Amoraíta

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Amoraim (אמוראים) singular: Amora (אמורא) cujo significado é o mesmo tanto em aramaico quanto no hebraico = orador ou intérprete, refere-se aos estudiosos ligados às Academias da Palestina (Tiberíades, Séforis e Cesareia) e da Babilônia (Neardea, Sura e Pumbedita) que atuaram no período aproximado de 300 anos (c. 200–500 d.C.). Com a conclusão da Mixná (encerramento feito por Judá o Príncipe), os Amoraim em sua época iniciaram uma sequência de exposições legais e foi por meio destes debates que a codificação da Guemará tomou forma e foi anexada à Mixná dando forma aos Talmudim; o Bavli (da Babilônia) e o Yerushalmi (de Jerusalém), os Amoraim babilônicos trabalharam na sua Guemará por um século além dos Amoraim palestinos, o Talmude Babilônico foi terminado em (c. 500 d.C.), conseguiu abranger mais tópicos e consequentemente ganhou mais autoridade do que o Talmud de Jerusalém.[1][2][3]

Observações necessária[editar | editar código-fonte]

Sepultura Amoraíta em Tiberíades

Por muito tempo não haviam pessoas que questionassem a tradição rabínica, no entanto, Jacob Neusner (1932–2016 d.C.) um americano estudioso acadêmico do judaísmo e junto aos seus alunos; iniciaram uma série de questionamentos relacionados à confiabilidade das atribuições amoraítas, em parte por não haver fontes verificáveis fora da literatura rabínica e também baseando-se nas tradições paralelas encontradas dentro das próprias fontes rabínicas.[4] Os acadêmicos que tratam do assunto orientam ter muita cautela em formar opiniões que pendam para qualquer lado. O consenso acadêmicos é de que as narrativas rabínicas são formuladas para servir ao propósito moral edificante ou ensinar um modo de vida ideal para o rabino, mas, não devem ser consideradas como sendo histórias diretas ou biográficas e não devem ser utilizadas para tal propósito. Todas essas considerações metodológicas dificultam um projeto de apresentação das vidas e atividades dos amoraítas, mas, as apresentações resultantes dessa crítica se beneficiará com esses exames mais rigoroso das fontes que essa consideração metodológica exige.[5][6][7][8][9]

Os proeminentes Amoraitas e suas gerações[editar | editar código-fonte]

Em um sentido mais amplo, o termo Amora foi aplicado, tanto na Palestina quanto na Babilônia à todos os mestres que floresceram durante um período de cerca de trezentos anos, desde o tempo da morte do patriarca R. Judah I. (219 d.C.) para a conclusão do Talmude Babilônico (c. 500 d.C.). A atividade dos professores durante este período foi dedicada principalmente a expor a Mixná—a compilação do patriarca R. Judá—que se tornou o código autoritário da lei oral. Essa atividade foi desenvolvida também nas academias de Tiberíades, Séforis, Cesareia e outras na Palestina, como nas de Neardea, Sura e, mais tarde, de Pumbedita e em algumas outras sedes de aprendizado na Babilônia. Nessas academias, o principal objetivo das palestras e discussões era interpretar a expressão muitas vezes breve e concisa da Mixná, investigar suas razões e fontes, reconciliar aparentes contradições, comparar seus cânones com os do Baraitot,[10] aplicar suas decisões e estabelecer princípios para novos casos, tanto reais quanto fictícios, ainda não previstos na Mixná. Os professores que estavam envolvidos neste trabalho—que finalmente se tornaram incorporados na Guemará—foram apropriadamente chamados de Amoraim; ou seja, intérpretes ou expositores (da Mixná). Eles não eram tão independentes em suas opiniões e decisões legais quanto seus antecessores, os Tannaim e semi-Tannaim, já que não tinham autoridade para contradizer decisões e princípios unanimemente aceitos na própria Mixná ou no Baraitot. O amoraim palestino, ordenado como regra geral pelos nasi, tinha o título de rabino; enquanto os professores babilônicos daquele período tinham apenas o título de rab ou de mar. Os amoraim palestinos se distinguem por seu método simples de ensinar e expor a Mixná. Os babilônios se entregavam mais a discussões dialéticas. Este foi especialmente o caso da Academia de Pumbedita, onde o método dialético atingiu seu maior desenvolvimento. A dialética dominante na academia é satirizada no provérbio: Em Pumbedita eles sabem como passar um elefante através do olho de uma agulha; isto é, por sua argumentação dialética, eles podem provar até o que é absolutamente impossível.[11] O período dos Amoraim babilônicos é geralmente dividido em seis períodos ou gerações menores, que são determinados pelo começo e fim da atividade de seus professores mais proeminentes. O período do Amoraim palestino, sendo muito mais curto que o da Babilônia, termina com a terceira geração deste último. Frankel, em seu Mebo Yerushalmi, tratando especialmente dos palestinos Amoraim, divide-os também em seis gerações.[12][13]

Amoraítas da Palestina[editar | editar código-fonte]

Primeira geração: Palestina (c. 219-279)[editar | editar código-fonte]

  • Jannai, o Ancião
  • Jonathan, o Ancião
  • Oshay'a, o Ancião;[14]
  • Levi bar Sisi.[15]
  • Ḥanina bar Ḥama;[16]
  • Hezekiah.[17]
  • Johanan bar Nappaḥa;[18]
  • Simon b. Laḳish.[19]
  • Joshua ben Levi;
  • Simlai.

Segunda geração: Palestina (c. 279-320)[editar | editar código-fonte]

  • Eleazar ben Pedat, de Tiberíades.[20]
  • Ammi and Assi, de Tiberíades.[21][22]
  • Ḥiyya bar Abba;[23]
  • Simeon bar Abba.
  • Abbahu, de Cesárea.[24]
  • Zera (or Zeira).[25]

Terceira geração: Palestina (c. 320-359)[editar | editar código-fonte]

Os Amoraim foram seguidos pelos Saboraim, que deram ao Talmud o seu toque final.

Amoraítas da Babilônia[editar | editar código-fonte]

Primeira geração (220 - 250 e.c.)[editar | editar código-fonte]

  • Abba Ariḥa - conhecido como Rav, é considerado o último tanaíta e primeiro amoraíta. Foi discípulo de Yehuda ha-Nassí, tendo se mudado de Israel para a Babilônia, onde fundou a academia rabínica da cidade de Sura.
  • Shmuel - discípulo de Yehuda ha-Nassí dentre outros, foi também decano da Academia Rabínica de Nehardea.[28]
  • Mar Ucva.[29]
  • Yehoshua ben Levi - chefiou a escola de Lod.[30]
  • Abba, o Cirurgião
  • Bar Capará

Segunda geração (250 - 290 e.c.)[editar | editar código-fonte]

  • Rav Huna - discípulo de Rav e Shmuel, foi decano da Academia Rabínica de Sura.[31]
  • Rav Yehuda - discípulo de Rav e Shmuel, foi decano da Academia Rabínica de Pumbedita.[32]
  • Hilel, filho de Gamliel III - discípulo e neto de Yehuda ha-Nassí, irmão mais novo de Yehuda II.
  • Yehuda II - discípulo e neto de Yehuda ha-Nassí, filho e sucessor de Gamaliel III no cargo de Nassí. Algumas vezes é referido como Yehuda Nessiá (Nessiá = ha-Nassí, em aramaico) ou Rébi, como seu avô.[33]
  • Adda bar Ahavá - discípulo de Rav.
  • Shemuel ben Naḥmán.
  • Shila, de Kfar Tamarta.
  • Yitzḥak Napaḥa.

Terceira geração (290 - 320 e.c.)[editar | editar código-fonte]

  • Raba (bar Naḥmani) - discípulo de Rav Huna e Rav Yehuda Nessiá, foi decano em Pumbedita.[34]
  • Rav Yossef - discípulo de Rav Huna e Rav Yehuda Nessiá, foi decano em Pumbedita.[35]
  • Rav Ḥisda - discípulo de Rav, Shmuel e Rav Huna, foi decano em Sura.[36]
  • Rav Naḥmán - discípulo de Rav, Shmuel e Raba bar Avuha. Participante ativo em inúmeras discussões nas academias de Sura e Maḥuza.[37]
  • Hamnuna - muitos rabinos no Talmud compartilham este nome, sendo que o mais conhecido foi um dos discípulo de Shmuel.[38]
  • Yehuda III - discípulo de Rabi Yoḥanán, filho e sucessor de Gamliel IV no cargo de Nassí, neto de Rav Yehuda Nessiá.[39]
  • Shimón ben Patsi
  • Rav Shéshet
  • Ḥanina ben Papa.[40]
  • Raba bar Rav Huna

Quarta geração (320 - 350 e.c.)[editar | editar código-fonte]

  • Abayê - discípulo de Raba, Rav Yossef e Rav Naḥmán, foi decano em Pumbedita.
  • Rava - discípulo de Raba, Rav Yossef, Rav Naḥmán e possivelmente de Rabi Yoḥanán, foi decano em Maḥuza.[41]
  • Hilel II - criador do atual Calendário hebraico, filho e sucessor de Yehuda III no cargo de Nassí e neto de Gamliel IV.[42]
  • Rami bar Ḥama

Quinta geração (350 - 375 e.c.)[editar | editar código-fonte]

  • Rav Naḥmán bar Yitzḥak - discípulo de Abayê e Rava, foi decano em Pumbedita.[43]
  • Rav Papa - discípulo de Abayê e Rava, foi decano na academia de Naresh.[44]
  • Rav Kahana - mestre de Rav Ashi
  • Amemar
  • Rav Hama
  • Rav Huna berei deRav Yehoshua

Sexta geração (375 - 425 e.c.)[editar | editar código-fonte]

  • Rav Ashi - discípulo de Abayê, Rava e Rav Kahana, foi decano da academia de Mata Mehassia. Primeiro redator do Talmud da Babilônia.
  • Ravina I - discípulo de Abayê e Rava, contemporâneo de Rav Ashi em Mata Mehasia, onde foi seu assistente na redação do Talmud da Babilônia.[45]
  • Mar Zutra

Sétima geração (425 - 460 e.c.)[editar | editar código-fonte]

  • Mar bar Rav Ashi.[46]

Oitava geração (460 - 500 e.c.)[editar | editar código-fonte]

  • Ravina II - discípulo de Ravina I e Rav Ashi, foi decano em Sura, onde completou a redação do Talmud da Babilônia.[47]

Outros amoraím[editar | editar código-fonte]

Desde a década de 70 circula a hipótese de que a redação final da Guemará babilônica, como a a conhecemos hoje, não se deu em aproximadamente (500 d.C.), mas sim cerca de 200 anos depois. Segundo esta hipótese, a guemará, à época de Ravina I e Rav Ashi era semelhante à mishná, contendo pouquíssimos registros das discussões, as quais teriam sido transmitidas oralmente através de algumas gerações de estudantes das academias rabínicas, até o surgimento dos Stamáim (anônimos), os quais teriam registrado as discussões posteriormente, entre o período de c. 550 anos até o surgimento dos Sevoraím, em meados do século VIII. Esta teoria, apresentada pelo Professor David Halivni, da Columbia University, busca explicar as diferenças encontradas entre os diversos estratos estilísticos, linguísticos e literários presentes na guemará, transferindo a datação de sua redação final para um período pós-amoraítico.[48]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Estes três Amoraim foram as últimas autoridades na Palestina. A compilação do Talmud palestino foi provavelmente realizada em seu tempo.

Referências

  1. «Amora | Jewish scholar». Encyclopedia Britannica (em inglês) 
  2. Birnbaum, Philip (1979). Encyclopedia of Jewish Concepts (em inglês). [S.l.]: Hebrew Publishing Company 
  3. Giglio, Auro del (1 de janeiro de 2012). Iniciação ao Talmud. [S.l.]: Editora Sêfer 
  4. O ceticismo sobre a confiabilidade das atribuições é justificado em parte pelo próprio Talmud babilônico, que às vezes observa que uma amora não explicitamente declara uma visão atribuída a ele, mas que a visão atribuída foi inferida da conduta da amora em um caso particular (lav be-ferush itamarela me-kelala itamar; por exemplo, Bava Batra 40b, 126a). No Talmude Jerusalém também, Shimon b. Diz-se que Ba duvidou da atribuição do R. Abbahu de uma visão particular a R. Yohanan ( TJ Shabat 6: 1, 7d), demonstrando novamente a consciência amoraíta de que nem todas as atribuições amoraicas podem ser exatas.--«JewishVirtualLibrary.org/amoraim». www.jewishvirtuallibrary.org 
  5. «Richard Kalmin». www.jtsa.edu (em inglês). Consultado em 7 de junho de 2018. 
  6. «David C. Kraemer». www.jtsa.edu (em inglês). Consultado em 7 de junho de 2018. 
  7. «William Scott Green». www.as.miami.edu (em inglês). Consultado em 7 de junho de 2018. 
  8. «Shamma Friedman». www.jtsa.edu (em inglês). Consultado em 7 de junho de 2018. 
  9. «Jeffrey Rubenstein». as.nyu.edu. Consultado em 7 de junho de 2018. 
  10. «BARAITA». www.jewishencyclopedia.com (em inglês). Consultado em 7 de junho de 2018. 
  11. B. M. 38 b
  12. Frankel, Zacharias (1870). Mevo ha-Yerushalmi = Introductio in Talmud Hierosolymitanum. Breslau: Schletter'sche Buchhandlung 
  13. Steinsaltz, Rabbi Adin (9 de dezembro de 1996). The Talmud, The Steinsaltz Edition: A Reference Guide (em inglês) American ed edition ed. New York: Random House. ISBN 9780679773672 
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  19. «SIMEON B. LAḲISH». www.jewishencyclopedia.com (em inglês). Consultado em 7 de junho de 2018. 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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AcharonimRishonimGeonimSavoraimAmoraimTannaimZugot