Caso Festina

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Maillot da equipa Festina.

O Caso Festina foi uma operação contra a dopagem no ciclismo de elite realizada em 1998 na França. Este processo permitiu desarticular uma grande rede de dopagem internacional no ciclismo liderada pelo director, médico e massagista da equipa Festina Bruno Roussel, Eric Rijkaert e Willy Voet, respectivamente a dita rede dispunha de diversos produtos ilícitos para melhorar o rendimento dos desportistas: EPO (na altura indetetável), hormona do crescimento e testosterona

Investigação judicial[editar | editar código-fonte]

Origem da investigação[editar | editar código-fonte]

A investigação surgiu em vésperas do início do Tour de France 1998 na que traz um possível "chivatazo" no controle aduaneiro entre a Bélgica e França de Neuville-em-Ferrain interceptou o massagista da equipa Festina, Willy Voet, que se dirigia à saída do Tour desse ano em Dublin, com duzentas ampolas de EPO, quase cem de hormonas do crescimento e dezenas de caixas de testosterona[1].

Rusgas e detenções[editar | editar código-fonte]

Rusgas[editar | editar código-fonte]

Alem da equipe Festina, foram feitas rusgas praticamente à totalidade de equipas durante esse Tour, alegando-se estar à procura de uso de drogas nas equipas TVM, ONZE, Big Mat, Casino e Lotto.[2][3][4][5][6]

Detenções[editar | editar código-fonte]

As detenções não só se produziram por tendência de produtos ilícitos sendo por "importação de medicamentos sem autorização", já que os produtos não tinham sido comprados na França, que foi o motivo principal para deter os implicados e descobrir que entre esses produtos havia também medicamentos dopantes incluso chegou a estar preso de forma preventiva Hein Verbruggen, então presidente da União Ciclista Internacional, quando acudiu a declarar como testemunha, por suposto cúmplice do trama.[7]

Festina[editar | editar código-fonte]
Richard Virenque.
Alex Zülle.
Laurent Brochard.
Christophe Moreau.
Neil Stephens.
Outros[editar | editar código-fonte]

Citados a declarar[editar | editar código-fonte]

Além dos detidos, também teve ciclistas que somente foram chamados a declarar:[8]

Exclusão de plantel de ciclistas[editar | editar código-fonte]

Em 17 de julho a organização decidiu expulsar os corredores da equipa Festina posteriormente, depois das rusgas e detenções que durante o Tour estenderam a praticamente todas as equipas, e a todas as equipas espanholas: ONZE-Deutsche Bank, Banesto, Kelme e Vitalicio Seguros; e os italianos: Riso Scotti e Saeco decidiram abandonar a corrida por solidariedade com as equipas revistadas e pelo maus tratos recebido pelos gendarmes para a equipa de TV. A dita retirada produziu-se depois dos corredores pararem em plena 17ª etapa (na etapa 12ª também teve outra paragem, mas foi testimonial) e depois de não chegar a um acordo prosseguem a etapa mas com os corredores a favor do plante com os dorsais retirados em protesto de zelo, deixando passar em primeiro pela meta os 5 integrantes do TVM que estavam em prova; curiosamente o porta-voz dos ciclistas foi Bjarne Riis[6][9] que posteriormente admitiu que se dopava.

Poucos dias antes de finalizar a ronda francesa e depois das detenções e expulsões de Rodolfo Massi (Casino) por posse de corticoides também decidiram abandonar os cinco corredores que restavam do TVM,[1][2] aproveitando que o Tour passava pela Suíça pudendo então livrar do assédio dos gendarmes.[8] Acabando a corrida só com 96 corredores dos 189 que a iniciaram

O director da ONZE, Manolo Saiz, que promovia os abandonos, dias depois de abandonar o Tour declarou:[10]

Metemos-lhe o delito pelo rabo ao Tour de France e nós estamos olhando a ver quem têm sido

Sancionados[editar | editar código-fonte]

[8][11][12][13]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Esta operação antidrogas produziu que se investisse mais na detecção de produtos dopantes no ciclismo e em todo o desporto em geral, fazendo mais controles e aumentado a efectividade destes com novas sanções mais pesadas.

Por sua vez a equipa ONZE renuncia a participar em corridas francesas durante o ano de 1998.Erro de citação: Elemento <ref> inválido; nomes inválidos (por exemplo, são demasiados)

Referências

  1. a b O Correio, ed. (4 de julho de 2008). «Os dez años del 'caso Festina'». Consultado em 28 de março de 2012 
  2. a b lanacion.com.ar, ed. (1 de agosto de 1998). «El TVM se sumó a las deserciones del Tour». Consultado em 6 de janeiro de 2010 
  3. Marca (ed.). «"La policía se incauta de medicamentos en el interior del camión del Big Mat"». Consultado em 6 de janeiro de 2010 
  4. Marca (ed.). «"Registros en el hotel del equipo Francaise des Jeux"». Consultado em 6 de janeiro de 2010 
  5. Marca (ed.). «La Policía registra los hoteles de Casino, Polti y Lotto». Consultado em 6 de janeiro de 2010 
  6. a b Mundo Deportivo, ed. (30 de julho de 1998). «TOURMENTA» (PDF). Consultado em 6 de janeiro de 2010 
  7. Marca (ed.). «Patrick Keil: quien a hierro mata...». Consultado em 16 de novembro de 2009 
  8. a b c pagina12.com.ar (ed.). «EL DOPING EN EL TOUR, SEGUN SAMARANCH Y EN EL APERTURA». Consultado em 8 de janeiro de 2010 
  9. Mundo Deportivo, ed. (30 de julho de 1998). «TOURMENTA» (PDF). Consultado em 6 de janeiro de 2010 
  10. elmundo.es, ed. (31 de julho de 1998). «Saiz volta a Espanha por conselho de seu advogado». Consultado em 11 de janeiro de 2010 
  11. Virenque cleared
  12. Le verdict du procès Festina
  13. Absolução de Virenque e leves penas para oito arguidos no 'caso Festina'

Ligações externas[editar | editar código-fonte]