Discussão:João Augusto Amaral Gurgel

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É claro que muitos vão defender João Gurgel.Quando já estava totalmente falido, mas ainda tinha fábrica funcionando,ele deu uma entrevista à revista Quatro Rodas de dezembro de 1992.Esta entrevista está no site:

http://www.gurgel800.com.br/publicacoes/quatrorodas/389/

É uma entrevista cheia de planos para o futuro, que se mostraram totalmente fraudulentos.

Trecho removido contendo unicamente opiniões pessoais[editar código-fonte]

Informações na Wikipédia devem ser objetivas, neutras e providas de fontes. Isto aqui não é uma palhaçada de fórum para postagem de opiniões pessoais e exibições infantis de trollagem ideológica. Retirei o trecho abaixo do artigo porque ele viola todas as recomendações da Wikipédia, o autor apenas querendo impor exclusivamente sua opinião e visão pessoais sem oferecer nenhuma base ou indicar fontes. Não é para este tipo de cretinice que a Wikipédia serve. Pode ser que o autor de tal texto até tenha informações pessoais que possam ser realmente relevantes e seria ótimo que pudesse redigir e divulgá-las corretamente, e não da maneira estúpida que fez aqui. Em segundo lugar, o texto está eivado de erros absurdos em quase todos os trechos em que trata de características concretas dos carros (chassis VW nos X12?!?!? Painel sem iluminação??!!?!). Por último, informações desta natureza (histórico da empresa) deveriam ser acrescentadas no verbete "Gurgel" e não neste aqui.

Atividade como empresário de João Gurgel

A atividade de João Gurgel como fabricante de veículos, durou de 1969 a 1994, quando sua fábrica faliu.No entanto, esta atividade teve dois movimentos.Um movimento sempre para cima, que durou da fundação da fábrica, em 1969 até a posse de Fernando Collor em março de 1990.A segunda fase, que começa exatamente com a posse de Fernando Collor e vai até sua completa falência, em 1994.

A fase de crescimento da Gurgel como empresário, por sua vez, deve ser dividida em duas fases.Uma durante o regime militar, entre 1969 e 1985.A outra durante o governo Sarney , que vai de 1985 a 1990.

A fase boa de Gurgel como empresário, durante o regime militar foi caracterizado pelo fato dele na prática ser simplesmente um fabricante de jipes.Tais jipes, eram com tração apenas nas rodas traseiras.Além disto, eles eram todos feitos com chassis vendidos pela Volkswagen.Sobre um chassi, motor e demais itens mecânicos da VW, a Gurgel colocava uma estrutura de fibra de vidro.Tal construção tinha a vantagem de não enferrujar e ser leve, mas tinha o incoveniente do barulho e transmissão do calor do motor.Nisto a Gurgel foi tão bem sucedida, que em 1981, a Ford encerrou a produção do jipe no Brasil.Logo a seguir, a Gurgel lançou o Gurgel Carajás, que na classe dos jipes, só tinha como concorrente o Brasil, os veículos feios e caros da Toyota.Convém lembrar que de 1976 a posse de Fernando Collor, em 1990, havia a proibição total de importação de veículos no Brasil.Se isto não basta, durante o regime militar, o governo federal comprou centenas de veículos da Gurgel.

A ascensão da Gurgel continuou no governo Sarney de 1985 a 1990.Neste caso além dos jipes, com mecânica da Volks, a Gurgel decidiu dar um passo altamente ambicioso.João Gurgel deu o passo ousadíssimo de fazer um veículo em larga escala, pequeno, barato e que concorresse de fato com as montadoras de veículos (Fiat,Ford,etc.) aqui instaladas.Ao mesmo tempo, a Gurgel prosseguiria na produção de jipes.

Em 1987, a Gurgel produziu o protótipo do CENA, depois rebatizado em definitivo de BR-800.Tratava-se de veículo com motor muito pequeno, construído com fibra de vidro, altamente econômico, mas ainda assim, com sérios defeitos de projeto.

Ao terminar o regime militar, João Gurgel começou a ter a mania de procurar em larga escala, a amizade de políticos brasileiros e barões da imprensa brasileira.Como sempre, a amizade de tais pessoas só se arranjava, pelos meios de praxe.João Gurgel tornou-se amigo de José Sarney e Ulisses Guimarães , os mais poderosos brasileiros de então.Assim, a Gurgel arranjou um volumoso empréstimo federal e sem dar garantias de José Sarney, para ir tocando o projeto do BR-800.Igualmente a Gurgel comprou vastos espaços publicitários e amizades na mídia.A imprensa brasileira começou a comparar João Gurgel, com Henry Ford e outras bajulações.As muitas centenas ações lançadas foram logo adquiridas, sendo que cada uma delas exigia que se comprasse um exemplar do BR-800 da Gurgel, tão logo ele estivesse disponível.

Em 15 de março de 1990 tomou posse Fernando Collor.Com esta posse, a Gurgel iniciou sua fase final, na direção da falência.Fernando Collor logo iniciou, um novo ciclo na indústria automobilística brasileira.Um ciclo, que de certa forma, dura até hoje.Uma das providência de Collor foi, acabar com a reserva de mercado no setor automobilístico.Os jipes da Gurgel, que concorriam apenas com os feios e caríssimos veículos da Toyota, agora tinham concorrência de marcas internacionais.O golpe foi tamanho, que o último jipe da Gurgel deixou a fábrica em janeiro de 1991.O jipe que acabou com os jipes da Gurgel foi, o barato lada Niva.Apesar de alguns defeitos e ainda ter de pagar 85% de aliquota de importação, o lada niva era bem mais barato que os produtos Gurgel.Além disto, ele tinha tração 4 x 4 permanente, bloqueio de diferencial e construção em aço.Todos estes ítens eram ausentes nos jipes da Gurgel, que sairam de série.Acabou-se assim, em apenas alguns meses, uma importantíssima fonte de renda da Gurgel.

A segunda fonte de renda Gurgel era o BR-800.Como dito acima, José Sarney criou o privilégio de apenas o BR-800 da Gurgel pagar apenas 5% de IPI, enquanto os demais fabricantes pagavam 37% em diante de IPI.Em agosto de 1990, Fernando Collor colocou a tributação do BR-800 no mesmo nível do Fiat Uno mille.Os preços e o consumo de combustível de ambos eram similares.Não havia comparação em termos de desempenho, conforto, estilo, espaço interno, instrumentos, aceleração e demais ítens entre um veículo e o outro.Em tudo, o Fiat uno mille ganhava disparado do BR-800.As vendas refletiram a realidade da baixa qualidade do BR-800, que tornou-se um completo fracasso comercial.Ao mesmo tempo, a Fiat ia crescendo as suas vendas e a Gurgel ia mostrando sua incompetência, num ambiente de competição.

Com o declínio percentual das vendas e já então muito endividada, a Gurgel procurou o caminho dos cofres públicos.Fernando Collor numa atitude digna e sábia, negou empréstimos do BNDES à Gurgel.Por sinal, mesmo sendo pressionado por políticos, jamais Fernando Collor despejou dinheiro público(federal) na Gurgel.Ainda assim, em 1991, a Gurgel tomou novos e volumosos empréstimos de dois bancos estaduais:BEC do Ceará e Banespa de São Paulo.Estes dois empréstimos, ambos sem dar garantia e pelos meios de praxe na nossa política, é que mantiveram a Gurgel aberta, durante o curto governo Collor.

No curto governo Collor, a Gurgel ainda lançou o Supermini.Embora tivesse inúmeras melhorias em relação ao fracassado BR-800, o Supermini foi mais um terrível fracasso comercial da Gurgel.Não conseguiu sequer 0,3% da participação, no mercado brasileiro de veículos ditos populares.Em dezembro de 1992, estava começando o governo de Itamar Franco.O estado financeiro da Gurgel já era então, tão terrível que aquela empresa, foi incapaz de sequer conseguir pagar os salários de seus empregados.Greves e baderna se seguiram.A produção e as vendas, já então mínimas, cairam ao nada.Em 1993, a Gurgel pediu concordata e em 1994, a justiça decretou sua falência.Terminava assim,a carreira de João Gurgel como empresário.O patrimônio restante da Gurgel, cerca de R$16 milhões, foi incapaz de sequer, pagar dívidas com fornecedores e funcionários.Todos os generosos créditos de bancos oficiais, concedidos por Sarney e dois governadores de estado, nunca foram honrados e as centenas de acionistas, que acreditaram o projeto daquele que a mídia havia chamado pelo epíteto de "Henry Ford brasileiro", acabaram esbulhados e com ações que nada valiam.

As falsas amizades na política e na mídia, que João Gurgel arrumou com os meios de praxe, de nada valeram à Gurgel.Em 1994, o jornal Folha de S.Paulo pediu em editorial, que o governo não socorresse a falida Gurgel. Os políticos mostraram-se as "aves de arribação" de sempre, indo para onde pudessem encher seus papos.

Quanto ao próprio João Gurgel, meses após o fim de sua empresa, ele começou a mostrar sintomas do mal de Alzheimer.A doença o levou a uma progressiva e completa demência.A filha de João Gurgel, fala do pai no site http://www.geocities.com/grangurgel/gurgel.pdf .Ela diz por exemplo, que João Gurgel era um administrador pecável.Em termos, ela também fala de corrupção ligada à Gurgel, que deixou um rombo nos cofres públicos.

Causas reais da falência da Gurgel

A Gurgel faliu no governo de Itamar Franco, mas sua queda começou logo no dia da posse de Fernando Collor.Ao contrário do que alguns dizem, isto não se deveu, a uma suposta falta de patriotismo do povo brasileiro.Foi a mudança de política, ao lado da má qualidade dos produtos da Gurgel, que determinaram seu fim.

Na verdade, João Gurgel mostrou-se um extraordinário empresário, enquanto teve um mercado protegido e manteve-se como mero transformador de chassis da Volkswagen.De uma mera fabriqueta,com um capital inicial equivalente a US$50 mil, ele montou um portento com centenas de funcionários.E no governo Sarney, numa conquista sem paralelo antes ou depois, João Gurgel conseguiu produzir um carro, com capital e tecnologia nacionais.

Para sobreviver no mercado, tal veículo teria de ter, um favor especial do governo.E José Sarney garantiu ao BR-800 apenas 5% de IPI, contra 37% a 42% de todos os demais veículos.E Sarney manteve a total proibição de importação de veículos estrangeiros, garantindo assim a lucrativa produção de jipes da Gurgel, que só concorria então, com os caros Toyota Bandeirante.Informações maiores sobre isto estão no site http://www.geocities.com/grangurgel/gurgel.pdf , que tem uma foto de João Gurgel, com José Sarney e Ulisses Guimarães.

Com a posse de Fernando Collor , em 1990, começou uma contagem regressiva, que só terminou com a falência da Gurgel, em 1994.Logo no início do segundo semestre de 1990, chegaram ao Brasil, os primeiros jipes niva da lada e novas encomendas, chegaram depois.O Gurgel Carajás deixou de ser produzido, por conta da concorrência estrangeira. Acabou-se já em janeiro de 1991, uma importantíssima fonte de renda da Gurgel.O BR-800 não tinha como concorrer em igualdade de tributação, com o Uno mille, que tinha qualidade infinitamente superior e foi um enorme sucesso comercial.O Supermini, que tinha importantes melhorias, em relação ao BR-800, foi lançado em 1992, mas mostrou-se ser ainda pior financeiramente falando, que o BR-800.Em relação ao espaço interno, conforto, desempenho,etc. o Supermini era inferior a todos os seus concorrentes da mesma faixa que eram então, o Uno mille, o Chevette junior e o Gol 1000.O porta-malas do Supermini contava com volume interno de apenas 99 litros, contra 267 litros do chevette junior.Os preços e consumo de ambos eram similares.Isto se refletiu no fato de que no último ano de funcionamento normal da Gurgel(1992), esta tinha apenas cerca de 0,1% dos veículos consumidos no Brasil.Menos até que marcas importadas, como a Kia e a Lada.

João Gurgel mostrou-se assim, incapaz de viver sem a sombra da reserva de mercado e dos cofres públicos.João Gurgel foi ousado, mas ousadia é uma coisa e competência é outra.A chegada dos importados, então extremamente taxados, deram um rápido fim a produção de seus jipes caros e com sérios defeitos.O fim do privilégio exclusivo do BR-800 o expôs, como diria Fernando Collor, como uma "carroça" feia, sem espaço, desempenho, conforto, barulhento e com defeitos óbvios, como não ter iluminação do painel à noite.Nem o BR-800, nem o Supermini tinham um bom sistema de ventilação, algo terrível num país como o Brasil.Na verdade, tanto o BR-800, como o Supermini tinham defeitos terríveis de projeto.Afora serem de fato com preço e consumo de combustível similares a seus rivais, eles era absolutamente superados em ítens como conforto, espaço, painel, ventilação, estilo, desempenho, aceleração e todo o resto.

João Gurgel não soube, se preparar para os novos tempos da indústria automobilística brasileira, que começaram com a posse de Collor, em 1990.Em um ambiente de reserva de mercado e demais favores do governo, ele podia não somente sobreviver, como prosperar.Bastava apenas ter bons amigos na política e na mídia e oferecer produtos similares aos da reduzida concorrência no Brasil, para se manter.

Quando Collor abriu o Brasil, a Gurgel simplesmente não tinha capacidade de oferecer nada que prestasse.Seus veículos tiveram o merecido fracasso comercial, não por conta de falta de patriotismo de quem comprava carros no Brasil, mas sim por conta de gritantes falhas de projeto.Também é falsa a idéia de recessão no Brasil , sob Collor.Na mesma época, a Fiat e as outras três montadoras estrangeiras começaram um processo de produtividade, qualidade, robotização,etc.Todas prosperaram, como resultado disto.

Sim, João Gurgel tinha por "amigos" políticos poderosos como José Sarney e Ulisses Guimarães, mas ao mesmo tempo, a fábrica Gurgel não tinha um robô e seus métodos de produção eram, absolutamente antiquados.João Gurgel mostrou de novo sua incompetência empresarial, quando iniciou os projetos delta e motomachine, que se produzidos comercialmente, seriam novos fiascos comerciais.Fracassos comerciais, novas dívidas(nunca pagas) e no final, a maior falência da história da indústria automobilística brasileira foram, o resultado da gestão de João Gurgel.

Num ambiente capitalista e de competição, a Gurgel não podia sobreviver por muito tempo.O fim inevitável foi adiado, quando em 1991, o BEC e o Banespa concederam largos empréstimos, sem garantias.Tais empréstimos apenas aumentaram o rombo da Gurgel.Cada "carroça" Supermini produzida custou caro aos cofres públicos, sem remotamente salvar a Gurgel da falência.O site http://www.geocities.com/grangurgel/gurgel.pdf fala deste assunto, tendo inclusive depoimento da filha de Gurgel

Sites confiáveis, sobre este assunto

http://www.gurgel800.com.br/publicacoes/quatrorodas/369/ http://www.gurgel800.com.br/publicacoes/oficinamecanica/53/ http://www.gurgelbrasil.com/GURGEL-Jornal-do-Carro_PAG1.htm http://www.geocities.com/grangurgel/gurgel.pdf

Site da entrevista de João Gurgel à revista Quatro Rodas de dezembro de 1992: http://www.gurgel800.com.br/publicacoes/quatrorodas/389/ .Nesta entrevista, Gurgel faz uma série de bravatas sobre o futuro.Nada foi cumprido.Notem que neste mês, a Gurgel sequer pagou integralmente, os salários dos seus empregados.E João Gurgel fala de produzir 4000 Gurgel Delta por mês, em 1995!Nenhum Delta jamais foi fabricado comercialmente.

Marca Gurgel hoje

Hoje, um fabricante de pequenos triciclos agrícolas conseguiu registar a marca Gurgel, em seu nome.Afora o nome, a "nova Gurgel" nada tem a ver com a fábrica, que João Gurgel um dia possuiu.

Depoimento da filha de Gurgel.[editar código-fonte]

Este site: http://www.gurgel800.com.br/publicacoes/internet/oestadosp001.php tem o artigo que deve ser lido.Trata-se de matéria do jornal O Estado de São Paulo de 15/05/2005.É um depoimento da filha de João Gurgel.Ela reconhece que o pai era um administrador pecável e fala do pagamento de propinas a políticos.Oli897 (discussão) 16h28min de 15 de Novembro de 2008 (UTC)Oli897