Betty Boop

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Betty Boop
Personagem fictícia de Betty Boop
Betty Boop patent fig1.jpg
Primeiro design da personagem em forma humana
Nome original Betty Boop
Origem Estadunidense de ascendência judaica
Sexo Feminino
Espécie Humano
Ocupação Nenhuma
Amigo(s) Koko the Clown
Bimbo
Syndicate (s) King Features Syndicate
Criado por Max Fleischer
Grim Natwick
Voz Margie Hines (1930–1932, 1938–1939)
Ann Rothschild (1931–1933)
Mae Questel (1931–1938, 1988)
Kate Wright (1932, 1938)
Bonnie Poe (1933–1934, 1938)
Victoria D'orazi (1980)
Bernadette Peters (1981, 1993)
Desiree Goyette (1985)
Melissa Fahn (1989, 2004–2008)
Sue Raney (1993)
Cheryl Chase (2002)
Tara Strong (commerciais)
Sandy Fox (commerciais)
Cindy Robinson (oficial)
Primeira aparição Dizzy Dishes (1930)
(Protótipo)
Stopping the Show
(Oficial)
Última aparição Rhythm on the Reservation
(Oficial)
Espécie Humano

Betty Boop é uma personagem de desenho animado criada por Max Fleischer e desenhada por Grim Natwick,[1] ela apareceu na série de curtas de animação Talkartoons, produzida pelo Fleischer Studios e distribuída pela Paramount Pictures.

Betty tinha um jeito de garota independente e provocadora, sempre com as pernas de fora, exibindo uma cinta-liga. A personagem estreou em 9 de agosto de 1930, no curta Dizzy Dishes espelhando-se nas divas desta década, ao som de muito jazz (Big Bands). Mas Betty Boop ficou famosa mesmo quando interpretou "Boop-Oop-a Doop-Girl", de Helen Kane, e, enfim, entrou para a história, participando de mais de 100 animações.[1]

Os comerciantes redescobriram Betty Boop na década de 1980,[1] os produtos inspirado em Betty Boop se distanciam muito dos desenhos animados, uma vez que muito não têm conhecimento dela como uma criação cinematográfica. Grande parte desse produtos a colocam na sua forma, mais sexy, tornando a personagem popular em todo mundo.

A propriedade dos desenhos animados de Betty Boop mudou de mãos ao longo das décadas intervenientes devido a uma série de fusões, aquisições e alienações (envolvendo principalmente a Republic Pictures e em 2006, pela divisão corporativa da controladora Viacom em duas empresas separadas). Atualmente, a Olive Films (sob licença da Paramount) detém os direitos de home video e a Trifecta mantém direitos de transmissão televisiva. A personagem e a marca registrada são de propriedade do Fleischer Studios, com produtos licenciados pela King Features Syndicate.[2][nota 1]

No Brasil, Betty foi dublada por Lina Rossana.

Origens[editar | editar código-fonte]

Helen Kane e Betty Boop, abril de 1932
Betty Boop em Poor Cinderela (1934)

Betty Boop fez sua primeira aparição em 9 de agosto de 1930, em Dizzy Dishes, o sexto na série Talkartoon de Fleischer. Embora a atriz Clara Bow seja como o modelo para Betty, ela realmente começou como uma caricatura da cantora Helen Kane. Em sua primeira aparição, a personagem foi criada originalmente como uma espécie de um poodle francês antropomorfizado.[1]

Após sua primeira aparição, Betty Boop foi redesenhada como uma personagem humana em 1932, no desenho Any Rags. Suas orelhas moles de poodle se tornaram brincos de argola, e seu nariz preto canino passou a ser nariz humano. Betty Boop apareceu como um personagem coadjuvante em 10 desenhos animados como uma garota flapper, ou seja, uma garota toda arrumada vestindo saia curta.

Embora tenha sido assumido que o primeiro nome de Betty tenha sido criado em 1931, a Betty de Betty Co-ed é uma personagem completamente diferente. Mesmo que a música pode ter levado a eventual batismo de Betty, qualquer referência a Betty Co-ed como a estreia de Betty incorreta, embora o site oficial Betty Boop descreva o personagem-título como um "protótipo" de Betty. Há pelo menos 12 curtas da série Screen Songs com Betty Boop ou um personagem similar. Betty apareceu no primeiro desenho animado "Color Classic" Poor Cinderela, sua única aparição colorida nos cinemas em 1934, ela foi retratada com cabelo vermelho ao contrário de seu tradicional cabelo preto.

Durante as primeiras aparições, a voz de Betty foi feita pela Margie Hines. Além desta, a voz da Betty foi feita por várias atrizes, que incluem Kate Wright, Bonnie Poe, Ann Rothschild (também conhecida como Little Ann Little), entre outras. A voz mais conhecida de Boop foi Mae Questel, que a interpretou em vários curtas, desde 1931 até 1938, e também fez a voz da personagem no filme Who Framed Roger Rabbit em 1988. Hoje em dia, durante os comerciais, sua voz é feita pelas atrizes Cindy Robinson, Sandy Fox, Cheryl Chase e Tara Strong.

Histórias em quadrinhos[editar | editar código-fonte]

A tira de jornal de Betty Boop por Bud Counihan (com auxílio de Hal Seeger, que trabalhava no Fleischer Studios) foi distribuída pela King Features Syndicate entre 1934 a 1937. De 1984 a 1988, uma tira ao lado do Gato Félix, as tiras foram distribuídas pela King Features Syndicate e produzidas pelo filhos de Mort Walker: Brian, Neal, Greg, e Morgan.[4] Em 1990, a First Publishing publicou a graphic novel Betty Boop's Big Break,[5] escrita por Joshua Quagmire, ilustrada por Milton Knight, arte-finalizada por Leslie Cabarga e colorida de Michael McCormick.[6]


Em 2014 a Titan Comics anunciou o lançamento de The Definitive Betty Boop: The Classic Comic Strip Collection, uma edição encadernada das tiras de 1934 a 1937.[7]

Em julho de 2015 a Dynamite Entertainment anunciou que obteve a licença para produzir revistas em quadrinhos, graphic novels e republicar as tiras em edições encadernadas.[8] Em outubro de 2016, a editora lançou uma nova série, com roteiros de Roger Langridge e desenhos de Giséle Lagacé e capa de Howard Chaykin.[9]

Televisão e home-video[editar | editar código-fonte]

Betty Boop colorizada.

Em 1955, os 110 curtas de Betty foram vendidos para a empresa de syndication, UM & M. TV Corporation, que foi adquirida pela National Telefilm Associates (NTA) em 1956,na década de 1970, a NTA enviou os desenhos em preto e branco de Betty para a Coreia do Sul, onde foram colorizados.[1][10] A NTA foi reorganizada em 1985 como Republic Pictures, que foi vendida em 2012, e tornou-se Melange Pictures, uma filial da Viacom, a empresa-mãe da Paramount. A Paramount distribuí os curtas de Betty para o mercado de home video. Os direitos de transmissão televisiva são agora tratados em nome da Paramount por Trifecta Entertainment & Media, que por sua vez foram herdadas de CBS Television Distribution, sucessor de várias empresas coligadas, incluindo Worldvision Enterprises, Republic Pictures Television e NTA.

Betty Boop apareceu em dois especiais de televisão, The Romance of Betty Boop em 1985, que foi produzido por Lee Mendelson e Bill Meléndez, a mesma equipe criativa por trás dos especiais dos Peanuts; e em 1989: The Betty Boop Movie Mystery. Ela fez aparições em comerciais de televisão[11] e no filme Who Framed Roger Rabbit. Projetos de série de televisão foram concebidos, porém nenhum deles se concretizou.

Em 11 de Fevereiro de 2016 o site Deadline.com divulgou que uma nova série animada de 26 episódios estava sendo produzida, produzida pela Normaal Animation, em parceria com o Fleischer Studios e a King Features, prevista para ser lançada em 2018.[12]

Longa-metragens de animação[editar | editar código-fonte]

Em 1993 havia um projeto para um filme de animação de Betty Boop, porém, acabou sendo cancelado. Em 14 de agosto, de 2014, foi anunciado que a produtora Syco de Simon Cowell e o estúdio de animação Animal Logic estão produzindo um longa-metragem baseado na personagem.[13]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

1932[editar | editar código-fonte]

No. Filme Animador(es) Data de lançamento original
1 Stopping the Show (com Fanny Brice e Maurice Chevalier) Roland Crandall
Rudolph Eggeman
12 de Agosto
2 Betty Boop's Bizzy Bee Seymour Kneitel
Bernard Wolf
19 de Agosto
3 Betty Boop, M.D. Willard Bowsky
Thomas Goodson
2 de Setembro
4 Betty Boop's Bamboo Isle (música por Royal Samoans e Miri) Seymour Kneitel
Bernard Wolf
23 de Setembro
5 Betty Boop's Ups and Downs Willard Bowsky
Ugo D'Orsi
14 de outubro
6 Betty Boop for President Seymour Kneitel
Roland Crandall
4 de Novembro
7 I'll Be Glad When You're Dead You Rascal You (música por Louis Armstrong) Willard Bowsky
Ralph Somerville
25 de Novembro
8 Betty Boop's Museum William Henning
Reuben Timinsky
16 de Dezembro

1933[editar | editar código-fonte]

No. Filme Animador(es) Data de lançamento original
9 Betty Boop's Ker-Choo Seymour Kneitel
Bernard Wolf
6 de Janeiro
10 Betty Boop's Crazy Inventions Ugo D'Orsi
Willard Bowsky
Bernard Wolf
27 de Janeiro
11 Is My Palm Read? David Tendlar
William Henning
17 de Fevereiro
12 Betty Boop's Penthouse Willard Bowsky 10 de Março
13 Snow White (música por Cab Calloway) Roland Crandall 31 de Março
14 Betty Boop's Birthday Party Seymour Kneitel
Myron Waldman
21 de Abril
15 Betty Boop's May Party David Tendlar
William Henning
12 de Maio
16 Betty Boop's Big Boss Bernard Wolf
David Tendlar
2 de Junho
17 Mother Goose Land Roland Crandall
Seymour Kneitel
23 de Junho
18 Popeye the Sailor Seymour Kneitel
Roland Crandall
14 de Julho
19 The Old Man of the Mountain (música por Cab Calloway) Bernard Wolf
Thomas Johnson
4 de Agosto
20 I Heard (música por Don Redman) Willard Bowsky
Myron Waldman
1 de Setembro
21 Morning, Noon and Night (música por Rubinoff) David Tendlar
Thomas Johnson
6 de Outubro
22 Betty Boop's Hallowe'en Party Willard Bowsky
Myron Waldman
3 de Novembro
23 Parade of the Wooden Soldiers (música por Rubinoff) William Henning
Seymour Kneitel
1 de Dezembro

1934[editar | editar código-fonte]

No. Filme Animador(es) Data de lançamento original
24 She Wronged Him Right 5 de Janeiro
25 Red Hot Mamma 2 de Fevereiro
26 Ha! Ha! Ha! Seymour Kneitel
Roland Crandall
2 de Março
27 Betty in Blunderland 6 de Abril
28 Betty Boop's Rise to Fame 18 de Maio
29 Betty Boop's Trial 15 de Junho
30 Betty Boop's Life Guard 13 de Julho
31 Poor Cinderella 3 de Agosto
32 There's Something About a Soldier 17 de Agosto
33 Betty Boop's Little Pal 21 de Setembro
34 Betty Boop's Prize Show 19 de Outubro
35 Keep in Style 16 de Novembro
36 When My Ship Comes In 21 de Dezembro

1935[editar | editar código-fonte]

No. Filme Animador(es) Data de lançamento original
37 Baby Be Good 18 de Janeiro
38 Taking the Blame 15 de Fevereiro
39 Stop That Noise 15 de Março
40 Swat the Fly 19 de Abril
41 No! No! A Thousand Times No!! 24 de Maio
42 A Little Soap and Water 21 de Junho
43 A Language All My Own 19 de Julho
44 Betty Boop and Grampy 16 de Agosto
45 Judge for a Day 20 de Setembro
46 Making Stars 18 de Outubro
47 Henry, the Funniest Living American 22 de Novembro
48 Little Nobody 18 de Dezembro

1936[editar | editar código-fonte]

No. Filme Animador(es) Data de lançamento original
49 Betty Boop and the Little King 31 de Janeiro
50 Not Now 28 de Fevereiro
51 Betty Boop and Little Jimmy 27 de Março
52 We Did It 24 de Abril
53 A Song A Day! 22 de Maio
54 More Pep 19 de Junho
55 You're Not Built That Way 17 de Julho
56 Happy You and Merry Me 21 de Agosto
57 Training Pigeons 18 de Setembro
58 Grampy's Indoor Outing 16 de Outubro
59 Be Human 20 de Novembro
60 Making Friends 18 de Dezembro

1937[editar | editar código-fonte]

No. Filme Animador(es) Data de lançamento original
61 House Cleaning Blues 15 de Janeiro
62 Whoops! I'm a Cowboy 12 de Fevereiro
63 The Hot Air Salesman 12 de Março
64 Pudgy Takes a Bow-Wow 9 de Abril
65 Pudgy Picks a Fight! 14 de Maio
66 The Impractical Joker 18 de Junho
67 Ding Dong Doggie 23 de Julho
68 The Candid Candidate 27 de Agosto
69 Service with a Smile 23 de Setembro
70 The New Deal Show 22 de Outubro
71 The Foxy Hunter 26 de Novembro
72 Zula Hula 24 de Dezembro

1938[editar | editar código-fonte]

No. Filme Animador(es) Data de lançamento original
73 Riding the Rails 28 de Janeiro
74 Be Up to Date 25 de Fevereiro
75 Honest Love and True 25 de Março
76 Out of the Inkwell 22 de Abril
77 The Swing School 27 de Maio
78 The Lost Kitten 24 de Junho
79 Buzzy Boop 29 de Julho
80 Pudgy the Watchman 12 de Agosto
81 Buzzy Boop at the Concert 16 de Setembro
82 Sally Swing 14 de Outubro
83 On With the New 2 de Dezembro
84 Thrills and Chills 23 de Dezembro

1939[editar | editar código-fonte]

No. Filme Animador(es) Data de lançamento original
85 My Friend the Monkey 28 de Janeiro
86 So Does an Automobile 31 de Março
87 Musical Mountaineers 12 de Maio
88 The Scared Crows 9 de Junho
89 Rhythm on the Reservation 7 de Julho
90 Yip Yip Yippy 11 de Agosto

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Betty Boop antes e depois do Código Hays

Conotações Sexuais[editar | editar código-fonte]

Em seus primeiros curtas, a personagem ultrapassava os padrões da sociedade nos anos 30, pois suas saias e vestidos eram muito curtos e mostravam suas pernas e costas inteiras sem nada para cobrir. Em várias cenas, mostravam a personagem só com suas roupas intimas.

"HA! HA! HA!"[editar | editar código-fonte]

O episódio de 1934, "HA! HA! HA!", foi bastante controverso na época de seu lançamento. Na história, Betty precisa arrancar o dente do palhaço Koko e, para acalmá-lo, decide usar o gás hilariante. O gás, porém, se espalha pela cidade inteira fazendo todos rirem. Esse episódio foi censurado no país por, supostamente, fazer apologia ao uso de drogas.

Código de produção 1934[editar | editar código-fonte]

A partir de 1 de julho de 1934, os curtas-metragens de Betty Boop sofreram alterações de acordo com o código Hays, que censurou algumas características da série e a aparência da personagem, porque antes os curtas-metragem eram direcionados para o público adulto,[14] mas passaram a ter histórias direcionadas ao público infantil.

De acordo com o código de produção, Max Fleischer redesenhou Betty, que deixou de usar roupas muito curtas e passou a vestir roupas que cobriam seu corpo até o pescoço. Seu cabelo passou a ter menos rolos. O código não permitia que a personagem e seu cão, chamado Bimbo, tivessem uma relação amorosa, que seria considerada zoofilia, como no curta Betty Boop's Little Pal (1934). Betty adotou como animal de estimação um cachorro comum chamado "Pudgy". Betty se tornou uma solteira politicamente correta, possuindo uma personalidade mais responsável e mais séria.

Em 1939, a produção dos curtas-metragens de Betty Boop foram encerradas, e sua última aparição foi no curta "Rhythm on the Reservation".

Legado cultural[editar | editar código-fonte]

Betty Boop serviu de inspiração para a personagem satírica Toot Braunstein, da série animada para adultos Drawn Together.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. No Brasil, o licenciamento é feito pela BR Licensing[3]

Referências

  1. a b c d e Worney Almeida de Souza (2012). «Betty Boop no Cinema». As Divertidas Aventuras de Betty Boop. [S.l.]: Kalaco 
  2. "Fleischer Studios - Contact". Fleischer Studios.
  3. BR Licensing - Betty Boop
  4. Strickler, Dave (1995). Syndicated Comic Strips and Artists, 1924–1995: The Complete Index. Cambria, Calif.: Comics Access. ISBN 0-9700077-0-1. OCLC 33053636
  5. John Cawley, Jim Korkis (1990). Cartoon superstars. [S.l.]: Pioneer Books. 27 páginas. ISBN 9781556982699 
  6. Worney Almeida de Souza (2012). «Betty Boop nos Quadrinhos». As Divertidas Aventuras de Betty Boop. [S.l.]: Kalaco 
  7. Titan anuncia coletânea de Betty Boop
  8. Leonardo Vicente Di Sessa (8 de julho de 2015). «Betty Boop pela Dynamite Entertainment». HQManiacs 
  9. Betty Boop de volta em aventuras inéditas pela Dynamite
  10. Leslie Cabarga (1988). The Fleischer Story. [S.l.]: DaCapo Press. 113 páginas. 9780306803130 
  11. Betty Boop é a nova estrela da marca Lancôme
  12. Betty Boop To Star In New Animated Series From ‘Peanuts’ Producers
  13. Thiago Cólas (15 de agosto de 2014). «Betty Boop retorna aos cinemas». HQManiacs 
  14. A época clássica do desenho animado americano

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Betty Boop
Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) personagem de Banda desenhada é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.