Duas Viagens ao Brasil

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Warhaftige Historia und beschreibung eyner Landtschafft der Wilden Nacketen, Grimmigen Menschfresser-Leuthen in der Newenwelt America gelegen
Duas Viagens ao Brasil
Capa da edição alemã do livro
Autor(es) Hans Staden
Idioma alemão
Género Aventura
Linha temporal século XVI
Lançamento 1557
Edição brasileira
Editora L&PM Editores

História Verdadeira e Descrição de uma Terra de Selvagens, Nus e Cruéis Comedores de Seres Humanos, Situada no Novo Mundo da América, Desconhecida antes e depois de Jesus Cristo nas Terras de Hessen até os Dois Últimos Anos, Visto que Hans Staden, de Homberg, em Hessen, a Conheceu por Experiência Própria e agora a Traz a Público com essa Impressão,[1] também conhecida pelo título Duas Viagens ao Brasil, é uma obra de autoria de Hans Staden, publicada originalmente em 1557 em Marburgo (atual Alemanha) por Andres Colben. Foi o primeiro livro impresso que falou sobre o Brasil, e um dos mais importantes documentos sobre o Brasil Colônia.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O mercenário alemão Hans Staden veio ao Brasil no século XVI e participou de combates na Capitania de Pernambuco e na Capitania de São Vicente contra corsários franceses e indígenas. Aprisionado pelos Tupinambás no litoral de Bertioga (atual estado de São Paulo), quase foi por eles executado e devorado. Resgatado, conseguiu retornar à Europa, onde redigiu um relato sobre as peripécias de suas viagens e aventuras no Novo Mundo, uma das primeiras descrições para o grande público acerca dos costumes dos nativos americanos.

O livro conheceu sucessivas edições, constituindo-se num sucesso editorial devido às suas ilustrações, descrições de rituais antropofágicos, animais, plantas e costumes exóticos. Para o estudioso, a obra contém informações de interesse antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e as crenças dos indígenas do litoral brasileiro na primeira metade do século XVI.

Segundo a Brasiliana da Biblioteca Nacional, de 2001, "a sua influência no meio culto da época ajudou a criar, no imaginário europeu quinhentista, a ideia da terra brasílica como o país dos canibais, devido às ilustrações com cenas de antropofagia.[3]

O livro somente foi traduzido para o português em 1925, por Monteiro Lobato,[4] com o título Meu Cativeiro Entre os Selvagens do Brasil. Dois anos depois, o escritor lançou uma versão infantil da história[5] intitulada "As Aventuras de Hans Staden".

Página de uma edição da obra de Staden, mostrando uma cena de canibalismo
Commons
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Referências

  1. STADEN, H. Duas viagens ao Brasil. Porto Alegre: L&PM, 2010. p. 9
  2. Instituto Ciência Hoje. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/286/nus-ferozes-e-canibais. Acesso em 7 de março de 2016.
  3. Brasiliana da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro: 2001.
  4. BUENO, E. Brasilː uma História. 2ª edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 46.
  5. Instituto Ciência Hoje. Disponível em http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/286/nus-ferozes-e-canibais. Acesso em 7 de março de 2016.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]