Domingos Sertório

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Domingos Sertório
Coronel
Dados pessoais
Morte 10 de outubro de 1910[1]
Progenitores Mãe: Elisia Sertório
Pai: José Sertório

Domingos Sertório (1824 - 1910) foi vereador em São Paulo.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Domingos Sertório era filho do coronel José Sertório e de Elisia Sertório. Teve um irmão igualmente coronel, Joaquim Sertório,[3] cuja coleção particular foi o primeiro núcleo de acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, conhecido também como Museu do Ipiranga.[4]

Em 1871 o major Sertório foi o primeiro administrador da Casa dos Expostos que veio a se tornar a Fundação CASA.[5] Em sessões camarárias de 1881 o vereador Major Domingos Sertório propôs normas para regulamentação de cortiços.[6] Em 1887 foi vice-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.[1] Em 20 de novembro de 1889, 5 dias após a proclamação da república, presidiu a seção ordinária que mudou os nomes das ruas de São Paulo: "Do Imperador" para “Marechal Deodoro”, "Imperatriz" para “15 de Novembro”, "Princeza" para “Benjamin Constant”, "Conde d’Eu" para “Glycerio”, "Principe" para “Quintino Bocayuva”, "São José" para “Libero Badaró”, "Commercio da Luz" para “Avenida Tiradentes” e "Largo 7 de abril" para “Praça da República”.[7][8]

Além de vereador, Sertório era um empresário conhecido em São Paulo. Em 1879 Sertório era um dos acionistas da Companhia Cantareira & Esgotos.[9] Nos anos 1880, Sertório foi um dos fundadores e principais acionistas do Banco da Lavoura.[10][11] Em 1890, já coronel, Sertório, juntamente com Rodrigo Pereira Barreto e outros, recebe do Marechal Manoel Deodoro da Fonseca autorização para o estabelecimento da Companhia Leiteira Paulista.[12] Neste mesmo ano foi diretor da Cia.Economizadora de Gás.[1]

Referências

  1. a b c «Dicionario de Ruas: Rua Major Sertório». Arquivo Histórico de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura. Consultado em 16 de maio de 2013. 
  2. «Casas e vilas operárias paulistanas». Informativo - Arquivo Histórico Municipal. Consultado em 16 de maio de 2013. 
  3. «Annuncios». Correio Paulistano. Fundação Biblioteca Nacional. 28 de novembro de 1885. p. 3. Consultado em 16 de maio de 2013. 
  4. «História do Museu Paulista». Consultado em 16 de maio de 2013. 
  5. «História». Fundação CASA. Consultado em 16 de maio de 2013. 
  6. Santos, Regina Helena Vieira. «Vilas Operárias como Patrimônio Industrial». Vilas Operárias... Como Preservá-las?. Iphan. Consultado em 16 de maio de 2013. 
  7. Goeta, Augusto (2000). «Libero Badaró» 
  8. Italianos no Brasil "Andiamo in 'Merica" 3ª ed. São Paulo: Editora Universidade de São Paulo. 2003. p. 72. ISBN 85-314-0671-4 
  9. São PauloAnais do Museu Paulista: História e Cultura Material. 13 (2). 2005. ISSN 0101-4714 
  10. Vicentini, Rita de Cássia Carvalho (2007). O percurso de um Precursor (PDF). dissertação, mestrado em História. São Paulo: Universidade de São Paulo 
  11. Claeys, André L. Fr. (2012). «Geschiedenis van de Brugse Lem/Lems (1337-1900): De Luso-Vlaamse afstammelingen Leme van ridder Lem Maerten I (1385-1471) wereldwijd verspreid sinds 1470» (PDF) (em alemão). Brugge. p. 31. Consultado em 16 de maio de 2013. 
  12. «Decreto N. 1100 - de 29 de Novembro de 1890». Senado brasileiro. Consultado em 16 de maio de 2013. 
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