Devshirme

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Ilustração do registro de meninos cristãos para o devşirme. Pintura em miniatura otomana, 1558.[1]

Devshirme (em turco otomano: دوشيرمه, devşirme), também conhecido como imposto sobre o sangue ou tributo no sangue, era principalmente a prática pelo qual o Império Otomano enviava oficiais militares para levar meninos de 8 a 18 anos de suas famílias para serem criados para servir ao Estado. Este "tributo de filhos" era imposto apenas sobre os súditos cristãos do império, nas aldeias dos Balcãs e da Anatólia.[2]

Os meninos foram convertidos então ao Islã[3] com o objetivo preliminar de selecionar e treinar as crianças mais capazes para o serviço militar ou civil do império, notavelmente nos janízaros.[4]

Começou em meados de 1300 por Murade I como um meio de neutralizar o poder crescente da nobreza turca, a própria prática violava a lei islâmica.[5]

Em 1648, a prática estava lentamente chegando ao fim. Uma tentativa de restabelecê-la em 1703 foi resistida por seus membros otomanos que cobiçavam seus postos militares e civis. Finalmente, nos primeiros dias do reinado de Amade III, a prática de devshirme foi abolida.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nasuh, Matrakci (1588). «Janissary Recruitment in the Balkans». Süleymanname, Topkapi Sarai Museum, Ms Hazine 1517 
  2. Perry Anderson (1979). Lineages of the Absolutist State. [S.l.]: Verso. pp. 366–. ISBN 978-0-86091-710-6 
  3. The New Encyclopedia of Islam, ed. Cyril Glassé, (Rowman & Littlefield, 2008), 129.
  4. Basgoz, I. & Wilson, H. E. (1989), The educational tradition of the Ottoman Empire and the development of the Turkish educational system of the republican era. Turkish Review 3(16), 15.
  5. Alexander Mikaberidze (22 de julho de 2011). Conflict and Conquest in the Islamic World: A Historical Encyclopedia [2 volumes]: A Historical Encyclopedia. [S.l.]: ABC-CLIO. pp. 273–. ISBN 978-1-59884-337-8. This effectively enslaved some of the sultan's own non-Islamic subjects and was therefore illegal under Islamic law, which stipulated that conquered non-Muslims should be demilitarized and protected 
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