Decretos de Carlsbad

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Litografia contemporânea criticando as novas restrições à imprensa e a liberdade de expressão imposta pelos Decretos de Carlsbad. No aviso na parede atrás da mesa pode ler-se: "Questão importante a ser considerada na reunião de hoje: 'Durante quanto mais tempo nos será permitido pensar?'" O aviso em cima à direita lista as regras do Clube de Pensadores (Der Denker-Club): "I. O presidente dá início à reunião precisamente às 8 horas da manhã/ II. A primeira regra de uma sociedade educada é o silêncio./ III. Para evitar que qualquer membro que tenha expressado a sua opinião acabe na prisão, serão distribuídas armas à entrada./ IV. O objecto da discussão, o qual, depois de uma madura reflexão deva ser discutido em cada reunião, será escrito em letras maiúsculas num quadro.

Os Decretos de Karlsbad consistiram num conjunto de restrições sociais introduzidas na Confederação Germânica pelo príncipe Klemens Wenzel von Metternich, em 20 de Setembro de 1819, após uma conferência em Carlsbad, na Boémia, então parte do Império Austríaco.

Dissolveram de maneira efectiva as corporações de estudantes (Burschenschaften) e também introduziram inspectores nas universidades e censura de imprensa. Os reformadores de muitos governos locais foram forçados a abandoná-los, e, em 1820, todos os movimentos de reforma significativos na Alemanha tinham cessado.

Precisamente porque as corporações estudantis as tinham adoptado, entre outras medidas, as resoluções de Carlsbad proibiram o traje antigo alemão, divulgado por Ernst Moritz Arndt nas guerras Napoleónicas, e que, posteriormente, o usaram os membros do corpo de voluntários de Ludwig Adolf Wilhelm von Lützow.[1]

Referências

  1. Wolf, N., Friedrich, Taschen, 2003. ISBN 3-8228-2293-0
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