Cachoeira Casca d'Anta

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Cachoeira Casca d'Anta
Características
Altura 186 m
Localização
Rio Rio São Francisco
País  Brasil
Local São José do Barreiro (MG) - Distrito de São Roque de Minas

A Cachoeira Casca D´Anta é a maior queda do rio São Francisco e se forma quando o Rio da Integração Nacional deixa o seu "berço" na serra da Canastra, em Minas Gerais.

A região mais importante da Serra da Canastra é a área já regularizada do Parque Nacional, onde se localiza a Cachoeira Casca D’anta, considerada a maior atração da Canastra e pode ser visitada pelo alto da serra ou por baixo, em ambos os casos com acesso relativamente fácil por estradas de terra.

A Cachoeira Casca D’Anta tem queda livre de 186 metros.

O nome vem da árvore Casca D’Anta (Drimys winteri) que, por sua vez, foi assim batizada porque que tem propriedades medicinais, cicatrizantes. Segundo os pesquisadores, o animal  anta se esfrega no tronco da árvore para curar ferimentos superficiais.

Para se chegar a essa impressionante queda d’água, três são os acessos disponíveis através das portarias instaladas nas imediações do Parque Nacional da Serra da Canastra:

01) Portaria instalada em São Roque de Minas (8 km da cidade). Por esse acesso chega-se à parte alta da queda da Cachoeira Casca D’anta;

02) No distrito de São José do Barreiro, portaria instalada distante 9 km do povoado, que por sua vez fica a 14 km da cidade de Vargem Bonita, onde termina o acesso por asfalto e se inicia a estrada por terra. Através desse acesso se chega à parte baixa da queda d’água;

03) No distrito de São João Batista da Serra da Canastra (a 1 km de distância do povoado). São João Batista da Serra da Canastra localiza-se no alto da Serra da Canastra, caminho de entrada para quem vem de Tapira (cerca de 40 km de estrada por terra) e Araxá-MG. Por aqui também é o acesso à parte alta da cachoeira.

Veja a melhor forma de chegar à Casca D’anta para quem parte das principais regiões do País:

Para quem sai de BELO HORIZONTE, SUL de MINAS, do RIO DE JANEIRO ou de SÃO PAULO:

O acesso principal à Casca D’anta é pela rodovia MG 050, que liga Belo Horizonte à região nordeste do Estado de São Paulo.

Chegando à cidade mineira de Piumhi, que dista 60 km da cidade de São Roque de Minas, e 50 km da cidade de Vargem Bonita, ambas por estrada asfaltada, o visitante deve entrar no primeiro trevo (para quem vem de Belo Horizonte e Rio de Janeiro) ou no segundo trevo (para quem vem de São Paulo) e atravessar a cidade seguindo a indicação das placas até a rodovia secundária seguindo as placas indicativas para Serra da Canastra, São Roque de Minas e Vargem Bonita.

O acesso à parte baixa se dará pelo caminho que passa pela cidade de Vargem Bonita.

Já à parte alta, o caminho passa pela cidade de São Roque de Minas.

Ambos os acessos são inicialmente feitos por asfalto, através da rodovia MG-341, partindo da cidade de Piumhi.

PARTE BAIXA

Cachoeira Casca D'Anta, primeira queda d'água no rio São Francisco após a nascente

Para a parte baixa, o percurso Piumhi – Vargem Bonita é feito contando-se 43 km de Piumhi até o trevo de acesso à cidade de Vargem Bonita, onde vira-se à esquerda, percorrendo mais 7 km até Vargem Bonita.

Após a cidade de Vargem Bonita segue-se 14 km de estrada de terra com destino ao distrito de São José do Barreiro e, conforme mencionado anteriormente nesse texto, o acesso é pela portaria instalada distante 9 km do povoado, ou seja, a 23 km de Vargem Bonita e 73 km da cidade de Piumhi.

Para ter a aproximação máxima da cachoeira, é preciso deixar o carro no estacionamento e caminhar cerca de 15 minutos por uma trilha no meio da mata ciliar.

É recomendável fazer a visita, tanto da parte baixa quanto da alta, o mais cedo possível. Em feriados, os dois lugares costumam ficar lotados depois das 10h.

PARTE ALTA

Cachoeira Casca D'Anta vista de cima

A parte alta é feita acessando por São Roque de Minas, tendo a distância de Piumhi é 60 km pela mesma estrada asfaltada.

Na parte alta, a 38 km de São Roque de Minas, há o cânion que o rio São Francisco forma para descer a serra, 14 km após a nascente. Tem uma incrível sequência de cachoeiras e piscinas naturais, algumas inacessíveis.

Há um mirante de onde é possível avistar parte da queda principal, a imensa piscina formada embaixo e o curso do rio até a primeira curva rumo ao Nordeste.

O desnível superior a 300 metros proporciona uma das mais lindas vistas panorâmicas da região. O local está todo sinalizado pelo IBAMA e é fácil pegar a trilha de 3 km para ir até a parte de baixo. São cerca de 4 horas de caminhada, em média, para ir e voltar.

Para iniciar a caminhada, assim como contemplar parte do cânion e chegar ao mirante, é preciso atravessar um córrego que pode ficar perigoso em dias de chuva.

Para quem sai de ARAXÁ, UBERLÂNDIA, UBERABA, cidades de GOIÁS e DISTRITO FEDERAL:

Outro acesso é via cidade de Bambuí, para quem chega de Araxá, Uberaba, Uberlândia, Goiás e Distrito Federal e não queira utilizar o acesso pela portaria de São João Batista da Serra da Canastra, passando pelas cidades de Araxá e Tapira.

Esse acesso é mais curto para os visitantes dessas regiões, com 48 km de terra no trecho final levando-se em consideração que o ponto final seja na cidade de São Roque de Minas.

A referência principal é a BR 262 (Uberaba – Belo Horizonte).

Vindo dessa direção oeste (Triângulo Mineiro e Goiás) após a cidade de Campos Altos virá a cidade de Estalagem e, 13 km após passar pela cidade de Estalagem, entrar à direita na BR 354 se dirigindo até a cidade de Bambuí.

Chegando a Bambuí toma-se a estrada com destino a Medeiros e, contando-se a partir da saída de Bambuí, cerca de 17 km de estrada asfaltada deverá ser tomada à esquerda a estrada de terra que liga a São Roque de Minas, percorrendo-se mais 48 km por terra.

Para acesso à parte baixa da cachoeira, toma-se a estrada com destino à cidade de Vargem Bonita e segue o percurso informado no início dessa matéria. CAMINHOS ALTERNATIVOS:

Há vários caminhos alternativos, com longos trechos por estradas de terra a partir de Passos, Delfinópolis, Sacramento e Araxá.

No mapa rodoviário, esses caminhos parecem tentadores pela distância.

Em alguns casos, realmente, são mais curtos, porém mais acidentados, carentes de sinalização e por isso mais demorados e difíceis.

Esses caminhos alternativos são recomendados apenas para veículos 4x4.

Por outro lado, pra quem não utiliza veículos 4x4 é importante saber o fato de que, para qualquer passeio a partir de São Roque de Minas e de Vargem Bonita exigirá tráfego por estradas de terra, algumas em condições precárias, especialmente na época das chuvas (dezembro a março).

É preciso trafegar em baixa velocidade devido às curvas, mata-burros, buracos e eventualmente barro e ladeiras escorregadias.

Na época da seca (abril a novembro) o motorista encontra muita poeira.