Elizabeth Fritzl

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Elisabeth Fritzl (nascida em 8 de abril de 1966, na Áustria) é uma mulher austríaca que foi mantida pelo seu pai, Josef Fritzl, durante 24 anos confinada a um bunker construído no porão da casa da família, em Amstetten, e por ele abusada sexualmente. Ela teve sete filhos, todos gerados pelo pai, enquanto viveu em cativeiro. Uma das crianças faleceu alguns dias após nascer e teve o corpo incinerado. Ela teria sido estuprada pela primeira vez pelo pai quando tinha apenas onze anos de idade. [1] [2]

Acabou conseguindo a liberdade em 2008, aos 42 anos, quando uma de suas filhas teve que ser levada ao hospital, onde teve a chance de contar à Polícia o que estava acontecendo.

O crime chocou o país, a Europa, bem como o mundo todo, tendo sido reportado pela Globo do Brasil, BBC, Metro, entre outros. "Chocou o planeta", escreveu O Globo em março de 2019.

A história do crime[editar | editar código-fonte]

Quando Elizabeth tinha 17 anos, com a desculpa de que precisava de ajuda para instalar uma porta, Josef pediu à filha que descesse até o porão. Lá, drogou-a e acorrentou-a. Depois, obrigou a moça a escrever uma carta para os pais, dizendo que havia fugido para seguir uma seita e pedindo que não a procurassem. No início, o pai abusava da filha ali mesmo, acorrentada, em troca de comida. Depois, Josef foi dando a ela maior "liberdade" dentro do cativeiro, que sofreu uma ampliação ao longo dos anos.

Desses abusos resultaram sete gravidezes, tendo havido, porém, uma criança, um dos gêmeos que teve em sua quarta gravidez, que faleceu pouco tempo depois de nascer, mais precisamente 3 dias depois. O corpo da criança acabou por ser alegadamente incinerado pelo próprio Josef Fritzl. Seis filhos sobreviveram e três deles foram adotados pelo próprio agressor. Para isso, Josef forçava sua filha a escrever cartas pedindo aos pais que criassem essas crianças. Apesar de existirem registros de uma condenação de Fritzl por abuso sexual nos anos 60, a verdade é que o seu cadastro estava limpo na altura da adoção.

O crime foi descoberto porque a filha mais velha de Elizabeth adoeceu gravemente e precisou ir para o hospital com urgência. Os médicos quiseram localizar os familiares para conhecer o histórico clínico da jovem, visto que esta deu entrada em coma. A Comunicação Social fez um apelo e como o raptor tinha posto uma televisão no cativeiro, Elizabeth ouviu o pedido e percebeu que podia ser a sua chance. Convenceu o pai a levá-la ao hospital e, mal conseguiu a garantia policial de que ia ser protegida, contou tudo aos médicos e posteriormente às autoridades, pondo fim ao seu sequestro. Tinha 42 anos de idade à epoca.

À Polícia, ela declarou que enquanto esteve cativa recebeu apenas roupas e alimentos do pai e que sua mãe, Rosemarie, não tinha culpa de nada. [3]

Elizabeth Fritzl recebeu alta do hospital no dia 29 de dezembro de 2008, onde também seus filhos receberam atendimento e passaram por exames.

Prisão e condenação de Josef[editar | editar código-fonte]

Josef foi condenado em março de 2009 à prisão perpétua pelos crimes de sequestro, estupro, homicídio (do filho morto) por negligência, incesto, entre outros. Apesar da resistência do início, ele confessou todos os seus crimes. Elisabeth, para ser poupada de depor na frente de seu agressor, gravou um vídeo de mais ou menos 11 horas em que conta tudo o que passou nos anos de cativeiro. Esse depoimento foi transmitido aos poucos durante o julgamento do pai estuprador. Nele, inclusive, Elisabeth relata que sofria abusos desde que tinha 11 anos. Alguns membros da imprensa dizem que Elisabeth esteve presente no julgamento disfarçada e que, ao ser avistada pelo pai, este confessou todos os crimes. [4]

Desdobramento: Elizabeth e os filhos recebem novas identidades[editar | editar código-fonte]

Para não serem reconhecidos e poderem iniciar uma nova vida, Elizabeth e seus filhos receberam novas identidades. Eles estariam vivendo numa cidade a cerca de 100km de Amstetten, em documentos oficiais citada apenas como "Vilarejo X". "É muito importante que eles sejam deixados em paz", disse o médico que atendeu a família no hospital. [5] [6]

Dez anos após o crime[editar | editar código-fonte]

Em março de 2019, O Globo, citando o jornal austríaco Österreich, disse que Josef continuava preso, mas aos 83 anos estaria sofrendo de demência. O jornal também escreveu que Elisabeth estaria casada, que sua filha mais velha, Kerstin, então com 29 anos, estaria namorando; Stefan, de 28, planejaria ser marinheiro mercante e outro dos filhos trabalharia na Câmara Municipal de Amstetten . [7]

Josef, conhecido também como o Monstro de Amstetten, poderá ganhar a liberdade após cumprir 15 anos de prisão em regime fechado. Estará então com 88 anos de idade. [8]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Matérias sobre o assunto no G1. [9]

Referências

  1. «Dez anos após condenação do 'monstro de Amstetten', saiba como estão o algoz e suas vítimas». Blog do Acervo - O Globo. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  2. Internet (amdb.com.br), AMDB. «Aventuras na História · Elisabeth Fritzl: 24 anos sendo torturada pelo próprio pai». Aventuras na História. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  3. «G1 > Mundo - NOTÍCIAS - Elisabeth Fritzl isenta mãe de culpa por seqüestro e abusos, diz revista». g1.globo.com. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  4. «G1 > Mundo - NOTÍCIAS - Josef Fritzl pega prisão perpétua e diz que aceita a sentença». g1.globo.com. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  5. «Dez anos após condenação do 'monstro de Amstetten', saiba como estão o algoz e suas vítimas». Blog do Acervo - O Globo. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  6. EFE (5 de maio de 2008). «Vítimas de Josef Fritzl se adaptam aos poucos à vida em liberdade - Mundo - iG». Último Segundo. Consultado em 4 de setembro de 2019 
  7. «Dez anos após condenação do 'monstro de Amstetten', saiba como estão o algoz e suas vítimas». Blog do Acervo - O Globo. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  8. «G1 > Mundo - NOTÍCIAS - Josef Fritzl pega prisão perpétua e diz que aceita a sentença». g1.globo.com. Consultado em 3 de setembro de 2019 
  9. «G1 > Mundo - NOTÍCIAS - Elisabeth Fritzl isenta mãe de culpa por seqüestro e abusos, diz revista». g1.globo.com. Consultado em 3 de setembro de 2019