CETME (fuzil)

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CETME
CETMEL.lateral.izq.png

CETME L
Tipo fuzil de assalto
Local de origem Flag of Spain.svg Espanha
História operacional
Em serviço 1957 - até hoje
Histórico de produção
Criador Ludwing Vorgrimler
Data de criação 1949
Período de
produção
1952 - 1999
Variantes A, A1, B, C, E, L e LC
Especificações
Peso 3,4 kg (CETME L)
3,22 kg (CETME LC)
Comprimento 925 mm (CETME L)
860 mm (CETME LC com coronha esticada)
665 mm (CETME LC com coronha retraída)
Comprimento 
do cano
400 mm (CETME L)
320 mm (CETME LC)
Calibre 7,92 x 40 mm (CETME A, A1 e B)
7,62 mm NATO (CETME B, C e E)
5,54 mm NATO (CETME L e LC)
Cadência de tiro 600 tpm
Velocidade de saída 720 m/s
Alcance efetivo 500 m
Sistema de suprimento carregador de 20 munições (CETME A, A1, B, C e E)
carregador de 30 munições (CETME L e LC)
Mira olhal e alça de mira

CETME é o nome porque é conhecido o fuzil/espingarda de assalto desenvolvido em Espanha na década de 1950. O CETME é muito semelhante à espingarda automática G3 desenvolvida a partir daquele pela Heckler & Koch GmbH da Alemanha.

História[editar | editar código-fonte]

O Centro de Estudios Técnicos de Materiales Especiales (cuja sigla CETME serviu para baptizar o fuzil) foi criado para reagir ao isolamento internacional da Espanha durante da ditadura de Francisco Franco. Destinava-se a criar projectos militares, com ênfase nas armas de assalto para substituírem os obsoletas espingardas de repetição que equipavam as Forças Armadas Espanholas.

O fuzil CETME deriva mecanicamente da StG45(M), um protótipo de espingarda de assalto alemão desenvolvido pela Mauser no final da Segunda Guerra Mundial. O final da guerra ditou a interrupção do projecto e a fuga para Espanha de alguns dos seus técnicos responsáveis. Um deles, Ludwing Vorgrimler foi o responsável pelo desenvolvimento do CETME.

O CETME foi criado por ordem do Ministério da Guerra espanhol. A sua primeira versão viu a luz do dia em 1952 e foi adoptado pelas Forças Armadas Espanholas em 1957. Sucessivas versões foram vendo as suas características melhoradas, como o alcance, a precisão e o tipo de munição. O CETME L foi o fuzil padrão das Forças Armadas Espanholas até 1999, altura em que adoptaram o G36. Por curiosidade o G36 foi desenvolvido a partir da G3, a qual se baseia no CETME B desenvolvido pela Heckler & Koch entre 1957 e 1961.

O CETME foi considerado um dos melhores fuzis de assalto do seu tempo pela sua elevada precisão, potência e, sobretudo, resistência.

Variantes[editar | editar código-fonte]

CETME A/A1: primeira versão, desenvolvida em 1949, usando a munição 7,92 x 40 mm CETME, capaz de incapacitar um alvo humano a 1.000 metros. Esta munição era, contudo, proibida pela Convenção de Genebra e por isso, iniciou-se o desenvolvimento da munição 7,62 mm NATO;
CETME B: modelo capaz de disparar tanto as munições 7,62 mm CETME como o 7,62 mm NATO, através da troca da mola recuperadora e do ferrolho. Incorpora um tapa chamas na boca para lançamento de granadas, coronha mais ergonómica, e bipé. Em 1957, este modelo passou a ser o fuzil padrão das Forças Armadas Espanholas e passou a ser desenvolvido pela H&K, dando origem à G3 em 1961;
CETME C: modelo adoptado pelas Forças Armadas Espanholas em 1964, caracterizando-se pelo fuste e coronha de madeira, câmara estriada, alça de mira do tipo régua regulada para distâncias de 100, 200, 300 e 400 m e carril adaptável a mira telescópica;
CETME E: modelo experimental com alça modificada e carregador e outros componentes de plástico;
CETME L: modelo desenvolvido em 1984, adaptado à munição 5,56 mm NATO, coronha e fuste de material plástico, alça de mira regulável para apenas 200 e 400 m e botão retentor da janela de ejecção aberta, permitindo maior facilidade de inspecção da câmara e de desencravamento da arma;
CETME LC: modelo semelhante ao L, mas mais curto e de coronha retrátil, adaptado ao uso por tropas páraquedistas, guarnições de blindados, etc.