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Armando Ginestal Machado

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Armando Ginestal Machado
Nascimento
Morte
10 de junho de 1991 (77 anos)

NacionalidadePortugal Portugal
ProgenitoresMãe: Maria da Piedade de Almeida Topinho Machado
Pai: António Ginestal Machado
OcupaçãoEngenheiro e ferroviário

Armando de Almeida Ginestal Machado (Marvila, Santarém, 4 de dezembro de 1913, Porto, 10 de junho de 1991) foi um engenheiro e ferroviário português.

Biografia

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Rotunda do Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento.

Nascimento e formação

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Nasceu na Travessa das Frigideiras, n.º 12, na freguesia de Marvila, em Santarém, integrado numa família dedicada ao republicanismo em Portugal; o seu pai, António Ginestal Machado, foi Ministro da Instrução Pública e primeiro-ministro; a sua mãe era Maria da Piedade de Almeida Topinho Machado (Marvila, Santarém, 6 de fevereiro de 1884 – Santarém, 28 de março de 1963).[1][2][3]

Frequentou o Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, onde cursou Engenharia.[1]

Carreira profissional

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Empregou-se na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, tendo colaborado com os aliados na organização dos transportes ferroviários, durante a Segunda Guerra Mundial.[1]

A 5 de abril de 1947, casou na igreja matriz de Portel com Romana da Conceição Macedo Fragateiro (Portel, Portel, c. 1916 – 1 de fevereiro de 1987), filha de Arnaldo Fragateiro de Pinho Branco, natural da freguesia e concelho de Ovar, e Romana Macedo Fragateiro, natural da freguesia e concelho de Portel.[4]

Foi um importante promotor da conservação do património ferroviário, tarefa a que se dedicou principalmente a partir da década de 1970, tendo sido por sua iniciativa que abriram em 1979 as primeiras Secções Museológicas da operadora Caminhos de Ferro Portugueses, em Valença e em Santarém.[5] Também foi responsável, no Entroncamento, pela preparação do acervo histórico nas Oficinas do Vapor, e pela conservação da Central Eléctrica, onde foi depois instalada uma nova divisão do museu.[1] Também organizou uma exposição sobre os transportes públicos na Central Tejo, em 1985.[1]

Falecimento

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Armando Ginestal Machado faleceu a 10 de junho de 1991, na freguesia da Sé, concelho do Porto.[1][2]

Homenagens

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A organização fundada em 2005 para assegurar a gestão do Museu Nacional Ferroviário[6] foi denominada, em sua homenagem, de Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado.[1]

Referências

  1. a b c d e f g «Armando Ginestal Machado (1913-1991)». Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado. Consultado em 22 de Janeiro de 2012. Arquivado do original em 4 de março de 2016 
  2. a b «Livro de registo de nascimentos da Conservatória do Registo Civil de Santarém (1913)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Santarém. p. assento 1422 
  3. «Maria da Piedade de Almeida Topinho Ginestal Machado». Find a Grave. Consultado em 25 de setembro de 2025 
  4. «Livro de extratos de registos de casamento da Conservatória do Registo Civil de Portel (1947)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Évora. p. 9 e 9v, assento 25 
  5. MARTINS et al, 1996:47
  6. PORTUGAL. Decreto-Lei n.º 38, de 17 de Fevereiro de 2005. Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Publicado na Série I do Diário da República n.º 34, de 17 de Fevereiro de 2005}}

Bibliografia

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  • MARTINS, João Paulo, BRION, Madalena, SOUSA, Miguel de, LEVY, Maurício, AMORIM, Óscar (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. [S.l.]: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 

Ligações externas

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