Aloé-aljava

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Aloe dichotoma -Keetmanshoop, Namibia-21Aug2009-2.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Xanthorrhoeaceae
Género: Aloe
Espécie: A. dichotoma
Nome binomial
Aloe dichotoma
Masson
Sinónimos
Aloe montana
Aloe ramosa
Aloe dichotoma var. montana
Mapa com a área de distribuição natural da aloé-aljava (azul-claro).

O aloé-aljava (Aloe dichotoma)[1][2] é uma espécie de aloe arborescente da família Xanthorrhoeaceae. Está presente na natureza apenas numa área árida restrita, que vai do norte da África do Sul até a Namíbia, e se revela uma espécie muito resistente à seca e às variações climáticas, podendo acomodar-se em terrenos rochosos e secos e chegar a mais de quatrocentos anos.[3]

Características[editar | editar código-fonte]

A planta pode atingir os nove metros de altura e seis de envergadura, crescendo num tronco único, produzindo folhas longas de vinte a trinta centímetros, carnudas e espinhosas nas bordas.[3] Floresce no inverno até janeiro ou fevereiro, apresentando vistosas flores amarelas que podem ser ingeridas, tendo um gosto que se assemelha ao espargo. O tronco é revestido por uma película branca que ajuda a repelir os raios solares, formando pequenas escamas afiadas e cortantes. Os tecelões aproveitam-se deste facto para nidificarem nos seus ramos, ficando ao abrigo de predadores.

O nome científico desta planta se denomina dichotoma porque, quando da ramificação, cada broto se divide em dois ao crescer.[4]

Como cresce em regiões extremamente áridas da África meridional, a planta aproveita qualquer fonte de umidade disponível para sua sobrevivência, inclusive o orvalho da madrugada.[4]

Uso primitivo[editar | editar código-fonte]

Os bôeres a chamaram de kokerboom, que significa «árvore-aljava» (ou, mais detalhadamente, "árvore de onde se fabricam aljavas"),[3] em virtude de seu tronco ser utilizado pelos bosquímanos para fabricar tal instrumento. Tal afirmação é encontrada em várias publicações, entre elas o livro História Geral da África – Vol. II, em que se lê:

Quase todos os narradores da caça entre os San referem-se ao arco e às flechas envenenadas como principal arma. Visitando algumas regiões do Cabo Oriental, em 1797, [Sir John] Barrow escreveu: «O tronco do aloé fornecia a aljava. A flecha consistia num caniço, no qual, numa das extremidades, se inseria uma lasca finamente polida do osso duro da perna do avestruz, redonda e com cerca de cinco polegadas de comprimento (...)[5]

Atualmente a planta se encontra protegida e preservada em alguns parques nacionais, como em Augrabies Falls, na África do Sul, e na Floresta do Aloé-aljava, na Namíbia.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Editores do sítio web (2015). «Aloés». Dicionário Priberam. Consultado em 8 de junho de 2017 
  2. Adm. do sítio web (2015). «aloe-aljava». L. Reino Plantae. Consultado em 7 de junho de 2017 
  3. a b c Haroldo Castro (6 de setembro de 2016). «Plantas fabulosas: parente da babosa, o kokerboom africano pode viver até 400 anos». Revista Época. Consultado em 7 de junho de 2017 
  4. a b Matthias Uhlig (2008). Cactus y otras suculentas. [S.l.]: Editorial Hispano Europea. 128 páginas. ISBN 9788425518218 
  5. Gamal Mokhtar (2010). História Geral da África – Vol. II. [S.l.]: Unesco. 944 páginas. ISBN: 9788576521242 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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