Diego de Valera

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Diego de Valera
(1412-1488)
Tomou parte na Batalha de Higueruela
em 1 de Julho de 1431
Nascimento 1412
Cuenca, Flag of Spain.svg Espanha
Morte 1488
Puerto de Santa María, Cádiz, Flag of Spain.svg Espanha
Nacionalidade Flag of Spain.svg Espanha
Ocupação Humanista, diplomata, tradutor, comandante militar e historiador espanhol

Mosén Diego de Valera (c1412-c1488) (* Cuenca, c1412Puerto de Santa María, Cádiz, c1488), foi humanista, diplomata, tradutor e historiador espanhol. Apoiado pela corte de Castela, aos quinze anos, foi eleito escudeiro de Dom João II e mais tarde se tornou um de seus agentes diplomáticos. Tomou parte nas campanhas contra os hussitas. Lutou na Batalha de Toro, em 1 de Março de 1476, durante a Guerra de Sucessão de Castela, entre as tropas portuguesas e castelhanas joanistas de D. Afonso V (1432-1481), e castelhanas isabelinas de Fernando II, rei de Aragão, Leão e Castela (1452-1516).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho, provavelmente bastardo, de Alonso García Chirino, médico particular de Henrique III e João II, e descendente de Atanso Pérez Chirino, que assistiu a Conquista de Cuenca[1] em 21 de Setembro de 1177, tendo recebido de Alfonso VIII (1155-1214) mercês e propriedades. Sua mãe se chamava María de Valera, a quem se supõe ser neta do cavaleiro Juán Fernández de Valera, o Jovem, governante de Cuenca e criada da casa de Don Enrique de Villena, a quem dedicou alguns tratados. Sua madrasta era Violante López de Toledo, com quem tinha quatro meio-irmãos, um deles se chamava Juan Alonso Cherino, que fora enviado por D. João II a Durango, junto com o Frei Francisco de Soria, para realizar as primeiras indagações sobre o movimento herético nascente e ferozmente reprimido.

Mosén Diego de Valera foi escudeiro de D. João II de Castela em 1427, e três anos depois, ocupou o mesmo cargo com o príncipe Henrique; foi nomeado cavaleiro durante o assédio de Huelma e teve uma vida praticamente cavalheiresca, todavia, era educado e renomado humanista; serviu ao rei, lutou nas Batalhas de Toro e de Higueruela (1 de Julho de 1431) e desde 1437 viajou por toda a Europa, servindo aos reis Carlos VIII de França durante o assédio de Montreal contra os ingleses em 1444, e ao rei da Hungria, Alberto I da Boêmia (1397-1439), a quem deu apoio na cidade de Praga contra os rebeldes hussitas, recebendo dele as condecorações da Ordem do Dragão e da Águia Branca, dentre outras recompensas.

D. João II, por sua vez, lhe outorgou a divisa da Ordem da Escama[2] e o tratamento de "mosén", mais frequente em Aragão do que em Castela. Foi procurador por Cuenca nas Cortes de Tordesilhas (1447) e também embaixador de Castela em diversas atribuições do rei na Dinamarca, Inglaterra, Borgonha e França. Ao retornar, aderiu aos adversários do condestável Álvaro de Luna (1388-1453), contribuindo para a sua queda. Em Sevilha, em 1454 foi tutor na família de Álvaro de Zúñiga (1410-1488) e depois foi nomeado juiz-mor de Palência (1462) e mestre-sala de Henrique IV e Fernando, o Católico, de quem foi também conselheiro. Em 1478 era corregedor em Segóvia, cargo que abandonou em 1480. Desde 1467, esteve a serviço do Duque de Medinaceli[3]. Foi casado com María de Valência. Morreu sendo alcaide do castelo do duque em 1488.

Obras[editar | editar código-fonte]

La Crónica de España, Diego de Valera, 1493.

Obras Históricas[editar | editar código-fonte]

  • Memorial de diversas fazañas
  • Crónica de los Reyes Católicos
  • Historia de la casa de Zúñiga
  • Genealogía de los reyes de Francia
  • Crónica de España (Sevilla: Alfonso del Puerto, 1482), impresso várias vezes.

Romances de cavalaria[editar | editar código-fonte]

  • Tratado de los rieptos e desafíos que entre los cavalleros y hijosdalgo se acostumbran hazer, según las costumbres de España, Francia e Inglaterra, en el qual se contienen quáles y quántos son los casos de traición e de menosvaler e las enseñas e cotas darmas, compuesto según Ángel Gómez Moreno entre 1458 y 1467.
  • Ceremonial de príncipes Valencia: Juan Viñao, c. 1517.
  • Preeminencias y exenciones de los oficiales de armas
  • Defensa de virtuossas mugeres.

Filosofia e Moral[editar | editar código-fonte]

  • Providencia contra Fortuna (Sevilla, 1502)
  • Tratado de exhortación y comendación de paz
  • Breviloquio de virtudes

Outras obras[editar | editar código-fonte]

  • Cartas de Diego de Valera, 1486
  • Espejo de verdadera nobleza
  • Doctrinal de príncipes (1469-10-08 a quo - 1488 ad quem?)
  • Salmos penitenciales
  • Cancionero

Traduções[editar | editar código-fonte]

Links Externos[editar | editar código-fonte]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. (em castelhano) Leyenda de la Conquista de Cuenca
  2. A ordem da Escama foi uma instituição militar criada provavelmente pelo rei Alfonso XI, o Justiceiro, por volta do ano 1318, com a missão de defender Castela contra a frente muçulmana.
  3. Luis de la Cerda y de la Vega (1442-1501), V Conde de Medinaceli e I Duque de Medinaceli.