peixe-Palhaço, pai superprotetor, depois de perder sua ninhada e sua esposa, decide criar seu único filho, Nemo, com todo o cuidado do mundo. No primeiro dia de aula do peixinho, no entanto, acaba exagerando um pouco na sua proteção, e faz seu filho passar vergonha. Este, revoltado, começa uma discussão acalorada com seu pai e, desobedecendo-o, nada para fora do recife onde estavam, onde nenhum peixe ousaria ir, só para provocá-lo. Nesse momento, Nemo acaba sendo capturado por dois mergulhadores, que acabam levando-o de barco para muito longe.

Desesperado, Marlin decide entrar em ação e parte em busca de seu tão amado filho, nadando pelo mar aberto. Objetivando encontrar Nemo, ele acaba conhecendo Dory, uma Cirurgiã-Paleta, que decide acompanhá-lo na sua jornada. O problema é que esta sofre de um problema grave: perda de memória recente, o que poderia dificultar muito a busca.

Enquanto isso, Nemo também tem de viver uma intensa experiência com seus novos amigos, habitantes de um aquário. Lá, ele precisa contar com a ajuda deles para se livrar do destino que lhe foi reservado: se tornar o animal de estimação de uma terrível garota.

Nessa aventura, Marlin e Dory, em busca de Nemo, precisam passar por vários momentos nos quais se encontram outras criaturas, perigosas ou não perigosos, como um grupo de tubarões, um peixe-pescador, uma floresta de águas-vivas e até um bando de tartarugas bem amigáveis.

Polêmica[editar | editar código-fonte]

O filme foi alvo de uma polêmica, sendo o motivo de um ação judicial do escritor francês de livros infantis Franck Le Calvez contra os estúdios Disney e Pixar. O autor acusa os réus de plagiarem o personagem “Pierrot”, herói de seu livro Pierrot, le Poisson Clown ("Pierrot, o Peixe-Palhaço", em tradução livre). O livro que conta as aventuras de Pierrot foi lançado em novembro de 2002, um ano antes da animação. Segundo Le Calvez, o personagem “Pierrot” existiria desde 1995, num desenho animado escrito pelo próprio autor, porém nunca realizado. De acordo com a rede BBC, o autor pedia a proibição de qualquer produto copiando a marca Pierrot, de criação sua e registrada nos organismos de defesa dos direitos autorais da França em 1995. O advogado de Le Calvez, Pascal Kamina, afirmou à agência de notícias France Presse, que há semelhanças também nos personagens coadjuvantes, como o peixe cirurgião e o camarão limpador. A Disney/Pixar negou a acusação.

Em abril de 2005, a justiça francesa deu ganho de causa à Disney e Pixar Animation. Ficou demonstrado que os personagens de "Procurando Nemo" já existiam no papel em 2000 (a produção começou após o lançamento de Toy Story 2, em 1999) e que o autor francês já sabia de sua existência quando registrou sua marca, caracterizando tentativa de fraude. Ele foi condenado a pagar 61 000 euros (ou 80 000 dólares) em danos e custas. Em março do mesmo ano, o autor já perdera outra causa. No caso, a corte francesa considerou que os dois personagens (Pierrot e Nemo/Marlin) eram semelhantes, ambos tinham um largo sorriso e três listras brancas na lateral do corpo, mas isso não era suficiente para caracterizar plágio. Nesta ação, o autor francês foi condenado a pagar 38 000 euros em danos à Disney e Pixar Animation, além de reembolsar as custas advocatícias das duas empresas e da editora francesa Disney-Hachette Editions, somando mais 69 000 euros de penalidade.[2]

Elenco[editar | editar código-fonte]

Relançamento[editar | editar código-fonte]

Em 2012, Procurando Nemo foi relançado em 3D, com a data para 14 de setembro de 2012 para os Estados Unidos. Para o Brasil, o relançamento ocorreu no dia 12 de outubro de 2012.

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

O filme entrou para a história como a animação mais rentável de todos os tempos, arrecadando 70,3 milhões de dólares em sua estreia, chegando ao total de 921 milhões de dólares em todo o mundo.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Finding Nemo tornou-se num dos maiores sucessos da Pixar. Com classificação de 99 % em base de 238 críticas, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: "Animação de tirar o fôlego, o trabalho vocal talentoso e um roteiro bem escrito somam mais um sucesso da Pixar".[4]

Sequência[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Finding Dory

Em 17 de julho de 2012 a Pixar Animation Studios confirmou Finding Dory, que foi lançado em 17 de junho de 2016. Andrew Stanton retornou na direção do longa.[5]

Premiações[editar | editar código-fonte]

Oscar 2004

Ano Categoria Resultado
2004 Melhor Filme de Animação Venceu
Melhor Roteiro Original Indicado
Melhor Trilha Sonora Indicado
Melhor Edição de Som Indicado

Globos de Ouro 2004

Ano Categoria Resultado
2004 Melhor Filme (Comédia/Musical) Indicado
Melhor Trilha Sonora Indicado

MTV Movie Awards 2004

Ano Categoria Obs. Resultado
2004 Melhor Filme Indicado
Melhor Comediante Ellen DeGeneres, Dubladora da Dory Indicado

Referências

  1. a b «Finding Nemo (2003) - Box Office Mojo» (em inglês). Box Office Mojo. Consultado em 28 de dezembro de 2012 
  2. Frenchman loses Nemo copy claim, BBC (em inglês)
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w «Elenco». Procurando Nemo (2003). Omelete. Consultado em 22 de junho de 2017 
  4. «Finding Nemo» (em inglês). Rotten Tomatoes. Consultado em 21 de fevereiro de 2014 
  5. «'Procurando Nemo' terá continuação em 2016». Grupo Abril. Exame. 17 de julho de 2012. Consultado em 18 de julho de 2012 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]