Atentado do Hotel King David

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O Hotel King David, após o ataque terrorista levado acabo pelo Irgun

O atentado do Hotel King David foi um ataque bombista ao referido hotel situado na cidade de Jerusalém, na então Palestina, ocorrido a 22 de julho de 1946, tendo como perpetradores os membros de uma organização sionista denominada Irgun (diminutivo de Irgun Zvai Leumi, Organização Militar Nacional). O hotel servia de residência dos familiares de funcionários do governo britânico na Palestina. O ataque foi organizado por Menachem Begin que mais tarde ocupou o cargo de primeiro-ministro de Israel por duas vezes. O ataque terrorista resultou na morte de 91 pessoas (28 britânicos, 41 árabes, 17 judeus e 5 outros mortos) e ferimentos graves em outras 45 pessoas.

Este atentado foi considerado um ato de terrorismo tendo a referida organização militar Irgún sido denominada como uma organização terrorista.

O local[editar | editar código-fonte]

O Hotel King David era um hotel de luxo de sete andares, situado a oeste da zona da Cidade Antiga de Jerusalém, e sediava quase toda a administração do mandato da Palestina, atribuído pela Sociedade das Nações ao Reino Unido.

A ala sul do Hotel King David de Jerusalém foi ocupada para receber as instituições centrais do governo britânico, o quartel-general do exército e o governo civil. Foram construídos ninhos de metralhadoras em numerosos pontos. Soldados, policiais e detetives montavam uma estreita e constante vigilância no edifício onde estavam os governantes ingleses que administravam a região da Palestina.

O Etzel submeteu seu plano ao comandante do Tnuat Hameri, que não aceitou, mas tampouco o descartou. Apenas disseram que aquele não era o momento. Em 29 de junho de 1946, os ingleses ocuparam as oficinas da Agência Judaica e isto incentivou o Etzel a colocar em ação o plano de atacar o hotel, já que na Agência Judaica havia documentos importantíssimos e secretos, que revelavam nomes de membros da Haganá. Eles tiveram que revisar o plano e acertar todos os detalhes.

Entrariam pelo subsolo com explosivos em garrafas de leite.

Esta operação foi chamada de Malonchick, já que foi a palavra-chave que utilizaram, sua tradução é “malon” (hotel) e “chick” (pequeno).

A operação ocorre no dia 22 de julho de 1946. Um homem entrou no Hotel disfarçado como árabe e colocou os explosivos no sótão.

Os supostos telefonemas feitos ás 12:10. A telefonista do Etzel ligou para o Hotel King David e disse que haviam sido colocados explosivos no hotel e que não demorariam a explodir.

Depois ela ligou para o escritório do Jornal Jerusalém Post e avisou das bombas. A terceira e última advertência foi ao consulado francês, aconselhando que abrissem as janelas para prevenir os efeitos da explosão. Os funcionários confirmaram depois que receberam o aviso. Abriram as janelas de par em par e o edifício do consulado não sofreu danos. Os interesses Zionistas da Irgun salvaguardaram a identidade das milícias paramilitares judias.

A hora chegou de repente. Jerusalém estremeceu. A explosão fere de morte maioritariamente pessoas que se encontravam nas imediações ao hotel. As garrafas tomaram todo o piso da ala sul, desde o subsolo até o teto. Entre mortos e feridos, houve 200 vítimas, não somente britânicos, mas também estrangeiros e judeus.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Em 1995 a Câmara Municipal de Jerusalém decidiu dar o nome "Gal" a uma avenida, em honra a um dos homens que planejou o ataque que victimimou 200 pessoas das quais 95 morreram. Joshua "Gal" Goldschmidt.

Em Julho de 2006, o antigo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e outros políticos da direita-radical israelita participaram num evento comemorativo do sexagésimo aniversário do atentado. O grupo colocou uma placa comemorativa no hotel que presta homenagem ao Irgun.

O acontecimento gerou descontentamento por parte do Reino Unido, cujo embaixador em Israel lamentou o facto do município ter autorizado a colocação da placa, reforçando que o evento de 1946 tratou-se de um ato de terrorismo[1]

Notas

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • KUSHNER, Harvey W. - Encyclopedia of Terrorism. Sage Publications Inc, 2003. ISBN 0761924086