Caça furtiva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Memorial de rinocerontes mortos por caçadores furtivos na África do Sul.

Caça furtiva ou caça predatória é tradicionalmente definida como caça ilegal, morte, ou captura de animais silvestres, associada com direito de propriedade.[1][2][3][4]

Até o século XX, muitos camponeses caçavam furtivamente como forma de subsistência, a fim de suplementar dietas pobres.[5] Deve-se salientar que roubar animais domésticos é classificado como roubo e não como caça furtiva.[6]

Desde os anos 80, o termo "caça furtiva"tem sido utilizado como referência à coleta ilegal de plantas silvestres também.[7][8][9]

Em 1998 cientistas da University of Massachusetts Amherst propuseram contrapões a um uso racional de recursos naturais renováveis, incluindo a coleta de animais selvagens com a intenção de possuir, transportar, consumir ou vender e usar partes de seu corpo. Eles consideraram a caça furtiva como uma das maiores ameaças à sobrevivência de plantas e animais.[8] Biólogos conservacionistas consideram a caça furtiva como tendo um efeito devastador na biodiversidade, dentro e fora de unidades de conservação, dado que a queda das populações localmente podem influenciar a funcionalidade de todo o ecossistema.[10]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Webster, N. (1968). Websters New 20th Century dictionary of the English Language 2nd ed. Cleveland: World Publishing Company. p. 1368 
  2. Random House (2001). Random House Webster's unabridged dictionary 2nd, unabridged ed. New York: Random House. p. 1368. ISBN 0375425993 
  3. World Book Inc. (2005). World book encyclopedia. 15, P. Springfield: Merriam-Webster, Inc. p. 5871 
  4. McKean, E. (ed.) (2005). «Poaching». The new Oxford American dictionary. New York: Oxford University Press. Consultado em 18 de agosto de 2013 
  5. Encyclopædia Britannica, Inc. (2010). Poaching 15th ed. [S.l.]: Encyclopædia Britannica, Inc. Consultado em 18 de agosto de 2013 
  6. August, R. (1993). «Cowboys v. Rancheros: The Origins of Western American Livestock Law». Austin: Texas State Historical Association. Southwestern Historical Quarterly. 96 (4): 457–490 
  7. Power Bratton, S (1985). «Effects of disturbance by visitors on two woodland orchid species in Great Smoky Mountains National Park, USA». Biological Conservation. 31 (3): 211–227. doi:10.1016/0006-3207(85)90068-0 
  8. a b Muth, R. M.; Bowe, Jr. (1998). «Illegal harvest of renewable natural resources in North America: Toward a typology of the motivations for poaching». Society & Natural Resources. 11 (1): 9–24. doi:10.1080/08941929809381058 
  9. Dietrich, C.; Columbini,, D. (2010). «Plant Poaching». Missouri Department of Conservation. Consultado em 18 de agosto de 2013 
  10. Lindsey, P., Balme, G., Becker, M., Begg, C., Bento, C., Bocchino, C., Dickman, A., Diggle, R., Eves, H., Henschel, P., Lewis, D., Marnewick, K., Mattheus, J., McNutt, J. W., McRobb, R., Midlane, N., Milanzi, J., Morley, R., Murphree, M., Nyoni, P., Opyene, V., Phadima, J., Purchase, N., Rentsch, D., Roche, C., Shaw, J., van der Westhuizen, H., Van Vliet, N., Zisadza, P. (2012). Illegal hunting and the bush-meat trade in savanna Africa: drivers, impacts and solutions to address the problem. Panthera, Zoological Society of London, Wildlife Conservation Society report, New York.


Ícone de esboço Este artigo sobre ambiente é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.