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Amiiformes

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Amiiformes
Intervalo temporal: Triássico–Recente
A amia existente Amia calva (Amiidae)
Caturus (Caturidae) do Jurássico Superior, Alemanha
Classificação científica e
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Infraclasse: Holostei
Clado: Halecomorphi
Ordem: Amiiformes
O. P. Hay, 1929[1]
Espécie-tipo
Amia calva
Linnaeus, 1766
Famílias

Ver texto

Os Amiiformes são uma ordem de peixes primitivos de nadadeiras raiadas que possui apenas duas espécies existentes, as amias: Amia calva e Amia ocellicauda, sendo esta última reconhecida como uma espécie separada em 2022.[2] Estes Amiiformes são encontrados nos sistemas de água doce da América do Norte, nos Estados Unidos e partes do sul do Canadá. Vivem em riachos de água doce, rios e pântanos. A ordem apareceu pela primeira vez no Triássico, e os membros extintos incluem espécies marinhas e de água doce, muitas das quais morfologicamente díspares das amias modernas, como os caturídeos.

Evolução e diversidade

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As espécies extintas de Amiiformes podem ser encontradas como fósseis na Ásia e na Europa, mas a amia é a última espécie viva da ordem. Amiiformes é, portanto, a última ordem sobrevivente de Halecomorphi, o clade ao qual a amia e os seus parentes fósseis pertencem. Outras ordens, como os Parasemionotiformes, estão todas extintas.

Os halecomorfos, e o seu grupo-irmão Ginglymodi (lepisosteídeos), pertencem aos Holostei (holósteos). Os holósteos são o grupo-irmão dos teleósteos, o grupo ao qual pertencem quase todos (i.e., 96%) os peixes vivos. Holósteos e Teleósteos formam um clado chamado Neopterygii. O seguinte cladograma[3] resume as relações evolutivas dos Halecomorfos vivos e fósseis, e outros neopterígios.

Neopterygii

Teleostei (teleósteos)

Holostei

Ginglymodi (lepisosteídeos e parentes fósseis)

Halecomorphi

Extinto Parasemionotiformes

Extinto Panxianichthyiformes

Extinto Ionoscopiformes

Amiiformes (amias e parentes fósseis)

Possíveis espécimes de caturóides são conhecidos do Triássico Superior, com os primeiros membros inequívocos conhecidos do Jurássico Inferior.[4] Os Amiiformes espalharam-se pela América do Norte e África no final do Jurássico Médio, atingindo um pico de diversidade durante o Cretáceo Inferior. Durante o Cretáceo Superior e o Cenozoico, o grupo declinou até restar apenas um único gênero, Amia, contendo a amia moderna.[5]

Taxonomia

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Referências

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  1. «Amiiformes». Paleobiology Database. Consultado em 15 de novembro de 2012 
  2. Wright; et al. (3 de outubro de 2022). «Phylogenomic analysis of the bowfin (Amia calva) reveals unrecognized species diversity in a living fossil lineage». Scientific Reports. 12 (1): 16514. Bibcode:2022NatSR..1216514W. PMC 9529906Acessível livremente. PMID 36192509. doi:10.1038/s41598-022-20875-4 
  3. Sun, Zuoyu; Tintori, Andrea; Xu, Yaozhong; Lombardo, Cristina; Ni, Peigang; Jiang, Dayoung (Abril de 2017). «A new non-parasemionotiform order of the Halecomorphi (Neopterygii, Actinopterygii) from the Middle Triassic of Tethys.». Journal of Systematic Palaeontology. 15 (3): 223–240. doi:10.1080/14772019.2016.1181679 
  4. López-Arbarello, Adriana; Ebert, Martin (Janeiro de 2023). «Taxonomic status of the caturid genera (Halecomorphi, Caturidae) and their Late Jurassic species». Royal Society Open Science (em inglês). 10 (1). ISSN 2054-5703. PMC 9832298Acessível livremente. PMID 36686548. doi:10.1098/rsos.221318Acessível livremente 
  5. Poyato-Ariza, Francisco José; Martín-Abad, Hugo (19 de julho de 2020). «History of two lineages: Comparative analysis of the fossil record in Amiiformes and Pycnodontiformes (Osteischtyes, Actinopterygii)». Spanish Journal of Palaeontology. 28 (1): 79. ISSN 2255-0550. doi:10.7203/sjp.28.1.17833Acessível livremente. hdl:10486/710030Acessível livremente 
  6. Haaramo, Mikko (2007). «Amiiformes – bowfin and relatives». Mikko's Phylogeny Archive. Consultado em 30 de dezembro de 2016 
  7. Nelson, Joseph S.; Grande, Terry C.; Wilson, Mark V. H. (2016). Fishes of the World 5th ed. [S.l.]: John Wiley & Sons. ISBN 978-1-118-34233-6 
  8. van der Laan, Richard (2016). «Family-group names of fossil fishes». European Journal of Taxonomy 
  9. a b c Tan, K.; Jin, F. (2013). «Re-study on Gymnoichthys inopinatus from Middle Triassic of Luoping, Yunnan, China». Vertebrata PalAsiatica. 51 (1): 1–16 
  10. Arratia, G.; Schultze, H.-P. (2007). «EurycormusEurypoma, two Jurassic actinopterygian genera with mixed identity». Fossil Record. 10 (1): 17–37. doi:10.1002/mmng.200600016Acessível livremente 
  11. López-Arbarello, A.; Ebert, M. (2023). «Taxonomic status of the caturid genera (Halecomorphi, Caturidae) and their Late Jurassic species». Royal Society Open Science. 10 (1). Bibcode:2023RSOS...1021318L. PMC 9832298Acessível livremente. PMID 36686548. doi:10.1098/rsos.221318Acessível livremente 
  12. Gouiric-Cavalli, S. (2016). «A new Late Jurassic halecomorph fish from the marine Vaca Muerta Formation, Argentina, southwestern Gondwana». Fossil Record. 19 (2): 119–129. doi:10.5194/fr-19-119-2016Acessível livremente. hdl:11336/54624Acessível livremente 
  13. Forey, P. L.; Patterson, C. (2006). «Description and systematic relationships of † Tomognathus, an enigmatic fish from the English Chalk». Journal of Systematic Palaeontology. 4 (2): 157–184. doi:10.1017/S1477201905001719 
  14. Cavin, L.; Suteethorn, V.; Buffetaut, E.; Claude, J.; Cuny, G.; Le Loeuff, J.; Tong, H. (2007). «The first sinamiid fish (Holostei: Halecomorpha) from Southeast Asia (Early Cretaceous of Thailand)». Journal of Vertebrate Paleontology. 27 (4): 827–837. doi:10.1671/0272-4634(2007)27[827:TFSFHH]2.0.CO;2 

Ligações externas

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