Eigilo de Fulda

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Eigilo (em latim: Eigil ou Aeigil Fuldensis; c. 750822 (72 anos)) foi o quarto abade de Fulda. Ele era sobrinho e foi o biógrafo do fundador (em 742/744) e primeiro abade (747-779), Santo Estúrmio[1], um discípulo de São Bonifácio. Tudo o que sabemos de Eigilo vem principalmente da obra "Vita Aegili", uma hagiografia que o monge e professor em Fulda, Candidus Bruun, escrito na época de sua morte[2].

Os pais de Eigilo, que eram nobres na Nórica, enviaram-no para a abadia (ainda na época de Sturm) para ser educado[3]. Quando ele morreu, em 779, foi sucedido por Baugulf[4].

O abade seguinte, Ratgar, com sua excessiva severidade, provocou graves divisões entre os monges. Em 811, eles, possivelmente incluindo Eigilo, pediram ao imperador Carlos Magno que removessem o abade. Finalmente, 817, Ratgar foi banido por Luís, o Piedoso, que enviou dois delegados, Aarão e Adalfrido, e mais alguns associados para reformarem a abadia[2][3]. Eigilo foi eleito no ano seguinte[5] e, segundo Cândido, a harmonia voltou ao mosteiro[2]. Num poema[6], seu aluno e sucessor, Rábano Mauro (Hrabanus Maurus), celebrou sua clemência e gentileza, em linha com o retrato elogioso já fornecido por Cândido.

Sob Eigilo, diversas obras foram dedicadas em Fulda. Em 819, o arcebispo Haistolf foi até lá para dedicar a Basílica de São Bonifácio (que foi considerado co-fundador da abadia com São Sturm) e as relíquias de Bonifácio - ossos - foram transladadas para lá[5].

Eigilo morreu em 822 e foi sucedido por Rábano, que era então o principal professor da escola em Fulda[5]. Cândido trata Eigilo como santo, mas outros autores, incluindo Rábano, não.

Referências

  1. «Vida de Santo Estúrmio» (em inglês) 
  2. a b c Candidus Bruun, Vita Aeigili, in E. Duemmeler, ed. Monumenta Germaniae Historica Poetae Latini Aevi Carolini II (Berlin, 1884), pp. 94-117. Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "MGH" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "MGH" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  3. a b Candidus Bruun, Vita Eigili, in E. Duemmeler, ed. Monumenta Germaniae Historica Scriptores XV.1 (Hannover, 1887), cap.1 Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "VE-prose1" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  4. Annales Fuldenses in Monumenta Germaniae Historica Scriptores 1, p. 353.
  5. a b c Annales Fuldenses in Monumenta Germaniae Historica Scriptores 1, p. 357.
  6. Hraban Maur in Monumenta Germaniae Historica Poetaes Latini Aevi CarolingiII, poem 14.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Candidus Bruun. Vita Aeigili, liber II (= vita metrica). In E. Duemmeler, ed. Monumenta Germaniae Historica Poetae Latini Aevi Carolini Vol. II. Berlin, 1884, pp. 94–117.
  • Gereon Becht-Jördens. "Vita Aegil abbatis Fuldenis a Candido ad Modestum edita prosa et versibus. Ein Opus geminum des IX. Jahrhunderts. Einleitung und kritische Edition" (phil. Diss. Heidelberg), Marburg (Selbstverlag) 1994.
  • Gereon Becht-Jördens. Die Vita Aegil abbatis Fuldensis des Brun Candidus. Ein opus geminum aus dem Zeitalter der anianischen Reform in biblisch figuralem Hintergrundstil. Frankfurt am Main 1992 (ISBN 3-7820-0649-6).
  • Gereon Becht-Jördens. "Die Vita Aegil des Brun Candidus als Quelle zu Fragen aus der Geschichte Fuldas im Zeitalter der anianischen Reform." In Hessisches Jahrbuch für Landesgeschichte 42 (1992), pp. 19–48.
  • Christine Ineichen-Eder. "Künstlerische und literarische Tätigkeit des Candidus-Brun von Fulda." In Fuldaer Geschichtsblätter 56, 1980, p. 201-217 (without notes but with illustrations of considerable value also in Winfrid Böhne (Ed.). Hrabanus Maurus und seine Schule. Festschrift der Rabanus-Maurus-Schule 1980. Fulda 1980, p. 182-192.
  • Pius Engelbert (1968), Die Vita Sturmi des Eigil von Fulda: Literarkritisch-historische Untersuchung und Edition
  • Chr. Browerus, Vita Sancti Stumi Primi Abbatis Fuldensis, in Sidera Germaniae (Mainz, 161:6), pp. 5–24. The critical edition is found in Monumenta Germaniae Historica, Scriptores, vol. II, pp. 366–77.

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