Cufa
| Nome oficial |
(ar) الكوفة |
|---|---|
| Nome local |
(ar) الكوفة |
| País | |
|---|---|
| Província | |
| Capital de | |
| Altitude |
30 m |
| Coordenadas |
| População |
171 305 hab. () |
|---|
Pronunciação
Cufa[1][2] (em árabe: الْكُوفَة "al-Kūfah") é uma cidade no Iraque, a cerca de 170 quilômetros (110 mi) ao sul de Bagdá e a 10 quilômetros (6,2 mi) a nordeste de Najafe. Está localizada às margens do rio Eufrates. A população estimada em 2003 era de 110.000 habitantes.
O keffiyeh palestino,[3] também conhecido como kufiya e usado por homens árabes, originou-se em Cufa, e atualmente é usado para expressar sentimentos políticos diversos. Devido ao aumento da demanda global de consumidores, a maioria dos keffiyehs é atualmente fabricada na China.[4]
História
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Estabelecimento durante a era de Omar
[editar | editar código]Após a hegemonia árabe e a queda do Império Sassânida, e sua proximidade geográfica com a capital imperial, Ctesifonte) na Batalha de Cadésia em 636, Cufa foi fundada e recebeu seu nome em 637–638, aproximadamente na mesma época que Baçorá. Cufa e Baçorá foram as duas amsar (cidades-guarnição) do Iraque, servindo como bases militares e centros administrativos.[5] O companheiro do Profeta Sade ibne Abi Uacas fundou-a como um acampamento adjacente à cidade árabe lácmida de Hira, e a incorporou como uma cidade de sete divisões. Os não árabes conheciam a cidade por nomes alternativos: Hira e Acula, antes das consolidações de Abedal Maleque em 691.[6] Omar, que atribuiu as terras dos judeus na Arábia a seus guerreiros, ordenou a realocação dos judeus de Caibar para uma faixa de terra em Cufa, em 640.[7]
A cidade foi construída em um plano circular de acordo com a arquitetura parto-sassânida.[8]
Era abássida
[editar | editar código]Em 749, os Abássidas sob Haçane ibne Cataba tomaram Cufa e fizeram dela sua capital. Em 762, transferiram sua sede para Bagdá. Durante as décadas omíadas e os primeiros anos abássidas, a importância de Cufa gradualmente mudou da política califal para a teoria e prática islâmicas. A cidade foi saqueada pelos Carmatas em 905, 924 e 927, e nunca se recuperou completamente da destruição.[5]
Referências
- ↑ Alves 2014, p. 421.
- ↑ Nimer 2005, p. 489.
- ↑ A palavra keffiyeh significa "relativo a Cufa".
- ↑ Will McDonald. «keffiyeh headdress». Encyclopædia Britannica. Encyclopædia Britannica, Inc. Consultado em 11 de março de 2025
- 1 2 Djaït, Hichem (24 abril 2012). «al-Kūfa». Encyclopaedia of Islam 2 ed. Leiden: Brill Publishers. Consultado em 10 junho 2021
|url-access=requer|url=(ajuda) - ↑ Tareekh e Tabri, vol. 3, p. 52.
- ↑ History of the Jews, Heinrich Graetz, vol. 3, p. 84, trad. Bella Lowy, Londres, 1892.
- ↑ Arce, Ignacio (1 janeiro 2008). «Umayyad Building Techniques and the Merging of Roman-Byzantine and Partho-Sassanian Traditions: Continuity and Change»
. Late Antique Archaeology (em inglês). 4 (1): 494–495. ISSN 1570-6893. doi:10.1163/22134522-90000099. Consultado em 4 abril 2019
Bibliografia
[editar | editar código]- Alves, Adalberto (2014). Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa. Lisboa: Leya. ISBN 9722721798
- Nimer, Miguel (2005). Influências orientais na língua portuguesa os vocábulos árabes, arabizados, persas e turcos: etimilogia, aplicações analíticas. São Paulo: Edusp. ISBN 9788531407079
- Crone, Patricia. Roman, Provincial and Islamic Law: The Origins of the Islamic Patronate. Cambridge University Press, edição de bolso, 2002.
- Hallaq, Wael. The Origins and Evolution of Islamic Law. Cambridge University Press, 2005.
- Hawting, Gerald R. The First Dynasty of Islam. Routledge. 2.ª ed., 2000.
- Hinds, Martin. Studies in Early Islamic History. Darwin Press, 1997.
- Hoyland, Robert G. Seeing Islam as Others Saw It. Darwin Press, 1997.
- Tillier, Mathieu. [(https://books.openedition.org/ifpo/673) Les cadis d'Iraq et l'État abbasside (132/750-334/945)]. Institut Français du Proche-Orient, 2009.
Ligações externas
[editar | editar código]- [(http://www.ismaili.net/mirrors/18_kufa/smkufa.htm) The City of Kufa: Birth & Early Years]
