Dissociação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Dissociação (desambiguação).

"Dissociação" ou "desassociação" significa que um fiel decidiu sair de sua religião ou seita por vontade própria, ou que ele foi afastado pelos seus correligionários devido alguma transgressão cometida perante a doutrina regida pela mesma.

Testemunhas de Jeová[editar | editar código-fonte]

É a sanção disciplinar mais severa que uma Comissão Judicativa congregacional (as vezes chamada de Comissão de Disciplina religiosa, um eufemismo para o tribunal eclesiástico das Testemunhas de Jeová ) para um(a) batizado(a) considerado um(a) transgressor(a) não arrependido(a). É o mesmo que excomunhão religiosa. A pessoa será ostracizada pelos fieis da religião, incluindo amigos e familiares seguidores da religião, enquanto ele estiver nessa condição, independente do(s) motivo(s).[1] Tratamento idêntico é dispensado aos dissociados, independente do(s) motivo(s) que levou um batizado(a) a querer dissociar-se (deixar de ser membro).

Estigmatizar[editar | editar código-fonte]

É impróprio orar por alguém que foi desassociado ou que quis dissociar-se,[2] "Se for induzido a orar por um familiar desassociado que não seja praticante de pecado e que esteja arrependido, poderá fazer isso em particular".[3] Não deve convidado para estar presente numa festa de casamento. Se ele comparecer e o anfitrião não o mandar embora, as Testemunhas presentes , "por não desejar a sua presença, podem abandonar a festa."[4] Atualmente, desde que se comporte adequadamente, ele já pode sentar em qualquer lugar no Salão do Reino, mesmo junto dos seus familiares que são Testemunhas fieis. Mas ninguém o irá cumprimentar. Seus familiares não devem ter associação com ele no Salão.[5]

É impróprio providenciar um serviço fúnebre para um desassociado.[6] Se ele tiver dado evidência de arrependimento, a consciência de alguns anciãos pode permitir proferir um discurso bíblico na casa funerária ou no cemitério, visando o conforto dos familiares. Não é autorizado o uso do Salão do Reino.[7] "Antes de tomar essa decisão, seria sensato o ancião consultar o Corpo de Anciãos...talvez seja apropriado um batizado, que seja membro da família do falecido, fazer um discurso para confortar os parentes."[8]

Sobre os que abandonam a Torre de Vigia (dos EUA) e se tornam críticos, Russell escreveu: "Em vez de dizerem . . . Achei algo que prefiro; Adeus!, eles manifestam ira, malícia, ódio, luta, obras da carne e do Diabo tais como nunca vimos pessoas do mundo exibir. Parecem contaminados com demência, com hidrofobia satânica. Alguns deles nos espancam e depois afirmam que nós o fizemos a eles. Estão prontos para dizer e escrever falsidades desprezíveis e se rebaixam a usar maldades.” [9]

O severo ostracismo praticado pelas Testemunhas de Jeová é apoiado supostamente em textos bíblicos. Seus críticos dizem que não tem apoio bíblico e que é uma ameaça aos relacionamentos familiares. Constitui discriminação e uma manifestação de intolerância religiosa.


Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Studies in the Scriptures , vol. 2 pág. 82-8
  • The Watchtower 1/1/1972 pág. 30
  • The Watchtower 1/12/2011 pág. 31
  • The Watchtower 15/12/1981 pág. 26
  • The Watchtower 15/8/2013 pág. 8; note The Watchtower 1/5/1954 pág. 79-80
  • The Watchtower 1965 pág. 288
  • The Watchtower 15/12/1981 pág. 27; de 1/12/1977 pág. 731-2
  • Our Kingdom Ministry 8/1997 pág. 7
  • The Watchtower 1/10/1909 pág. 10