Elizabeth Fritzl

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Elisabeth Fritzl (nascida em 8 de abril de 1966[1]) é uma mulher austríaca que foi mantida pelo seu pai, Josef Fritzl, durante 24 anos confinada a um bunker, e por ele abusada sexualmente. Aos 18 anos, com a desculpa de que precisava de ajuda para instalar uma porta, Josef pediu a Elisabeth que descesse até o bunker. Lá, drogou-a e acorrentou-a. Depois, obrigou a moça a escrever uma carta para os pais, dizendo que havia fugido para seguir uma seita e pedindo que não a procurassem. No início, o pai abusava da filha ali mesmo, acorrentada, em troca de comida. Depois, Josef foi dando a ela maior "liberdade" dentro do cativeiro, que sofreu uma ampliação ao longo dos anos. Desses abusos resultaram sete gravidezes, tendo havido, porém, uma criança, um dos gêmeos que teve em sua quarta gravidez, que faleceu pouco tempo depois de nascer, mais precisamente 3 dias, acabando o corpo por ser alegadamente incinerado pelo próprio Josef Fritzl. Seis filhos sobreviveram, e três deles foram adotados pelo próprio agressor. Para isso, Josef forçava sua filha a escrever cartas pedindo aos pais que criassem essas crianças e era simulado um abandono. Apesar de existirem registros de uma condenação de Fritzl por abuso sexual nos anos 60, a verdade é que o seu cadastro estava limpo na altura da adoção. Este terrível crime de incesto e rapto foi descoberto porque a filha mais velha adoeceu gravemente e precisou ir para o hospital com urgência. Os médicos quiseram localizar os familiares para conhecerem o histórico clínico da jovem, visto que esta deu entrada em coma. A comunicação social fez um apelo e como o raptor tinha posto uma televisão no cativeiro, Elizabeth ouviu o apelo e percebeu que podia ser a sua chance. Convenceu o pai a levá-la ao hospital e, mal conseguiu a garantia que ia ser protegida, contou tudo aos médicos e posteriormente às autoridades, pondo fim ao seu sequestro. Elizabeth Fritzl recebeu alta do hospital no dia 29 de dezembro de 2008. Josef foi condenado a prisão perpétua pelos crimes de sequestro, estupro, homicídio (do filho morto) por negligência, entre outros. Apesar da resistência do início, Josef confessou todos os seus crimes. Elisabeth, para ser poupada de depor na frente de seu agressor, gravou um vídeo de mais ou menos 11 horas em que conta tudo o que passou nos anos de cativeiro. Esse depoimento foi transmitido aos poucos durante o julgamento do pai estuprador. Nele, inclusive, Elisabeth relata que sofria abusos desde que tinha 11 anos. Alguns membros da imprensa dizem que Elisabeth estivera presente no julgamento disfarçada e que, ao ser avistada pelo pai, este confessou todos os crimes. Hoje, Elisabeth vive com os seis filhos em uma aldeia austríacada com o novo namorado, um dos membros de sua segurança. Todos os membros da família têm novos nomes e uma vida aparentemente normal.

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