Drault Ernanny de Mello e Silva

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Drault Ernanny de Mello e Silva (São José dos Cordeiros, 5 de julho de 1905 - Rio de Janeiro, 20 de março de 2002) foi um político e homem de negócios brasileiro. Médico por formação, foi banqueiro e empresário nas áreas de combustíveis e imobiliária. Foi suplente de senador de Assis Chateuabriand, assumindo a titularidade em diversas ocasiões e deputado federal nas décadas de 1950 e 1960.[1]

O idealizador da Petrobrás chegou a Patos, com pouco mais de 15 anos, acompanhando o seu pai João Olyntho de Mello e Silva, sua mãe Francisca Olyntho de Holanda e os irmãos: Adelgício, Jofre, Sadoc, Bivar, Geraldina (Coti) e Coaraci (Coci).[1]

Alguns feitos notáveis[editar | editar código-fonte]

Fundou o Banco do Distrito Federal, que chegou a ser a sexta maior instituição privada do país no ramo.

Ingressou na política em 1952, como suplente do senador Francisco de Assis Chateaubriand, elegendo-se depois deputado federal em 1954 e 1958, pelo seu estado natal, sempre defendendo a autossuficiência energética do Brasil.

Fundou a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Escreveu, e publicou em 1988 pela Editora Record, o livro de título: "Meninos, eu vi… e agora posso contar".

A "Casa das Pedras"[editar | editar código-fonte]

Palco de reuniões políticas, festas e outros eventos, a residência da família Ernanny, no bairro do Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, tornou-se lendária, assim como apelidada, a “Casa das Pedras”. A casa havia pertencido a uma senhora americana, que a mandou edificar inspirada na casa da personagem Scarlet O'Hara, do filme E o Vento Levou.

Empresários, políticos, artistas, e intelectuais, brasileiros e estrangeiros, freqüentaravam a mansão, que mais tarde viria a ser locação externa da novela O Astro, de autoria de Janete Clair, nos anos 70, da Rede Globo de Televisão, sendo, na ficção, a residência do personagem que deu origem à famosa pergunta popular: "Quem matou Salomão Hayalla?".

Registrem-se no rol dos afamados visitantes da mansão Ernanny, e dessa vez na realidade do então pujante Alto da Boa Vista, o astronauta russo Iuri Gagarin, o marechal inglês Arthur T. Harris (comandante da Força Aérea Inglesa durante a Segunda Guerra Mundial) e a primeira dama da China, madame Chiang Kai-shek. Das décadas de 1940 a 1980, com exceção de Jango e Getúlio Vargas, todos os Presidentes da república passaram pelos muros de pedra da casa de mesmo nome.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b Lucena, Damião (2015). «Capítulo IV - Evolução Política e Administrativa». Patos de todos os tempos A Capital do Sertão da Paraíba. [S.l.]: A UNIÃO. pp. 84, 85 e 86. ISBN 978-85-8237-052-0