Constante II (usurpador romano)

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Disambig grey.svg Nota: Para o imperador bizantino de mesmo nome, veja Constante II.
Constante II
Augusto do Império Romano do Ocidente
Imagem de Constante II em uma síliqua
Reinado 407409 (César sob Constantino III)
409411 (com Honório e Constantino III)
Antecessor(a) Graciano
Sucessor(a) Honório
Morte 411 (antes de 18 de setembro)
  Viena (cidade romana)
Pai Constantino III

Constante II[1] era o filho mais velho de Constantino III nomeado por ele co-imperador entre 409 e 411. Constante foi morto durante as revoltas e combates que marcaram o fim do reinado de seu pai.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Filho mais de Cláudio Constâncio e irmão de "Juliano"[1], Constante foi monge na adolescência. No verão de 408, seu pai, que havia se auto-proclamado imperador no ano anterior na Britânia[2] e invadido a Gália, nomeou-o césar[3] e enviou-o com o general Gerôncio e o prefeito Apolinário para a Hispânia para governar a província e controlar os membros da Casa de Teodósio (quatro primos de Honório - Teodosíolo, Lagódio, Dídimo e Vereniano) que não reconheceram Constantino e criaram um núcleo de resistência na região[4]. Depois de algumas derrotas iniciais, Constante capturou Dídimo e Teodosiolo, mas não conseguiu evitar que os outros dois fugissem para Constantinopla[5].

Depois da vitória, Constante deixou a esposa e família em César Augusta (moderna Saragoça, na Espanha) aos cuidados de Gerôncio e voltou para a capital de Constantino, Arelate, onde os prisioneiros foram executados[6].

No outono de 409, invasores bárbaros, depois de mais de dois anos saqueando a Gália, chegaram aos Pirenéus, subjugaram as defesas romanas e invadiram a Hispânia[7]. Constantino, sem consultar Honório, elevou Constante ao status de augusto. O novo augusto então seguiu para a Hispânia para tentar resolver a situação, mas, antes que ele partisse, notícias dando conta que Gerôncio, depois de haver detido os invasores, se revoltara e proclamara imperador um de seus homens, Máximo[6]. Com o apoio de algumas tribos bárbaras, Gerôncio tomou grande parte do território de Constantino e, em 411, tomou Viena (a moderna Vienne) e mandou executar Constante II[8].

Lenda[editar | editar código-fonte]

Lendas britânicas, ajudadas por Godofredo de Monmouth, contam que Constante teria sido eleito rei pelos britanos depois da morte de Constantino. Este fato contradiz a história conhecida de Constante, assim como todo o resto de sua história britânica. A lenda alega que ele, um irmão mais velho do também lendário Ambrósio Aurélio e de Uther Pendragon(pai do também lendário Rei Artur)[9], passou seus primeiros anos estudando num mosteiro. Durante a crise sucessória que se instalou depois do assassinato de Constantino, Vortigerno, líder dos gewissei, convenceu Constante a deixar a vida religiosa para tornar-se rei[10]. O fraco e impopular ex-monge acabou tornando-se um fantoche, colocando tudo menos o título nas mãos de Vortigerno[11], que, no final, acabou livrando-se do rei ao convencer alguns pictos, empregados dele, que o matassem enquanto dormia[12] e tomando o trono em seguida[13].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Títulos de nobreza
Precedido por:
Constantino II da Britânia
Reis da Britânia
com Vortigerno
Sucedido por:
Vortigerno

Referências

  1. a b Jones, pg. 310
  2. Jones, pg. 316
  3. Birley, pg. 459
  4. Bury, pg. 140
  5. Gibbon, Ch. 30
  6. a b Elton, Constans II (409-411 A.D.)
  7. Elton, Constantine III (407-411 A.D.)
  8. Birley, pg. 460
  9. Monmouth, Historia Regum Britanniae, 6:5
  10. Monmouth, Historia Regum Britanniae, 6:6
  11. Monmouth, Historia Regum Britanniae, 6:7
  12. Monmouth, Historia Regum Britanniae, 6:9
  13. Monmouth, Historia Regum Britanniae, 6:10

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes primárias[editar | editar código-fonte]

Fontes secundárias[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]