Andal

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Andal é uma poetisa indiana, cuja obra, escrita em Tamil (dialeto indiano), é bastante respeitada nas rodas literárias indianas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Andal é uma das mais reconhecidas personalidades no âmbito da história das religiões. Ela é conhecida em sua língua nativa, o Tamil, como uma Alvar, segundo a lenda, «emergiu» das profundezas do «prazer sagrado», mas que é misteriosamente omnipresente.

A tradição reconhece doze Alvars, da quais Andal é a única mulher. Entre o quinto e nono século, na região ao sul da Índia onde se falava o Tamil, estes santos foram revitalizados pela religião índiana, renovando a sua devoção através do sub-continente.

Viajando de local para local, de templo em templo, de local santificado para local santificado, o seu objetivo era compor a mais bela poseia, dedicando-a ao deus Vishnu, como uma expressão de seu amor por ele. A sua obra, que era ao mesmo tempo um ensaio filosófico não se singiu à devoção das castas (o que pode ser entendido como classe) de menos posses, atraíndo a crença dos demais. Agindo desta forma, eles esculpiram uma nova herança religiosa, cujo o impacto é ainda sentido hoje na vida religiosa indiana.

A obra literária de Andal, cuja a vida e poesia são celebradas todos os anos de Dezembro a Janeiro, é a mais visível contribuição da sua herança.

Um brahmin devoto chamado Vishnucitta viveu em Villiputtur, uma cidade perto de Madurai. Suas tarefas diárias incluiam procurar flores para ofertar a Krisnha no templo local. Conta o mito que, uma manhã, enquanto ele viajava a negócios, descobriu um bebé do sexo feminino deitada sobre uma planta tulasi em seu jardim. Não tendo família, Vishnucitta concluiu que seria uma oferta de Deus e deu à criança o nome de Godai, cuja acepção portuguesa tornei-a «a dádiva da mãe terra». Ele levou a criança para casa e cuidou como se fosse sua.

Godai cresceu numa atmosfera de amor e devoção. Vishnucitta devotou-lhe todo o seu respeito, cantando canções sobre Krishna, ensinando todas as lendas que ele conhecia, e compartilhando com ela seu amor pela poesia Tamil. O amor de Vishnucitta por seu amado Krishna se intensificou mais ainda devido à sua filha, e logo ela estavaigualmente apaixonada por Krishna.

Mesmo quando era uma criança, Godai tinha em mente se casar com ninguém mais do que o Senhor de Brindavana, e se recusou a pensar em qualquer ser humano em termos similares. Imaginava como seria ser sua noiva, apreciando a sua presença. Sem seu pai saber, ela se adornava diariamente com colares de flores que este tinha preparado para Krishna, no templo. Após admirar o seu reflexo e idealizar-se como a noiva ideal, ela colocava o colar de volta para seu pai o levava-o para o templo em oferenda a Krishna.

Um dia, Vishnucitta notou um cordão nos cabelos de Godai de um dos seus colares. Chocado e entristecido pela profanação do que deveria ser apenas para Krishna, ele repreendeu Godai por usar indevidamente o cordão e jogou fora. Cuidadosamente em seguida preparou um novo cordão e o ofereceu Krishna, implorando por seu perdão pelo fato.

Naquela noite, Krishna apareceu a Vishnucitta em seus sonhos e perguntou-lhe por que ele tinha jogado fora o colar usado por Godai em vez de oferecer a Ele. Disse a Vishnucitta que as que ele ofereceu não tinham o aroma do corpo de Godai nas flores, e que ele preferia as flores com o aroma feminino. Não poderia ele ser mais gentil com ele, continuando a oferecer os colares que eram usados por Godai? Agitado pela emoção, Vishnucitta acordou e chorou com lágrimas de felicidade e remorso. No amanhecer ele compreendeu não ter entendido a extensão do amor que sua filha tinha por Deus, é que era mais intenso e puro que o seu. Sua grandeza espiritual era tanta que o próprio Krishna quis ter a proximidade da sua presença. Deste dia em diante, ela ficou sendo conhecida como «Andal», a menina que influenciava o Krishna.

Andal floreceu como uma linda jovem e chegou a idade de se casar. Quando lhe questionaram sobre quem queria desposar, ela recusou-se obstinadamente, dizendo que ela só consentiria se casar com Sri Ranganatha (outro nome de deus), o Senhor do grande templo da cidade de Srirangam. Vishnucitta ficou desesperado, se questionando o que ele tinha feito para influenciar sua filha desta forma. Uma noite, Krishna apareceu em seus sonhos e pediu que Andal fosse mandada para ele com todos os atavios de casamento sobre ela. Simultaneamente, apareceu diante os sacerdotes de Srirangam e pediu que se preparasem para a vinda de Andal. Vishnucitta novamente ficou cheio de alegria e, ao mesmo tempo, tristeza. Alegria por sua amada filha ter conseguido seu objetivo, mas tristeza por perde-la ao mesmo tempo. Ele fez todos os preparativos para o casamento e preparou Andal para a viagem em um palanquim para Srirangam.

Andal esperou com excitação antecipada a festa de casamento se aproximar do santuário de Lorde Ranganatha. quando eles entraram no templo, ela saltou do palanquim, incapaz de esperar por mais tempo. Correndo para o aposento do templo, ela abraçou Lorde Ranganatha e desapareceu numa lampareda de gloria, tento se junto a krishna com apenas quinze anos de idade (não existe registro do que aconteceu realmente a Andal e como ela morreu, possivelmente a cerimônia de casamento, no grande templo de Srirangam foi póstuma).

Andal é agora uma das mais amadas «santas-poetisas» dos Tamils. A tradição dos devotos reconhece-a com sendo uma verdadeira descendente de Bhumi Devi (Mãe Terra) em uma forma corpórea para mostrar à humanidade o caminho para seus pés de lótus. Ela está presente em todos os templos de Sri Vaishnava, na Índia e demais locais, próxima a Krishna, como ela sempre desejou.

Realidade[editar | editar código-fonte]

Hoje, os jardins de tulasi no qual ela foi achada esta preservado em Srivilliputtur. A casa de Vishnucitta, adjacente ao templo de Vishnu, foi também convertida em um templo em honra de Andal e contém o espelho d’água no qual ela admirava seu reflexo enquanto usava o cordão de flores para Krishna.

Mas, entretanto, o que mais recorda Andal são suas poesias, nas quais ela freqüentemente dá mostras do seu amor autobiográfico por Krishna. Ela descreve a si mesma como uma jovem moça, ainda não madura, suspirando por ele. Ela implorar por sua amizade ao deus do amor, e mesmo os animais ajudam na em sua busca até ele. Finalmente, ela descreve sua boa fortuna de ser a filha de Vishnucitta, o maior dos devotos, que viveu em Srivilliputtur e adora a krishna.

A poesia de Andal[editar | editar código-fonte]

Andal compôs dois trabalhos em sua curta vida. Ambos em Tamil e são únicos na literatura, filosóficos, religiosos, e de conteúdo artístico. Sua contribuição é realmente memorável considerando que ela era uma adolescente quando compôs os poemas, no tempo em que não havia nenhum um outro registro de composição feminina de poesia em Tamil. Ainda mais feito por uma adolescente, só os versos de Andal mostram uma literatura e maturidade religiosa de muitos anos de estudo. Seu primeiro trabalho é o Tiruppavai, um poema do trinta versos no quais Andal imagina se uma pastora durante uma encarnação de Krishna. Ela anseia por servi-lo e conquistar a felicidade não apenas no seu nascimento, mas por toda a eternidade, e descreve o juramento religioso (pavai) que ela e suas amigas pastoras fizeram para atingir este propósito.

O segundo foi Nacciyar Tirumoli, um poema de 143 versos. Tirumoli, literalmente significa "palavra sagrada", foi composto em um estilo poético em Tamil. "Nacciyar" significa deusa, assim o título significa "sagradas palavras de nossa deusa." Este poema completo revela a intensa ligação de Andal por Vishnu. Utilizando as convenções da poesia clássica Tamil e misturando à histórias originarias dos Vedas e Puranas em sânscrito, Andal cria metáforas que são possivelmente sem paralelo em toda a literatura religiosa Indiana.

O impacto destes trabalhos sobre a vida religiosa do sul da Índia foi tremendo. Exatamente como o Ramayana, pessoas nunca mais se cansaram de escutar o Tiruppavai. O poema em si é recitado com grande fervor religioso por mulheres, homens, e crianças de todas as idades, particularmente em Tamil Nadu. Os serviços diários na maioria dos templos Vaishnava incluem a recitação do mesmo.

Ambos os trabalhos, particularmente o Tiruppavai, tem sido comentado de forma extensiva por inúmeras escolas filosóficas em diversas línguas através dos séculos. Hoje, existem muitas traduções de Tiruppavai nas línguas ocidentais que fizeram estes poemas disponíveis para grandes audiências.

Durante o mês de Margali (Dezembro-Janeiro) são discursados no Tiruppavai em Tamil, Telugu, Kannada, Hindi e Inglês por quase toda a Índia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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