Camisas-negras

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Camisas negras)
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Logotipo dos camisas-negras (1941)

A Milícia Voluntária para a Segurança Nacional foi um grupo paramilitar da Itália fascista que mais tarde passou a ser uma organização militar. Devido à cor dos seus uniformes, os seus membros ficaram conhecidos como camisas-negras (em italiano: camicie nere).

Os camisas negras italianos[editar | editar código-fonte]

Provavelmente inspirado nos camisas-vermelhas de Garibaldi, a sua atividade está enquadrada a partir do período entre-guerras até o fim da Segunda Guerra Mundial. O termo é aplicado a diferentes grupos que imitavam o uniforme, como os blackshirts da União Britânica de Fascistas e a SS do partido nazista alemão.

Os camisas-negras foram organizados por Benito Mussolini como uma violenta ferramenta militar do seu movimento político.[1] Os fundadores foram intelectuais nacionalistas, ex-oficiais militares, membros especiais dos Arditi e jovens latifundiários que se opunham aos sindicatos de trabalhadores e camponeses do meio rural. Seus métodos tornaram-se cada vez mais violentos a medida que o poder de Mussolini aumentava, e usaram da violência, intimidação e assassinatos contra opositores políticos e sociais. Entre seus componentes, que formavam um grupo muito heterogêneo, incluíam-se criminosos e oportunistas em busca da fortuna fácil.

Grupos similares[editar | editar código-fonte]

Seu ethos e uniformes foram imitados por outros que compartilhavam da ideologia fascista, como os nazis alemães, que reservaram o preto para guarda pessoal de Hitler (Schutzstaffel ou SS) e escolheram as camisas pardas para as SA] (Sturmabteilung), de função similar às camisas negras italianas. Na Inglaterra, sir Oswald Mosley também escolheu o preto para a sua União Britânica de Fascistas.[2][3] William Dudley Pelley, por outro lado usou a alcunha de camisas-prateadas (Silver Shirts) para sua Legião Prateada da América, nos Estados Unidos.

Os integralistas brasileiros de Plínio Salgado foram chamados de camisas-verdes, já os membros da Falange Espanhola de José Antonio Primo de Rivera receberam a alcunha de camisas-azuis, assim como os camisas-azuis da Irlanda (liderados por Eoin O'Duffy e o seu Army Comrades Association), os camisas-azuis canadenses (da Canadian National Socialist Unity Party), os camisas-azuis franceses (associados ao Solidarité Française e do Parti Franciste), e os chineses da Sociedade dos Camisas-Azuis). Já no México houve um movimento fascista com características similares que adotou as camisas douradas.

Referências

  1. Bosworth, R.J.B, Mussolini's Italy: Life Under the Fascist Dictatorship, 1915-1945, Penguin Books, 2005, P. 117
  2. Carroll Quigley, Tragedy and Hope, 1966. p. 619
  3. Richard Griffiths, Fellow Travellers of the Right: British Enthusiasts for Nazi Germany. London: Constable, 1980. p.52 The names are from MI5 Report. 1 August 1934. PRO HO 144/20144/110. (citado em Thomas Norman Keeley Blackshirts Torn: inside the British Union of Fascists, 1932- 1940 p.26) (Acessado em 16 de março de 2015)