Comedão

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Demodex folliculorum e Demodex brevis
Nariz acometido por cravos.
Classificação e recursos externos
CID-9 706.1
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Um comedão, também denominado no Brasil por cravo, é o resultado da obstrução de um folículo piloso da pele (poro)[1] por queratina e sebo.[2] Um comedão pode ser aberto (ponto negro) ou fechado pela pele (ponto branco). [2] A condição inflamatória crónica que geralmente inclui os dois tipos de comedões e pábulas e pústulas inflamadas (vulgarmente denominadas "espinhas") denomina-se acne.[2][3] No entanto, os comedões também podem ocorrer na ausência de acne.[2] A infecção de um comedão provoca inflamação com aparecimento de pus.[1] A classificação enquanto acne depende da quantidade de comedões e infecção.[3]

Causas[editar | editar código-fonte]

Durante a puberdade, as glândulas sebáceas aumentam a produção de sebo, o que faz com que os comedões e o acne sejam comuns entre os adolescentes.[2][3] Um pêlo que não cresça de forma normal pode também bloquear o poro, provocando uma inflamação e formação de pus.[3]

É a oxidação, e não a falta de higiene ou a sujidade, que faz com que os pontos negros sejam pretos.[1] Lavar ou esfregar a pele em excesso pode provocar irritações, agravando o acne.[1] O toque ou a extração dos comedões pode provocar irritação e disseminar a infecção.[1] Não é ainda clara a influência do ato de barbear no desenvolvimento de comedões ou de acne.[1] Fumar pode agravar o acne.[2]

Alguns produtos para a pele podem aumentar o número de comedões ao bloquear os poros,[1] e produtos que sejam gordurosos podem fazer com que o acne se agrave.[2] Alguns produtos que afirmam não bloquear os poros podem ser rotulados com a denominação de "não comedogénico" ou "não acnegénico".[4] Os produtos de maquilhagem e para a pele que sejam livres de gordura e à base de água podem ser menos propensos a provocar acne.[4] No entanto, desconhece-se ainda se a dieta e a exposição solar aumentam, diminuem ou não têm qualquer efeito na produção de comedões.[2]

É possível que os genes tenham alguma influência na probabilidade de vir a desenvolver acne.[2] Os comedões são mais comuns em determinados grupos étnicos.[2][5]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O uso de produtos de limpeza não gordurosos ou um sabonete neutro podem provocar menos irritação da pele em relação ao sabonete convencional.[6][7] Os pontos negros podem ser removidos com tiras de limpeza disponíveis ao público, ou através de métodos mais agressivos usados por dermatologistas.[8]

Espremer os comedões pode removê-los, embora possa também lesionar a pele.[1] Ao fazer desta forma, aumenta-se o risco de provocar ou transmitir a infecção do aparecimento de cicatrizes, ou do alastramento da infecção para camadas mais profundas da pele. Também é comum a utilização de um utensílio próprio para remoção, geralmente após o uso de vapor ou água quente para dilatar os poros.[1]

Muitos tratamentos para o acne destinam-se especificamente a tratar a infecção, embora haja outros que se destinem também a prevenir a própria formação de comedões.[9] Há ainda outros que eliminam as camadas mortas de pele e podem ajudar a limpar os poros bloqueados.[1][2][3] Nenhum método de medicina alternativa proposto para o tratamento de acne revelou ser eficaz em ensaios clínicos, entre eles o uso de aloe vera, piridoxina (vitamina B6), ácidos da fruta, lampo, fitoterapia ayurveda ou acupuntura.[2]

Referências

  1. a b c d e f g h i j Informed Health Online. «Acne». Fact sheet. Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG). Consultado em 9 de junho de 2013 
  2. a b c d e f g h i j k l Williams, HC; Dellavalle, RP; Garner, S (28 de janeiro de 2012). «Acne vulgaris.». Lancet. 379 (9813): 361–72. PMID 21880356. doi:10.1016/S0140-6736(11)60321-8 
  3. a b c d e Purdy, S; de Berker, D (janeiro de 2011). «Acne vulgaris»: pii: 1714. PMC 3275168Acessível livremente 
  4. a b British Association of Dermatologists. «Acne». Patient information leaflet. British Association of Dermatologists. Consultado em 12 de junho de 2013 
  5. Davis, EC; Callender, VD (abril de 2010). «A review of acne in ethnic skin: pathogenesis, clinical manifestations, and management strategies.». The Journal of clinical and aesthetic dermatology. 3 (4): 24–38. PMID 20725545 
  6. Poli, F (15 de abril de 2002). «[Cosmetic treatments and acne].». La Revue du praticien. 52 (8): 859–62. PMID 12053795 
  7. Korting, HC; Ponce-Pöschl, E; Klövekorn, W; Schmötzer, G; Arens-Corell, M; Braun-Falco, O (1995 Mar-Apr). «The influence of the regular use of a soap or an acidic syndet bar on pre-acne.». Infection. 23 (2): 89–93. PMID 7622270  Verifique data em: |data= (ajuda)
  8. Pagnoni, A; Kligman, AM; Stoudemayer, T (1999). «Extraction of follicular horny impactions the face by polymers. Efficacy and safety of a cosmetic pore-cleansing strip (Bioré)». Journal of Dermatological Treatment. 10 (1): 47–52. doi:10.3109/09546639909055910 
  9. Gollnick, HP; Krautheim, A (2003). «Topical treatment in acne: current status and future aspects.». Dermatology (Basel, Switzerland). 206 (1): 29–36. PMID 12566803 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

http://diariodebiologia.com/2011/10/e-verdade-que-os-cravos-na-nossa-pele-sao-aracnideos/#.UhwidxvWSTo

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