Bernardo de Tremelay

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Bernardo de Tremelay (em francês: Bernard de Tremelay; Dramelay, 1100 - Ascalão, 16 de agosto de 1153) foi o 4º Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários de 1151 a 1153, tendo morrido em combate. Foi sucedido por André de Montbard e precedido por Everaldo de Barres.

Entrada para a Ordem[editar | editar código-fonte]

Bernard de Tremelay originario do condado da Burgúndia, filho de Humberto, senhor de Tremelay.

A decisão de Everaldo de Barres retirar-se para a Abadia de Claraval pegou de surpresa a Ordem. Depois de meses de negociações o Capítulo Geral decidiu eleger Bernard de Tremelay como seu novo mestre. Na ocasião ele era preceptor do Templo-lès-Dole em Jura, uma importante preceptoria.

No Oriente[editar | editar código-fonte]

No momento em que chegou à Terra Santa, Bernard de Tremelay foi recebido pelo rei Balduíno III que lhe deu o comando e posse da cidade fortificada de Gaza, que na época estava em ruínas. De Tremelay reconstruiu as muralhas da cidade e construiu novas torres e trincheiras para garantir a segurança da cidade. Ele também reforçou o sistema de defesa costeira, fortalecendo as cidades de Jafa, Arsus, La Roche Taillé e Le Daron. Estas cidades foram indispensáveis para a sobrivivência do Reino Latino do Oriente.

Balduíno III decidiu tirar vantagem de várias vitórias militares sobre o exercito de Noradine e das disputas internas entre alguns dignitários muçulmanos. Balduíno reuniu suas tropas e partiu para a cidade fortificada de Ascalão, sitiando-a.

Cerco de Ascalão[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 1153, os francos sitiaram a cidade de Ascalão mas fracassaram ao entrar. Na área ocupada pelos templários, uma torre de ataque foi posta próxima às muralhas da cidade, causando morte e terror aos defensores. Durante a noite de 15 de agosto os defensores da cidade tentaram atear fogo à torre por uma fogueira em sua base. Infelizmente para os defensores, o vento virou contra as muralhas da cidade. As muralhas foram então destruídas pelas bombas e constantes ataques. Uma grande parte da muralha caiu, rompendo suas defesas. Imediatamente, Bernard de Tremelay e quarenta cavaleiros avançaram através desta abertura e entrou na cidade. Ao mesmo tempo que impediu outros ataques. Os guardas turcos, inicialmente com medo dos cristãos entrarem em sua cidade, reagruparam e mataram ou capitularam todos os templários, incluindo o grão-mestre, Bernard de Tremelay. Na noite seguinte, os corpos dos quarenta cavaleiros decapitados foram pendurados de ponta-a-cabeça nas muralhas da cidade. Esta visão aterradora do massacre provocou a ira dos cristãos. A cidade caiu três dias depois.

O primeiro cerco viu a primeira morte de um mestre do templo em combate. Como consequência, uma discussão foi criada sobre os ações dos templários.

Segundo a maioria dos textos, parece que a segunda versão é mais lógica, mas talvez a história vai se lembrará da interpretação do grande cronista Guilherme de Tiro, um homem com um desagrado particular dos Templários.

Fonte[editar | editar código-fonte]