Quilombo do Piolho

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O Quilombo do Piolho ou do Quariterê foi um quilombo localizado no atual estado do Mato Grosso, no Brasil, na segunda metade do século XVIII. O quilombo reuniu negros nascidos na África e no Brasil, índios, brancos e cafuzos (mestiços nascidos da união de negros e índios). Se localizava as margens do rio Piolho (ou Quariterê).[1]

História[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que o primeiro líder do Quilombo do Piolho tenha sido José Piolho. Com a sua morte, Teresa de Benguela, que era sua mulher, assumiu a liderança do quilombo.[2] Em 1770, logo que a existência do quilombo ficou conhecida pelas autoridades coloniais, uma bandeira foi organizada para destruí-lo. A bandeira contava com trinta homens e vinha sob o comando de João Leme de Prado. A bandeira percorreu um mês de Vila Bela da Santíssima Trindade até o quilombo. A bandeira atacou o quilombo de surpresa e prendeu a maioria de seus moradores; outro parte foi morta durante o combate, e outra fugiu.

Aqueles que foram capturados, vieram a ser torturados em praça pública para servir de exemplo para aqueles que pretendiam se rebelar. Mais tarde, em 1791, uma nova bandeira foi organizada: desta vez, para capturar aqueles que tinham fugido do primeiro ataque ao Quilombo do Piolho. A nova bandeira tinha 45 homens e era comandada pelo alferes de dragão Francisco Pedro de Melo. Dessa vez, o Quilombo do Piolho foi completamente destruído. A fim de impedir novas revoltas e garantir os interesses de Portugal, foi construída, no local onde ficava o quilombo, a Aldeia da Carlota.

Referências

  1. João de Medeiros Alves, HISTORIANET. «O Quilombo do Quariterê». Consultado em 16 de novembro de 2010 
  2. Diário de Cuiabá (15 de julho de 2010). «Vila Bela da Santíssima Trindade começa as comemorações da Festa do Congo». Consultado em 16 de novembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]