Bálteo

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Métopa com Baixo-relevo de cavaleiro trajando o bálteo. Troféu de Trajano

Bálteo (em latim: Balteus; pl. baltea) ou télamo (em grego: τελαμών; transl.: telamón) era, na Grécia e Roma Antigas, um cinto, cinto de ombro ou cinturão utilizado pelos soldados para suspender a espada. Como a espada costumeiramente ficava no quadril esquerdo, o cinto era apoiado pelo ombro direito e passava obliquamente sobre o peito.[1]

No período homérico, os gregos utilizavam um segundo bálteo maior e mais amplo para carregar o escudo que era disposto no ombro oposto, porém por ser inconveniente acabou sendo abandonado quando da criação do clípeo cário. O desuso precoce do bálteo para carregar o escudo é evidenciado pelo fato de que esta parte da panóplia antiga nunca é exibida em pinturas e esculturas. Um terceiro uso do bálteo era para apoiar a aljava.[1]

O bálteo era feito de couro, mas foi ornado com ouro, prata e pedras preciosas e nas artes ele aparece bordado ou em relevo. Os cintos dos imperadores romanos era muito ornados, e segundo relatado por inscrições do período havia um oficial distinto chamado balteário (em latim: baltearius) que era responsável por eles no palácio imperial.[1]

Referências

  1. a b c Smith 1875, p. 196.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Smith, Sir William; Cheetham, Samuel (1875). Dictionary of Greek and Roman Antiquities. [S.l.]: Little, Brown and Company