Ashiata Shiemash

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Ashiata Smiemash, nascido por volta de 1200 a.C. foi um místico, reformador e santo de origem sumeriana. Ele promoveu reformas no estudo esotérico de tal forma que influenciaria sobremaneira as doutrinas metafísicas, ocultistas, e gnósticas, ao longo dos tempos.

Resumo histórico[editar | editar código-fonte]

Ashiata Smiemash nasceu nas cercanias da Babilônia, algo em torno de c.1210 aC. Segundo relata Gurdjieff, ele, Ashiata Shiemash, "teve sua concepção no corpo planetário de um menino" e nascera em uma família pobre de descendência sumeriana, em um pequeno lugarejo de nome Pispascana, não muito distante da Babilônia [nota 1] que, era naquele tempo, embora ainda não magnífica, já uma cidade famosa. Emenda Gurdjieff que ele cresceu e se tornou um ser responsável, fosse pelo lugarejo em que vivia ou por si mesmo.

Segundo Gurdjieff, em seu livro "Relatos de Belzebu a seu neto (em inglês)", da interpretação de fragmentos cinzelados e chamados por ele de Legominismo, [nota 2] [nota 3], observa-se o seguinte texto do próprio Ashiata:

"Do Alto me me foi mandado que viesse a tomar a forma humana de um Ser planetário tri-centrado, [nota 4] neste planeta, com o propósito de ajudar a todos los demais [...] Quanto eu tinha dezessete anos, comecei a preparar-me, seguindo ordens de cima, para tornar meu corpo capaz, imparcial e responsável [...] Na época de minha "auto- preparação", pretendia executar uma tarefa a mim confiada, uma vez que atingi a idade responsável [...] ...durante o período de "auto- preparação", [...] durante minhas observações imparciais, vi muitos traços do seu ser [das pessoas, em] manifestações infiltrada[s] [em] meu ser, então, crescerem gradualmente a uma "questão essencial", como as possibilidades para salvar os seres de três cérebros do planeta, usando esses métodos sagrados... [...] ...eu gradualmente tornei-me convencido de que as consequências das propriedades do órgão Kundartiguador, tendo passado por herança através de um número de gerações e ao longo de um longo período de tempo, tinha finalmente chegado a bom termo... [...] ...e descobriu-se que estas consequentes propriedades cristalizados do órgão Kundartiguador formaram, por assim dizer, uma "segunda natureza"... [...] ...decidi que, antes de fazer a minha escolha entre esses caminhos sagrados, [deveria] elevar o meu corpo planetário ao estado sagrado de Ksherknara, ou seja, o estado de "percepção equilibrada em todos os cérebros” e, em seguida, escolher o método a seguir na minha missão."

Ashiata, a seguir passa três grandes períodos de quarenta dias cada, jejuando em uma caverna, diz ele: "Com este propósito, então subi a montanha Veziniama, onde permaneci por quarenta dias e quarenta noites de joelhos, no fundo de minha meditação.", depois "Por mais quarenta dias e quarenta noites, privei-me de qualquer alimento ou bebida, e dediquei-me a recordar e analisar todas as impressões presentes em mim, coletadas através de todas as percepções experimentadas durante a minha existência terrena no período da minha "auto- preparação" e, a seguir "Durante um terceiro período de quarenta dias e muitas noites, fiquei de joelhos e privados de comida e bebida..." Este terceiro período de jejum, conforme relata o V. M. Samael Aun Weor foi definitivo e ele "dedicou-o para terminar com a associação mecânica da mente." [nota 5] E ele não "...comia, só bebia água e de meia em meia hora arrancava dois cabelos de seu peito."

No que se segue após os períodos de jejum, e o haver alcançado a iluminação (Satori), ele reflete sobre a condição humana e do modo como poderia resgatar os homens de sua ignorância. Ele percebe então que era muito tarde "para salvar os seres contemporâneos, com qualquer um dos três métodos sagrados" e que por isso deveria entregar o Quarto caminho. [nota 6] Ele compreende que o estado humano atual tem suas raízes em um passado remoto e que "essa degeneração ocorreu, certamente, como um resultado do fato de que quando o corpo Kundartiguador foi destruído nos ancestrais dos terráqueos contemporâneos" deixando entretanto "o resultado que cristalizou-se na psique da terra", dando origem às "particulares conhecidas pelo nome de "vaidade", "auto-estima", "orgulho", "vaidade", etc" e ainda, como consequência, surgiram no ser humano a "subjetividade". Compreende também que o amor, presente nos seus contemporâneos, é "...em primeiro lugar, um produto cristalizado sobre determinada conseqüência das propriedades do órgão Kundartiguador..."

sendo "...um processo inteiramente subjetivo, tão subjetivo e tão diferente por diferentes indivíduos" e que assim "...se explica esse sentimento, no sentido sexual, outra no sentido de compaixão, um terceiro na subjugação do desejo, em quarto lugar em um apetite veemente para objetos externos, e assim por diante..." mas que nenhuma das pessoas "poderia descrever, mesmo que de longe, o verdadeiro sentimento de amor..." e que assim não poderiam compreender "o sagrado impulso de sentir o amor verdadeiro."

A seguir, depois de um tempo, ele volta para a montanha Veziniama, perto da cidade de Babilônia, onde, segundo ele diz: "continuei efetuando minhas observações destinadas a clarificar a possibilidade de ajudar esses seres infelizes, de uma forma ou de outra." Finalizando, ele diz "foi só então que eu percebi, sem dúvida, com todas as partes separadas da integridade psíquica..." deveriam "participar do funcionamento geral de consciência" e, só assim seria possível "salvar os seres contemporâneos de três cérebros das consequências das propriedades em seus corpos" deste órgão que foram deliberadamente "implementadas por seus remotos ancestrais." Ele então completa dizendo: "...eu decidi dedicar a minha integridade, posteriormente, para a criação de condições que permitissem..." tirar as pessoas de sua "...consciência ordinária comum".

Depois de sua longa estadia no monte Veziniama e de planificar suas atividades, Ashiata Shiemash, não retorna para a Babilônia mas dirige-se para a cidade de Djoolfapal, capital do país chamado Kurlandtech, situado no coração do continente asiático onde estabelece contato com uma chamada de "Tchaftantouri", estabelecida a certa distância da cidade e que seguia certos princípios esotéricos. De lá ele passou a instruir aos membros e, em pouco, começou a enviá-los a vários lugares para que pudessem orientar aos monges de muitos monastérios existentes nos arredores da cidade e, a seguir, passou a enviá-los para que instruíssem publicamente. Como resultado surgiu a "Fraternidade Heeshtvori". Com pouco seus ensinamentos, além de público, havia se alastrado para diversos países da Ásia onde se estabeleceram muitas ramificações independentes da Irmandade Heeshtvon, que seguia cinco princípios básicos:

  1. Esforçar-se para ter na vida tudo o que for realmente necessário e satisfatório para o corpo planetário;
  2. Ter uma constante e persistente necessidade instintiva de aperfeiçoar-se no sentido do Ser;
  3. Esforçar-se conscientemente para conhecer cada vez mais e mais sobre as leis que criam e organizam o mundo;
  4. Esforçar-se, desde o começo da própria existência, para pagar o mais rapidamente possível pelo próprio desenvolvimento e individualidade, para que logo se esteja livre para

aliviar, o tanto quanto possível, a dor de nosso Pai Comum;

  1. Esforçar-se para ajudar sempre os outros seres, tanto os semelhantes como os de outras formas, a se aperfeiçoarem, o mais rapidamente, até o grau do sagrado "Martfotai", isto

é, até o grau da auto-individualidade.

Estes ensinamentos sobreviveram por longo tempo mas, desafortunadamente, logo após a partida do Santíssimo Ashiata Shiemash, sua obra foi destruída, apagada da face do planeta juntamente com os benefícios da mesma, de modo tal que, muitos de seus contemporâneos não a conheceram sequer os vestígios de tal ensinamento.

Fontes fiáveis[editar | editar código-fonte]

George I Gurdjieff, em suas incansáveis viagens por toda a Ásia Central, em busca de ensinamentos perdidos, encontrou indícios nos chamados "Legonimismos" e concluiu por escrever sobre a existência de um grande mestre, a quem chamou de Ashiata Shiemash, em seu romance esotérico "Do Todo e de Todas as Coisas". [nota 7] Alguns acreditavam todavia que Ashiata Shiemash fosse apenas um personagem fictício, e, os mais próximos de Gurdjieff acreditavam que ele fosse o próprio Zaratustra, pela semelhança de data aproximada do nascimento e do local onde vivera. Já o V. M. Samael Aun Weor, corroborando com Gurdjieff, diz que Ashiata Shiemash é um "mestre de compaixão" e que ministrara técnicas aos povos da Ásia, especialmente os da Babilônia, sobre as causas do sofrimento humano que tinha sua raiz no ego. Já James Moore, ao escrever a biografia de Gurdjieff, refere-se a Ashiata Shiemash como uma "uma figura histórica injustamente esquecida”

Obra[editar | editar código-fonte]

Ashiata Shiemash fez uma grande obra na Ásia. Fundou monastérios e estabeleceu por toda parte governantes de consciência. [2] Os ensinamentos de Ashiata Shiemash influenciaram a muitos povos do Oriente, e seus seguidores levaram-no ao extremo Oriente e, chagarm, talvez, até o Vietnã e o Japão. Ao longo dos tempos muitos se assomaram aos seus ensinamentos muitos outros amantes das ciências esotéricas, como por exemplo, além de Gurdjieff, Ouspensky, Nicoll, J.G. Bennett, etc.

Notas

  1. Somente sete séculos mais tarde, a Babilônia atingiria o seu apogeu.
  2. Entende-se por Legominismo ao meio do qual se servem os Grandes Mestres para transmitir pelas gerações seguintes, o conhecimento, as técnicas e o método de se chegar à perfeição. A principal característica de um Legomonismo é a introdução de algumas imprecisões nele estabelecidos de acordo com a Lei do Sete. Ainda segundo Gurdjieff, nenhum dos ensinamentos de Ashiata Shiemash,, de alguma forma, chegou a seus contemporâneos e até as seguintes três gerações após a morte deste. Tudo o sabido de suas atividades santas e discursos, foram transmitidos de geração em geração por "iniciados", através de um código chamado Legominismo. Estes discursos foram posteriormente intitulados como "O terror da situação". Sobrevivente ainda é uma tábua ou placa, onde estão gravados seus "conselhos", "mandamentos" e suas "palavras".
  3. Uma dessas tabuletas, cuja raridade é excepcional, lavrada em mármore, datada da época em que Ashiata Shimiemash, ensinava aos seus seus contemporâneos, sobrevive ainda, como uma preciosa relíquia sagrada, em uma fraternidade de nome Obogmek, no meio do continente asiático. - Olbogmek significa "há diferentes religiões, há um só Deus."
  4. A afirmação "Do alto me foi mandado", é o mesmo que dizer Avatara.
  5. Estas associações são: a) Associação mecânica por idéias, palavras, frases, etc, e b Associação mecânica por imagens, formas, coisas, pessoas, etc. [1]
  6. O quarto caminho é também chamado de "O Caminho do homem astuto" ou "O caminho iniciático". O primeiro caminho é o do faquir (condicionamento físico), o do monge (emocional, devocional, ascetismo) e o do iogue (intelectual). Os três primeiros caminhos foram definidos de acordo com o homem de três cérebros, como dito por Ashiata Shiemash, sendo os centros "instintivo-motor", "emocional" e "intelectual".
  7. Do Todo e de Todas as Coisas é o título, dado por Gurdjieff aos três volumes de seus escritos mais importantes, sendo eles: 1. "Relatos de Belzebu a Seu Neto"; 2. "Encontros com Homens Notáveis" e 3. A Vida Só É Real Quando “Eu Sou”.

Referências

  1. Aun Weor, Samael - "A Revolução da Dialética" - 1983 (Obra póstuma)
  2. Aun Weor, Samael Aun Weor, Samael - "A Revolução da Dialética" - 1983 (Obra póstuma)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Gurdjieff, Jorge Ivanovich - "Relatos de Belzebu a seu neto", ano 2003 - Idioma Português - 1ª ed. Ed Horus. Pg 1176 - (ISBN: 8586204072) (ISBN-13: 9788586204074)
  • Aun Weor, Samael - "A Revolução da Dialética" - 1983 (Obra póstuma)