Aldeia da Carlota

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A Aldeia de Carlota tem sua história intimamente ligada à história do Quilombo do Piolho (Quariterê). Fundada sob os auspícios do capitão-general de Mato Grosso Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, sua população originalmente integrava o remanescente do Quilombo do Piolho destruído em 1791.[1]

Segundo texto escrito "QUILOMBOS: RESISTÊNCIA NEGRA EM MATO GROSSO" * (Edir Pina de Barros Novembro de 1989)

"Os quilombolas que conseguiram fugir a esse ataque, escondendo-se nas matas, tornaram a erguê-lo, numa heróica atitude de

resistência, nas proximidades do rio Branco. Começaram tudo de novo, constituindo famílias com

índias Cabixi - com quem mantinham continuadas guerras - das quais nasceram filhos caborés.

Cultivavam milho, feijão, fava, mandioca, abóbora, amendoim, batata, cará e outros tubérculos.

Plantavam frutas, como o ananás, a melancia e muitas variedades de bananas, além do fumo e

algodão, que fiavam e teciam panos grossos com os quais se vestiam. Este quilombo

reconstituído foi denominado Piolho,, em homenagem ao conselheiro da Rainha Teresa.

Em 1795, no governo de João Albuquerque, o quilombo do Piolho foi novamente batido

por bandeira, que levava consigo um preto forro que havia sido capturado no quilombo de

Quariterê, juntamente com os demais que, em 1770, foram levados para Vila Bela. Desta feita,

foram trazidas para essa localidade 54 pessoas, sendo seis negros muito idosos, sobreviventes

do primeiro ataque, oito índios, dezenove índias e vinte e um caborés nascidos no quilombo e

cujas idades variavam entre 2 e 16 anos."

  • Texto escrito por solicitação de militantes do Grupo de União e Consciência Negra de Mato Grosso, GRUCON/ MT, em novembro de 1989.

Referências

  1. «O Quilombo do Quariterê». Consultado em 31 de agosto de 2017