Aulo Postúmio Albino Magno

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Aulo Postúmio Albino.

Aulo Postúmio Albino Magno foi um general romano, irmão do cônsul de 110 a.C. Espúrio Postúmio Albino.

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Batalha de Sutul

Durante a Guerra contra Jugurta, Espúrio teve que voltar para Roma e deixou seu irmão Aulo como comandante das forças romanas na África.[1]

A república romana estava em crise,[2] porque os tribuno da plebe, Públio Lúculo e Lúcio Ânio, estavam tentando prolongar seus termos, apesar da oposição dos colegas, o que bloqueou as eleições do ano seguinte.[3]

Aulo teve esperanças de terminar logo a guerra ou de forçar que Jugurta pagasse um suborno por medo do exército romano, e, no mês de Janeiro, fez os soldados atravessarem, em marcha forçada, apesar do inverno, e chegarem à cidade de Suthul, onde estava o tesouro real.[4] Aulo não conseguiu tomar a cidade nem de sitiá-la, por causa do clima e pelas defesas da cidade, mas, talvez como blefe ou por ambição, ele começou a montar máquinas de assalto.[5]

Jugurta estava ciente da arrogância e incompetência do comandante romano, e jogou com isso, mandando emissários, enquanto movia seu exército por caminhos ocultos dos romanos.[6] Jugurta também induziu Aulo a deixar Suthul,[7] enquanto enviava subornos para os centuriões e comandantes da cavalaria romanos, para que eles desertassem.[8]

No meio da noite, Jugurta cercou o exército romano com uma multidão de numídios.[9] Com os romanos em pânico e através da corrupção, os numídios invadiram o campo romano, e pilharam suas posses.[10] Jugurta ofereceu a Aulo a opção de rendição, para que os romanos retornassem em dez dias, o que foi aceito por Aulo.[11]

Aulo voltou à Roma e foi reprovado, porque tento armas à mão preferiu a segurança pela vergonha do que a batalha;[12] seu irmão, o cônsul Albino, levou o tratado ao Senado,[13] que o rejeitou, alegando que nenhum tratado seria válido sem a vontade do povo.[14]

Referências

  1. Salústio, Guerra contra Jugurta, 36.4 [em linha]
  2. Salústio, Guerra contra Jugurta, 37.1
  3. Salústio, Guerra contra Jugurta, 37.2
  4. Salústio, Guerra contra Jugurta, 37.3
  5. Salústio, Guerra contra Jugurta, 37.4
  6. Salústio, Guerra contra Jugurta, 38.1
  7. Salústio, Guerra contra Jugurta, 38.2
  8. Salústio, Guerra contra Jugurta, 38.3
  9. Salústio, Guerra contra Jugurta, 38.4
  10. Salústio, Guerra contra Jugurta, 38.5-8
  11. Salústio, Guerra contra Jugurta, 38.9-10
  12. Salústio, Guerra contra Jugurta, 39.1
  13. Salústio, Guerra contra Jugurta, 39.2
  14. Salústio, Guerra contra Jugurta, 39.3