Cóis

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Cóis desmantelando suas cabanas, preparando-se para passar para novas pastagens. Aquatinte de Samuel Daniell (1805).

Os cóis (etnônimo: Khoikhoi, "pessoas pessoas" ou "pessoas reais") ou Khoi, são um grupo de pessoas Khoisan nativas do sudoeste da África. Ao contrário do povo vizinho de caçadores-coletores, San, os cóis tradicionalmente praticam a agricultura pastoral nômade.[1] Quando os imigrantes europeus colonizaram a área após 1652, os cóis mantiveram grandes rebanhos de gado angune na região do Cabo. Os colonos holandeses os rotularam hotentotes à imitação do som dos sons de cliqueque são característicos da linguagem khoekhoe,[2] mas hoje este exônimo é considerado depreciativo e ofensivo.[3]

Evidências arqueológicas mostram que os cóis chegaram na atual África do Sul através de duas rotas distintas:[4]

1) Viajando para o oeste, rodando o Kalahari para o oeste, depois para o Cabo. 2) Viajando para o sudeste para o Highveld e depois para a costa sul.

Os maiores grupos de cóis que permaneceram como grupos incluem os povos Nama e Damara.

História[editar | editar código-fonte]

Adam Kok, líder da nação Griqua.

Os cóis são parte originalmente de uma cultura pastoral e de um grupo linguístico que se encontra em toda a África Austral, originando-se na região norte do Botswana moderno. A migração para o sul do grupo étnico foi constante, chegando finalmente ao Cabo aproximadamente 2.000 anos atrás. Os subgrupos de cóis incluem os Namaqua, ao oeste, os Korana do meio da África do Sul e os próprios cóis no sul. A criação de ovinos, caprinos e gado pastando em vales férteis em toda a região proporcionou uma dieta estável e equilibrada e permitiu que os cóis vivessem em grupos maiores em uma região previamente ocupada pelos caçadores-coletores de subsistência, os San.

Referências

  1. Richards, John F. (2003). «8: Wildlife and Livestock in South Africa». The Unending Frontier: An Environmental History of the Early Modern World. Col: California World History Library (em inglês). 1. Berkeley, California: University of California Press. 296. ISBN 9780520939356. Consultado em 17 de novembro de 2016 
  2. Rev. Prof Johannes Du Plessis, B.A., B.D. (1917). «Report of the South African Association for the Advancement of Science» (em inglês). 189–193. Consultado em 5 de julho 2010 
  3. Strobel, Christoph (2008). «A Note on Terminology». The Testing Grounds of Modern Empire: The Making of Colonial Racial Order in the American Ohio Country and the South African Eastern Cape, 1770s-1850s (em inglês). [S.l.]: Peter Lang 
  4. Pre-colonial Cultures in South Africa: The San and Khoikhoi (em inglês) About.com

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • P. Kolben, Present State of the Cape of Good Hope (London, 1731–38);
  • A. Sparman, Voyage to the Cape of Good Hope (Perth, 1786);
  • Sir John Barrow, Travels into the Interior of South Africa (London, 1801);
  • Bleek, Wilhelm, Reynard the Fox in South Africa; or Hottentot Fables and Tales (London, 1864);
  • Emil Holub, Seven Years in South Africa (English translation, Boston, 1881);
  • G. W. Stow, Native Races of South Africa (New York, 1905);

Ligações externas[editar | editar código-fonte]